O Papa Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio, foi chefe da Igreja Católica e soberano do Vaticano entre 2013 e 2025. Um ano após sua morte, ocorrida em 21 de abril de 2025, sua trajetória é marcada por decisões, posicionamentos e episódios que tiveram repercussão internacional.
Natural de Buenos Aires, na Argentina, Bergoglio nasceu em 1936 e ingressou na Companhia de Jesus em 1958. Foi ordenado sacerdote em 1969 e, em 1998, tornou-se arcebispo de Buenos Aires. Em 2001, foi nomeado cardeal pelo Papa João Paulo II.
Após a renúncia de Papa Bento XVI, em fevereiro de 2013, Bergoglio foi eleito papa e iniciou seu pontificado em 13 de março do mesmo ano. Ao escolher o nome Francisco, fez referência a São Francisco de Assis.
“Para mim [Francisco de Assis] é o homem da pobreza, o homem da paz, o homem que ama e protege a criação.”
Nos primeiros dias de pontificado, encontrou-se com seu antecessor, fato considerado incomum na história recente da Igreja. O encontro entre um papa em exercício e um papa emérito ocorreu poucos dias após a eleição.
Entre os compromissos iniciais, esteve a visita à ilha de Lampedusa, na Itália, destino de migrantes vindos da África. Durante a viagem, o pontífice prestou homenagem às vítimas de travessias marítimas no Mediterrâneo.
Ainda em 2013, participou da Jornada Mundial da Juventude no Brasil, reunindo milhões de pessoas no Rio de Janeiro. No mesmo ano, durante entrevista a jornalistas, comentou sobre a orientação sexual de pessoas dentro da Igreja.
“Ainda não conheci ninguém no Vaticano que tenha ‘gay’ escrito em seus cartões de identidade. Se um gay está em busca ansiosa por Deus, quem sou eu para julgá-lo?”
Em 2014, realizou visita à Terra Santa, onde participou de encontro com o Patriarca Bartolomeu I, em Jerusalém, e visitou o Museu do Holocausto Yad Vashem. Ao longo do pontificado, também recebeu personalidades internacionais, incluindo representantes de organizações humanitárias e figuras públicas.
Em 2015, publicou a encíclica Laudato Si, documento voltado a questões ambientais e sociais, no qual defendeu mudanças nos modelos de produção e consumo. No mesmo ano, visitou Cuba e os Estados Unidos, onde foi recebido pelo então presidente Barack Obama e discursou no Congresso norte-americano.
Durante visita à Irlanda, em 2018, abordou casos de abusos cometidos por membros do clero e reconheceu falhas institucionais.
“Grave escândalo.”
No campo diplomático, o Vaticano assinou acordo reconhecendo o Estado da Palestina. Em 2019, Francisco realizou a primeira missa papal na Península Arábica.
Durante a pandemia de Covid-19, manteve atividades religiosas mesmo com restrições, incluindo transmissões a partir do Vaticano sem presença de público. Também adotou práticas de aproximação com fiéis, incluindo o uso frequente de redes sociais e interação direta em eventos públicos.
Poucos dias antes de sua morte, o pontífice visitou a prisão Regina Coeli, em Roma, onde se encontrou com detentos. Após o falecimento, foi divulgada a doação de 200 mil euros de sua conta pessoal a presos da unidade.
A morte foi confirmada pelo cardeal Kevin Farrell, que anunciou.
“Às 7h35, o Bispo de Roma, Francisco, retornou ao seio do Pai. Toda a sua vida foi dedicada a servir o Senhor e a Sua Igreja.”
Ele acrescentou.
“Com profunda gratidão por sua vida como verdadeiro discípulo de Jesus Cristo, encomendamos a alma do Papa Francisco ao amor ilimitado e misericordioso de Deus, Uno e Trino.”
Durante 12 anos de pontificado, Francisco foi o primeiro papa jesuíta, o primeiro das Américas e o primeiro não europeu em mais de um milênio. Sua atuação incluiu temas como diálogo inter-religioso, meio ambiente e questões sociais, além de posicionamentos que tiveram repercussão dentro e fora da Igreja Católica.

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