Os 11 melhores começos de livros da literatura clássica

Nada como um começo para que a gente se motive em uma leitura, especialmente de livros clássicos, que são complexos, tantos na concepção como na exposição das ideias. Por isto, os melhores começos de livros da literatura universal que apresentamos aqui é imperdível e você não pode deixar de ler até o final.

Embora a escolha dos começos mais monumentais seja subjetiva, alguns inícios de obras clássicas se destacam pela grandiosidade, impacto e influência na literatura.

Com certeza você não precisa concordar, mas há de convir conosco que estes começos de livros são de fato muito interessantes. Importante observar que os inícios dos livros variam muitos conforme as traduções. Se analisar a iniciação de todos os livros abaixo citados, comparando-os com o que se tem em um pais ou outro, são começos muito distintos.

De todos os começos, talvez o que mais se perpetua em fidelidade à original, seja o monumental início de Anna Karenina, de Tolstói. Esse começo é eterno.

A literatura clássica tenha obtido uma grande aceitação nos leitores atuais, tanto que nunca sai de moda. Quem lê um clássico, lê outro, e outro, ininterruptamente. Então, esse foi o nosso objetivo, te apresentar um conteúdo diferente, com alguns dos começos de livros mais sensacionais da literatura universal.

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Os melhores começos de livros

Ilíada (Homero):

“Canta, musa, a cólera de Aquiles, filho de Peleu, a maldita que causou mil tormentos aos aqueus, lançou muitas almas valentes de heróis ao Hades e as entregou aos cães selvagens para serem banqueteados, e a vontade de Zeus se cumpriu desde o dia em que a contenda separou o pastor de homens Agamemnon, rei dos homens, e o nobre Aquiles.”

Eneida (Virgílio):

“Armas e o homem canto, que, fugitivo das margens de Tróia, levado por destino, por todo o mar, às costas longínquas da Líbia, sofreu muito, na guerra e nas vagas, pelo rancor impiedoso dos deuses, até que fundou uma cidade e introduziu deuses no Lácio, origem da nação romana, pais e senhores do mundo.”

Metamorfoses (Ovídio):

“Canto as formas mudadas em corpos diversos. Deuses, concedei-me o dom que escolhestes para vós mesmos, de transformar as formas em versos.”

Odisseia (Homero):

“Conta-me, musa, do homem de mil manhas, que depois de destruir a cidade sagrada de Ílion, errante por muitos mares, viu muitos povos e cidades, e sofreu muito no coração; lutou para salvar sua vida e o regresso para seus companheiros; mas não os salvou, pois a loucura de Ateneia os perdeu, por causa da filha do sacerdote de Cisa, a bela Criseida, que Agamemnon, o senhor dos homens, desonrou.”

Édipo Rei (Sófocles):

“Ó Édipo, rei de Tebas, que governas esta cidade, aqui vês suplicantes, uns já na velhice extrema, outros ainda jovens, ramos de suplicantes da cidade, que se sentam junto aos altares ou nos degraus dos templos. Uns carregam ramos de oliveira suplicantes, outros faixas enroladas em torno de seus bastões. E eu mesmo, como vês, sou cego, embora não seja jovem, guiado por este outro, pois a minha vista já há muito se apagou.”

Comédia Divina (Dante Alighieri):

“No meio do caminho da nossa vida, me encontrei perdido em uma floresta escura, pois o caminho verdadeiro eu havia extraviado.”

Dom Quixote (Miguel de Cervantes):

“Em um lugar da Mancha, de cujo nome não quero lembrar-me, vivia um fidalgo dos daqueles que têm um lanço de terra aravel, um escudo pendurado na velhaia, um magreiro rocim e um galgo corredor.”

Orgulho e Preconceito (Jane Austen):

“É verdade universalmente reconhecido que um homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar em busca de uma esposa.”

Moby Dick (Herman Melville):

“Chamam-me Ismael. Há alguns anos, movido por um desgosto que não me apetece recordar, embarquei em um navio baleeiro que partia do porto de Nantucket.”

Crime e Castigo (Fiódor Dostoiévski):

“Em um dia quente e abafado de julho, um jovem saiu de seu quartinho, que alugava em um beco estreito e sujo, em uma das partes mais populosas da cidade.”

Anna Karenina (Liev Tolstói):

“Todas as famílias felizes se parecem; cada família infeliz é infeliz à sua maneira.”

De todos os começos, essa é a mais profunda, em nossa opinião. Por isto, faremos uma reflexão sobre ela. Com essa frase lapidar, Liev Tolstói abre as portas para o universo complexo e comovente de Anna Karenina. Em poucas palavras, ele captura a essência da história que está por vir: a busca por felicidade em um mundo de expectativas sociais, traições e paixões avassaladoras.

A frase inicial de Anna Karenina é, por si só, uma obra-prima. É concisa, profunda e universal. Ela nos convida a refletir sobre a natureza da felicidade e da infelicidade, e sobre as diferentes maneiras pelas quais as famílias podem lidar com os desafios da vida.

O contraste entre a felicidade homogênea e a infelicidade individualizada prepara o terreno para a exploração dos temas centrais do romance: amor, casamento, classe social, religião e o papel da mulher na sociedade do século XIX.

Ao longo da história, Tolstói nos apresenta personagens memoráveis que lutam contra seus próprios demônios e anseios. Anna Karenina, a protagonista, é uma mulher complexa e contraditória que se vê dividida entre seu dever social e seu amor pelo belo e charmoso Conde Vronsky.

O romance é rico em detalhes e descrições vívidas, transportando o leitor para a Rússia da época. Tolstói nos apresenta um retrato fiel da sociedade da época, com suas hipocrisias, injustiças e desigualdades.

Anna Karenina é uma obra-prima da literatura mundial que continua a encantar e emocionar leitores até hoje. É um romance que explora os lados mais profundos da natureza humana e que nos convida a questionar as nossas próprias crenças e valores.

A frase inicial do romance, “Todas as famílias felizes se parecem; cada família infeliz é infeliz à sua maneira”, é um lembrete de que a felicidade é um conceito complexo e multifacetado. Não existe uma fórmula mágica para a felicidade, e o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra.

O mais importante é que cada indivíduo encontre o seu próprio caminho para a felicidade, mesmo que isso signifique desafiar as normas sociais e enfrentar as dificuldades da vida.

Essas obras representam apenas uma pequena amostra da rica tradição da literatura clássica, e cada leitor pode ter suas próprias preferências em relação aos começos mais marcantes.

Vale a pena explorar as obras completas desses autores e de outros clássicos para se encantar com a grandiosidade da literatura e a força transformadora das palavras.

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