As obras-primas da literatura universal com finais trágicos

E foram felizes para sempre… Só que não! Nem sempre esse final se repete. Na literatura, nem todas as histórias terminam com um desfecho alegre ou satisfatório.

De fato, alguns dos mais poderosos trabalhos literários são aqueles que apresentam finais trágicos ou inquietantes.

Estes finais podem ser uma forma dos autores provocarem uma reflexão mais profunda nos leitores, desafiando as expectativas e explorando temas mais sombrios da condição humana.

Pensando naqueles leitores que desejam sair do convencional, a gente relacionou algumas das mais icônicas obras literárias de todos os tempos que são renomadas por seus finais que não são felizes, mas que são inegavelmente impactantes e memoráveis.

As obras-primas sem final feliz:

obras 2

Romeu e Julieta

William Shakespeare

Esta tragédia clássica é talvez a mais famosa história de amor da literatura ocidental, conhecida por seu trágico final. Por ser uma obra teatral, muitas pessoas não se enveredam na leitura de Romeu e Julieta, mas perdem um grande livro.

O jovem amor dos protagonistas é abruptamente destruído por uma combinação de má sorte e falhas familiares, culminando na morte de ambos, o que deixa o leitor com uma sensação de perda e desperdício.

Anna Karenina

Leon Tolstoi

A complexa narrativa de Tolstoi segue a vida de Anna Karenina, uma aristocrata russa que se envolve em um caso amoroso com o conde Vronsky.

Desafiando as convenções sociais, ela luta com seu papel na sociedade e eventualmente enfrenta um destino trágico, um final que ressalta as críticas de Tolstoi à sociedade russa da época.

É um livro encorpado e profundo, que envolve o leitor que se concentra na leitura.

O grande Gatsby

F. Scott Fitzgerald

Este clássico da literatura americana relata a história de Jay Gatsby, um homem que se reinventa completamente na busca pelo amor perdido de Daisy Buchanan.

A busca de Gatsby por um passado idealizado leva à sua queda definitiva, oferecendo uma análise crítica do Sonho Americano.

Este clássico virou filme, com um final não tão infeliz assim. Embora o filme tenha uma boa qualidade, vale muito mais a pena a leitura do livro, do que a adaptação do cinema.

1984

George Orwell

Orwell apresenta uma visão distópica do futuro onde o Estado totalitário controla todos os aspectos da vida humana.

O final sombrio e a capitulação do protagonista, Winston, ao regime tirânico, ressaltam a mensagem perturbadora sobre a perda de liberdade individual e o poder do autoritarismo.

A metamorfose

Franz Kafka

Esta novela de Kafka segue a desconcertante transformação de Gregor Samsa em um inseto gigante.

De certa forma, o livro é angustiante, pois o leitor sente uma vontade de entrar na história e fazer alguma coisa para ajudar o personagem, aflito com sua situação. O isolamento e a alienação de Gregor culminam em um final desolador que explora temas de identidade, humanidade e rejeição.

Madame Bovary

Gustave Flaubert

Emma Bovary, a protagonista desta aclamada obra, busca escapar das restrições de sua vida provinciana através de aventuras amorosas e luxo, mas suas ações levam apenas a desilusão e dívida, culminando em seu trágico suicídio.

Esse livro foi proibido em muitos países, mas é um livro aclamado no mundo todo.

O morro dos ventos uivantes

Emily Brontë

Outra obra famosa por sua história intensa e sombria de paixão e vingança entre Heathcliff e Catherine Earnshaw.

A natureza tumultuada de seu relacionamento e os subsequentes desdobramentos têm consequências devastadoras para todos os envolvidos.

A morte de Ivan Ilitch

Leon Tolstoi

Outro livro de Tolstoi na lista, este breve romance explora a vida e a morte de Ivan Ilitch, um funcionário do governo russo que enfrenta uma morte longa e dolorosa.

O livro é uma meditação profunda sobre a mortalidade e o isolamento, terminando com a inevitável aceitação da morte por parte de Ivan.

Senhora

José de Alencar

Este romance brasileiro narra a história de Aurélia Camargo, que usa sua nova riqueza para se vingar do homem que a abandonou. Embora ela consiga manipular o casamento como forma de vingança, o final é tudo menos feliz, revelando as complexidades do amor e do orgulho.

José de Alencar produziu outras obras com finais trágicos.

O velho e o mar

Ernest Hemingway

Neste pequeno livro seminal, Hemingway conta a história de um velho pescador e sua batalha épica para capturar um grande marlim.

Mesmo depois de dias no mar e um esforço hercúleo, a conquista é vazia, com tubarões destruindo o peixe, simbolizando a natureza implacável da existência humana.

Com estes livros, com seus finais não felizes, somos desafiados a refletir sobre as complexidades da vida, as imperfeições da humanidade e as verdades inconvenientes do mundo ao nosso redor.

Eles nos lembram que a arte não precisa proporcionar conforto para ser profunda e significativa, oferecendo em vez disso, uma visão mais autêntica e muitas vezes perturbadora da condição humana.

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