Teotihuacan

Ataque em pirâmide de Teotihuacán deixa mais rigorosa a entrada de turistas semanas antes da Copa do Mundo

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Autoridades do México informaram que o ataque ocorrido na zona arqueológica de Teotihuacán foi planejado com antecedência pelo autor. A ação, registrada na segunda-feira (20), resultou na morte de uma turista canadense e deixou outras 13 pessoas feridas, entre elas visitantes de diferentes nacionalidades.

De acordo com o procurador do Estado do México, José Luis Cervantes, o responsável pelo ataque visitou o local diversas vezes nos dias anteriores e se hospedou em hotéis próximos, indicando preparação prévia. Ele afirmou que a ação não foi espontânea.

O agressor, identificado como Julio César Jasso Ramírez, de aproximadamente 30 a 35 anos, efetuou disparos contra turistas por volta do meio-dia. Após a aproximação de militares, ele tirou a própria vida no local. A vítima fatal, uma mulher canadense com idade entre 20 e 25 anos, morreu com ferimentos provocados por arma de fogo.

Entre os feridos estão um menino de seis anos e turistas oriundos da Colômbia, Canadá, Brasil e Estados Unidos. Os atingidos foram encaminhados a hospitais da região para atendimento médico.

Durante a investigação, autoridades encontraram uma mochila com a arma utilizada no ataque, uma faca e 52 munições. Também foram apreendidos materiais como manuscritos e imagens que, segundo o procurador, podem estar relacionados a episódios violentos ocorridos no exterior.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, declarou que o autor apresentava problemas psicológicos e teria sido influenciado por acontecimentos internacionais. Ela afirmou que não há indícios de envolvimento com organizações criminosas e classificou o episódio como isolado.

O caso ocorre semanas antes da Copa do Mundo que será realizada de forma conjunta entre México, Estados Unidos e Canadá. Diante do ocorrido, a presidente solicitou reforço nas medidas de segurança em áreas turísticas, com controle mais rigoroso de acesso para evitar a entrada de armas.

O embaixador dos Estados Unidos no México, Ronald Johnson, manifestou preocupação com o episódio e declarou apoio às autoridades mexicanas durante as investigações.

A zona arqueológica de Teotihuacán, localizada a cerca de 50 quilômetros da Cidade do México, permanece fechada por tempo indeterminado, conforme informou o Instituto Nacional de Antropologia e História.

O local é um dos principais destinos turísticos do país e recebeu cerca de 1 milhão de visitantes entre janeiro e julho de 2025, sendo o segundo sítio arqueológico mais visitado do México, atrás apenas de Chichén Itzá.

As autoridades seguem apurando as circunstâncias do ataque e analisando o material apreendido para esclarecer a motivação do crime.

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