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Alimentação equilibrada ajuda a manter a imunidade durante o inverno, orienta especialista

A redução das temperaturas provoca mudanças na rotina, no apetite e nos hábitos alimentares. Durante o inverno, muitas pessoas aumentam o consumo de refeições calóricas e quentes, ao mesmo tempo que diminuem a ingestão de água, frutas, verduras e outros alimentos importantes para o funcionamento do organismo.

A menor exposição à luz solar também pode reduzir a produção de vitamina D, nutriente relacionado à saúde dos ossos, dos músculos e do sistema imunológico. Nesse período, escolhas alimentares inadequadas podem contribuir para deficiências nutricionais e aumentar a vulnerabilidade a infecções respiratórias e outras doenças comuns nos meses mais frios.

A médica nutróloga Fabiana Roloff, docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, explica que o funcionamento do sistema imunológico depende de diferentes fatores. Segundo ela, os suplementos não substituem uma alimentação equilibrada.

Ao alertar sobre o consumo de vitaminas sem a devida orientação, a especialista afirma que não existe um único nutriente capaz de garantir o fortalecimento das defesas do organismo.

“Existe uma busca desenfreada por suplementos de vitamina C e D, por exemplo, como se fossem capazes de resolver tudo sozinhos. No entanto, a imunidade é um sistema complexo que depende de um ambiente metabólico equilibrado. Não adianta suplementar se a base da alimentação é pobre em nutrientes essenciais”, explica Fabiana.

A recomendação é priorizar alimentos frescos e variados, incluindo frutas, verduras e legumes disponíveis durante a estação. A diversidade alimentar permite que o organismo receba vitaminas, minerais, fibras e outros compostos necessários para suas funções.

Entre os alimentos que podem fazer parte da rotina estão frutas ricas em vitamina C, como laranja, mexerica, kiwi, acerola e goiaba. Também são indicados vegetais de coloração alaranjada e verde-escura, fontes de vitamina A, como cenoura, abóbora, espinafre e couve.

Ao explicar a função desses alimentos, Fabiana destaca que os nutrientes participam da proteção das células e do funcionamento do sistema imunológico.

“O destaque vai para alimentos ricos em vitamina C, como laranja, mexerica, kiwi, acerola e goiaba, que auxiliam na proteção das células contra os danos causados pelos radicais livres e contribuem para o funcionamento adequado do sistema imunológico. Também merecem atenção os alimentos fontes de vitamina A, presentes em vegetais de coloração alaranjada e verde-escura, como cenoura, abóbora, espinafre e couve”, afirma.

As proteínas também devem estar presentes nas refeições. Carnes magras, ovos, leite, derivados e leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico, fornecem nutrientes utilizados pelo organismo na formação e na renovação das células.

Ao tratar da importância desse grupo alimentar, a nutróloga ressalta sua participação na resposta imunológica.

“Esses alimentos participam da formação e renovação de células de defesa, sendo fundamentais para a resposta imunológica”, acrescenta Fabiana.

Outro aspecto relacionado à imunidade é o funcionamento do intestino. A microbiota intestinal é formada por microrganismos que participam de diferentes processos do organismo, incluindo a absorção de nutrientes e o equilíbrio das respostas inflamatórias.

Alimentos ricos em fibras, como frutas, legumes, verduras, sementes e cereais integrais, ajudam a manter a diversidade das bactérias benéficas presentes no intestino. Por isso, devem ser consumidos regularmente e não apenas durante os períodos de frio.

Fabiana explica que os alimentos in natura oferecem diferentes nutrientes e compostos que atuam em conjunto no organismo, ao contrário do consumo isolado de determinadas substâncias.

“Quando consumimos alimentos in natura, fornecemos ao corpo muito mais do que nutrientes isolados. Oferecemos uma combinação de compostos que atuam em conjunto para manter o equilíbrio do organismo. É essa interação que favorece a saúde e a imunidade”, ressalta.

A forma de preparo das refeições também pode contribuir para uma alimentação mais adequada no inverno. Sopas, caldos e ensopados preparados com legumes, verduras, cereais e fontes de proteína são alternativas para os dias frios.

Essas preparações podem auxiliar na ingestão de líquidos e nutrientes, desde que não sejam baseadas apenas em ingredientes ricos em gordura, sal ou produtos industrializados. A composição da refeição deve ser observada para evitar o excesso de alimentos com baixo valor nutricional.

O consumo frequente de ultraprocessados, produtos ricos em açúcar, sódio e gorduras de baixa qualidade pode prejudicar o equilíbrio alimentar. Embora esses itens sejam procurados com maior frequência nos dias frios, eles não devem ocupar o lugar de frutas, verduras, legumes, proteínas e cereais integrais.

A hidratação também precisa ser mantida durante o inverno. Com as temperaturas mais baixas, a sensação de sede pode diminuir, mas o organismo continua necessitando de líquidos para realizar suas funções.

Ao orientar sobre esse cuidado, Fabiana destaca que a água permanece necessária mesmo quando a pessoa não sente sede com a mesma intensidade registrada no verão.

“A hidratação também não deve ser negligenciada. Com a redução da sensação de sede nos dias frios, muitas pessoas passam a ingerir menos líquidos. No entanto, a água continua sendo essencial para o transporte de nutrientes, eliminação de toxinas e funcionamento adequado de todos os sistemas do organismo”, afirma.

O uso de suplementos de vitaminas e minerais deve ser avaliado individualmente. A suplementação pode ser indicada quando há deficiência confirmada ou uma necessidade específica, mas não deve ser utilizada como substituição de uma alimentação variada.

Além das escolhas alimentares, a manutenção da saúde durante o inverno envolve atividade física regular, sono adequado e acompanhamento profissional quando necessário. A combinação desses hábitos contribui para o funcionamento do organismo e para a redução dos riscos relacionados às doenças comuns da estação.

Alimentação equilibrada ajuda a manter a imunidade durante o inverno, orienta especialista

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