Os códigos antigos que revelam descobertas fascinantes sobre as ciências ocultas

Autor: Luiz Veroneze – MTB 9830/PR

Entre as muitas descobertas impressionantes, existe um mundo a parte que trata dos escritos antigos, os códigos, incunábulos, manuscritos, papiros, entre outros.

São obras frágeis e tão antigas quanto as primeiras civilizações, com as manifestações culturais e históricas, sobre técnicas de alquimia, astronomia, história, plantio, de medicina, de religião, diários do cotidiano, ciências naturais, entre outras manifestações.

Escrever é, muitas vezes, um alívio para uma alma apreensiva ou ansiosa. Nos dias de hoje, o ‘escape’ das pessoas é, em geral, o celular. Antigamente, quando não existia a internet, era o papel e a caneta.

Em um mundo que valoriza cada vez mais as tecnologias digitais e os avanços modernos, os escritos antigos servem uma fascinante conexão entre o mundo de hoje e o passado, especialmente as culturas antigas.

Muitos das escrituras da antiguidade, não tem qualquer aplicação nos dias atuais, são apenas valiosas relíquias arqueológicas. Isto porque tratam de temas como alquimia, procedimentos antiquados de medicina, questões do ocultismo, como magia e bruxaria.

Naturalmente que nos dias atuais, tais conhecimentos não teriam uma aplicação.

Outros escritos antigos, entretanto, tem um valor incalculável do ponto de vista histórico, por revelarem questões do tempo relacionado.

Um exemplo disto, temos o Códice de Dresden que mostra a complexidade e a sofisticação de culturas antigas. Este manuscrito, preservado através dos séculos, oferece uma janela inestimável para o entendimento da civilização maia, suas crenças, práticas astronômicas e eventos históricos. Ele é um dos poucos códices maias que sobreviveram às tentativas de erradicação dos conquistadores europeus.

O Códice de Dresden, nome derivado de sua localização atual na Biblioteca Estatal da Saxônia, em Dresden, Alemanha, foi redescoberto no século XVIII, despertando o interesse de historiadores e arqueólogos em todo o mundo. Escrito em hieróglifos maias, este documento é uma ponte direta para o passado, datando dos séculos XI ou XII.

codice dresden

Documentos antigos que se perderam

Muitos dos documentos antigos foram perdidos no tempo e nunca mais serão vistos novamente. Eram verdadeiros tesouros da antiguidade, que foram destruídos em tempos de exploradores e invasores.

Muitos destes documentos, tem se informações através de outros escritos antigos, que fazem referências a eles, tendo, desta forma, uma noção do que representamos em seu tempo.

Bibliotecas antigas que foram destruídas em guerras ou em invasões, como comuns na antiguidade, tiveram um verdadeiro aniquilamento do conhecimento humano, e talvez, neste processo, perdeu-se a ciência antiga que levou o ser humano a construir obras impressionantes e deixar legados extraordinários, sem ao menos dispor de ferramentas e recursos, como temos hoje.

Outros códigos Maias

O Códice de Dresden, citado acima, é apenas um fragmento que restou dos milhares de livros de pano de casca, que foram criados em meados do século 9, registrando destalhes da história e da cultura das civilizações Maias.

Estes livros, no estilo do livro que foto anterior mostra, foram queimados por conquistadores e monges católicos no século XVI. As religiões Maias eram amplamente aprofundadas neste Códices, e isto não era bom para a igreja que, há 1200 anos, já trabalhava na propagação do novo evangelho.

Livros romanos milenares

Por quase 1000 anos, os líderes políticos da antiga Roma consultarem os livros Sibilinos, para orientar-se sobre leis e como agir no império. Eram discursos transcritos para conseguir conduzir o governo em crises e momentos difíceis.

Todavia, em algum momento, os originais foram queimados. De acordo com informações dos estudiosos, isto aconteceu no ano de 83 a.C. Entretanto, restaram cópias destes livros Sibilinos, os quais, foram guardados por mais alguns séculos, até que, no século 5, diante da bancarrota do Império Romano, um general do Rei destruiu todos os livros, temendo que os mesmos caíssem em mãos de inimigos.

