Em meio ao aumento da circulação de informações nas plataformas digitais e ao avanço da desinformação, instituições de ensino têm buscado novas estratégias para fortalecer a leitura, a escrita e o pensamento crítico entre crianças e adolescentes. Em Curitiba, a Escola Pedro Apóstolo desenvolve um projeto que coloca estudantes no papel de jornalistas, com produção própria de um jornal escolar.
A iniciativa, criada em 2024, segue em atividade e reúne atualmente seis alunos com idades entre 12 e 14 anos. Com acompanhamento de profissionais da área pedagógica e design, os estudantes participam de todas as etapas da produção, desde a definição das pautas até a publicação final.
O projeto surge em um cenário que também reflete desafios na educação brasileira. Dados do Indicador de Alfabetismo Funcional apontam que parte significativa da população apresenta dificuldades na compreensão de textos, realidade que também atinge adolescentes e jovens.
Na Escola Pedro Apóstolo, o ingresso na equipe editorial ocorre por meio de um processo seletivo interno, com avaliação de gramática e produção textual. A proposta é selecionar alunos interessados em desenvolver habilidades de comunicação, leitura e pesquisa.
A estudante Giovana Albuquerque, do 7º ano, relata como a participação no projeto tem contribuído para seu desenvolvimento.
Ao comentar a experiência, Giovana afirma: “O jornal é uma ótima oportunidade na minha vida. Ele me faz desenvolver muitas coisas em mim, como o pensamento crítico, a melhora na escrita, na leitura e na minha vida.”
Com periodicidade mensal, o jornal é elaborado a partir de reuniões semanais de pauta, nas quais os próprios alunos sugerem temas, discutem abordagens e definem os conteúdos de cada edição.
A diretora da escola, Carolina Paschoal, explica que a proposta vai além da produção de textos e busca desenvolver autonomia e responsabilidade na comunicação.
Ao abordar os objetivos do projeto, Carolina afirma: “Acreditamos que colocar o aluno como protagonista do próprio aprendizado é uma forma muito eficaz de desenvolver autonomia e senso crítico. No jornal, eles aprendem a pesquisar, checar informações e compreender a responsabilidade de comunicar algo ao público.”
Segundo a direção da escola, a evolução dos participantes pode ser percebida no desenvolvimento da escrita, da argumentação e da segurança na comunicação.
Ao comentar o impacto do projeto, Carolina Paschoal destaca: “Um dos momentos mais marcantes para os participantes é ver suas matérias publicadas. Para muitos adolescentes, que vivem uma fase de inseguranças e descobertas, o projeto representa uma oportunidade de protagonismo e reconhecimento.”
A professora Gabriela Babadobulos, responsável pela coordenação do jornal escolar, destaca que a proposta também busca aproximar os estudantes de temas relevantes para a comunidade.
Ao falar sobre os resultados da iniciativa, Gabriela afirma: “Combinando educação, prática e propósito, o projeto reforça o papel da escola na formação de alunos mais críticos, engajados e preparados para lidar com os desafios do mundo atual.”
Além da comunidade escolar, o conteúdo produzido pelos estudantes também alcança moradores do entorno da instituição, ampliando o alcance do trabalho realizado pelos alunos.

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Heloisa Lima é redatora de artigos sobre variedades, curiosidades, esportes, culinária e cultura.
Nota Editorial: Este conteúdo faz parte da cobertura jornalística do Jornal da Fronteira, feito por humano com ajuda de ferramentas de inteligência artificial, sob revisão de editor humano.
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