A queda de uma aeronave de pequeno porte em Tomblaine, na região de Nancy, na França, deixou 11 pessoas mortas e passou a ser investigada pelas autoridades francesas. O acidente ocorreu com um avião utilizado em atividades de paraquedismo e, segundo informações preliminares, não houve vítimas em solo.
De acordo com o prefeito de Tomblaine, Hervé Féron, a aeronave caiu em uma área próxima a residências, mas nenhuma casa foi atingida. Após a ocorrência, a região foi isolada por equipes de segurança, e a população foi orientada a evitar o local durante os trabalhos de resgate e investigação.
A aeronave havia decolado de um aeródromo nas proximidades. O avião, do modelo Pilatus, era utilizado em operações de paraquedismo e fazia mais um voo destinado a saltos quando caiu. No dia anterior, a mesma aeronave havia realizado 15 voos.
Além do piloto, estavam a bordo cinco instrutores e cinco alunos que fariam o primeiro salto de paraquedas. Segundo informações da agência France-Presse, o grupo de alunos era formado por enfermeiros autônomos.
O Escritório de Investigações e Análises para a Segurança da Aviação Civil da França, o BEA, informou que o caso é o acidente mais fatal já registrado na aviação geral francesa. Essa categoria inclui atividades da aviação civil que não envolvem transporte comercial regular nem operações militares.
Até então, os acidentes mais graves da aviação geral francesa haviam sido registrados em abril de 1988, quando nove pessoas morreram na queda de uma aeronave usada para paraquedismo perto do aeródromo de Lens-Bénifontaine, e em novembro de 1997, quando outro avião de aeroclube caiu em um lago próximo a Laon, também deixando nove mortos.
O presidente do aeródromo de Grand Nancy-Tomblaine, François Pélissier, afirmou à emissora BFMTV que o piloto tinha experiência e era conhecido na região. Segundo ele, a posição em que a aeronave caiu indica que pode ter havido uma tentativa de manobra logo após a decolagem.
“A posição em que a aeronave caiu indica que o piloto tentou fazer uma curva logo após a decolagem. No entanto, a altitude estava entre 30 e 40 metros, insuficiente para recuperar o controle”, explicou Pélissier.
O presidente do aeródromo também informou que o avião não pertencia ao aeródromo, mas a uma empresa especializada em experiências de paraquedismo. Conforme Pélissier, a empresa atua no local há mais de dez anos e realiza esse tipo de atividade regularmente.
As autoridades francesas também informaram que familiares de algumas vítimas estavam no local e presenciaram a queda da aeronave. O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, esteve na região do acidente e colocou a estrutura do governo à disposição das equipes responsáveis pela apuração.
Ao comentar a presença dos familiares no local, Laurent Nuñez lamentou a situação.
“Isso torna essa tragédia ainda mais dolorosa”, afirmou o ministro.
As causas do acidente ainda serão apuradas pelos órgãos responsáveis pela investigação aérea na França. Até o momento, as identidades das vítimas não foram divulgadas.

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Heloisa Lima é redatora de artigos sobre variedades, curiosidades, esportes, culinária e cultura.
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