Antigo livro persa

O chamado Avesta Zoroastrica é um livro da antiga Pérsia, que segundo outros manuscritos referendam como um guia monoteísta que supostamente foi destruído durante a conquista de Persepolis em 330 a.C, quando o conquistador Alexandre, o Grande, dizimou aquela cidade.

Do texto original, restou apenas alguns fragmentos, que hoje estão guardados à ‘sete chaves’, conectando a atualidade à antiga Pérsia.

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Imagem ilustrativa, de livro manuscrito de propriedade do autor

Enciclopédia da Dinastia Ming

Imagine, leitor, uma coleção de 11.000 volumes, reunindo todo que se tinha na antiguidade em assuntos variados, como artes, teologia, ciências naturais, agricultura, leis, entre outras coisas. Um conjunto de livros que foi escrito por anos, por mais de 2000 estudiosos da Dinastia Ming, que governou a China de 1368 a 1644.

Ao longo dos séculos, em rebeliões e guerras, aos poucos os livros foram sendo destruídos. Hoje, pelo que se sabe, restam poucos volumes, do conjunto da enciclopédia original.

Clássicos de Confúcio

O pensador e filósofo Confúcio viveu entre 552 a.C. e 489 a.C., tendo deixado um legado de valor incalculável, denominado Clássicos de Confúcio. O bom é que esses manuscritos antigos do famoso filósofo chinês, que eram seis volumes, ainda restam cinco.

Esses cinco volumes abordam pensamentos, filosofia, poesia, ritos antigos, história, impressões do passado e do futuro.

Entretanto, o sexto volume, que abordava sobre música, desapareceu no século 3 a.C.

Outros manuscritos perdidos

Ao longo dos séculos, muito do conhecimento humano, da história dos primeiros povos, se perdeu. Muitos destes livros e manuscritos ainda existem em bibliotecas de colecionadores particulares.

Boa parte destes documentos antigos permanece oculto pelo fato que, antepassados de famílias ‘muito’ ricas, que hoje os detém, compraram estes incunábulos sem origem clara de sua procedência. Portanto, são relíquias muito antigas, guardadas em cofres, que dificilmente serão entregues.

Dos livros e manuscritos antigos que existem e são de conhecimento público, a grande parte estão em museus, por todos os lugares do mundo.

Segundo informações, a biblioteca do Vaticano detém um verdadeiro tesouro, não disponível para visitação. Serve como uma espécie de Arca de Noé do Conhecimento da Humanidade.

Muitos outros manuscritos antigos se perderam, como os tratados de Ibn Al-Haytham, um matemático, astrônomo e físico nascido no Iraque, que teria deixado um grande acervo de obras. Ainda restam alguns livros seus.

Outro registro está na bíblia hebraica, que faz referência a 20 livros que revelam uma história destalhada da Idade do Ferro. Estes livros citados não existem mais.

A coleção de Panchatantra reunia fábulas de animais da Índia, escrita em sânscrito por volta do ano 100 a.C. O livro original se perdeu, mas existe uma versão em hebraico.

Existem apenas sete obras, de peças teatrais, de um total de 80, escritas pelo filósofo grego Aquileus de Esquilo, entre 525 a.C e 456 a.C., fazendo um relato do guerreiro Aquiles durante a Guerra de Tróia.

Por fim, os poemas de Safo, escritos no século VI a.C., com 10.000 linhas de poesia, perfazendo um total de nove volumes.

Destas 10.000 linhas, existem hoje, menos de 70 linhas completas. Um conjunto extremamente valioso, que referência a autora como poeta lírica de amor erótico da antiguidade.

Conclusão

Esta matéria reúne alguns dos escritos antigos que perderam-se ao longo dos séculos, os quais ainda tem fragmentos e que dispõem de outros códigos que os citam, referenciando suas importâncias históricas.

O Códice de Dresden, citado no texto, é um dos manuscritos que restam entre muitos códigos antigos que registravam a história das civilizações Maias. Não é apenas um artefato de valor inestimável para a história e a ciência, mas sim, é também um símbolo de resistência cultural.

O mundo ainda guarda, nos calabouços, bibliotecas, cofres de famílias tradicionais, salas de mansões, muitos manuscritos e incunábulos que são tesouros da humanidade.

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