O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cobrou nesta segunda-feira, 29, que os postos de combustíveis reduzam imediatamente os preços da gasolina no país. A declaração foi feita em publicação na rede Truth Social, em meio à queda do petróleo, que voltou a patamares próximos aos registrados antes do agravamento do conflito com o Irã.
Trump afirmou que os valores cobrados nas bombas continuam elevados, apesar da redução no preço do barril de petróleo. Na avaliação do presidente norte-americano, os varejistas precisam repassar a queda dos custos ao consumidor.
Em publicação nas redes sociais, Trump pediu a redução imediata dos preços e indicou um valor de referência para a gasolina.
“Os varejistas de gasolina devem reduzir seus preços imediatamente. Eles estão muito altos, considerando que o petróleo está agora a US$ 68 por barril e em queda”, escreveu Trump.
Na mesma mensagem, o presidente afirmou que poderá haver consequências caso os preços não sejam reduzidos. Ele também defendeu que os varejistas passem a trabalhar com preço próximo de US$ 2,50 por galão.
“Se os varejistas não fizerem isso, grandes problemas virão. Comecem a mirar em torno de US$ 2,50 por galão”, acrescentou.
A cobrança ocorre após Trump ter declarado, na semana passada, que orientou o Departamento de Justiça a investigar empresas do setor. O presidente acusou companhias de abuso nos preços por não reduzirem os valores nas bombas na mesma proporção da queda observada no petróleo bruto.
Os preços dos combustíveis se tornaram um tema de pressão para o governo norte-americano. O petróleo havia registrado alta neste ano após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, no fim de fevereiro, seguidos de respostas iranianas contra Israel e países do Golfo que abrigam bases americanas.
Com o aumento das tensões no Oriente Médio, os preços internacionais do petróleo foram impactados, afetando também o valor da gasolina para os consumidores norte-americanos. O cenário gerou descontentamento entre motoristas e passou a ter reflexo político nos Estados Unidos.
A recente tentativa de avanço diplomático entre Washington e Teerã trouxe algum alívio aos preços dos combustíveis. Um cessar-fogo entrou em vigor em abril e foi prorrogado posteriormente, embora Estados Unidos e Irã continuem trocando acusações sobre supostas violações do acordo.
Mesmo com a redução no preço do petróleo, Trump avalia que os consumidores ainda não perceberam uma queda suficiente no valor pago nos postos. Por isso, o presidente passou a pressionar diretamente os varejistas e empresas ligadas ao setor de combustíveis.
A preocupação também ocorre em um momento de atenção política para o governo. Trump e o Partido Republicano tentam preservar a maioria no Congresso nas eleições de meio de mandato, previstas para novembro. A alta no custo dos combustíveis costuma ter impacto direto na avaliação dos eleitores, especialmente por afetar despesas diárias das famílias e empresas.
A manifestação de Trump reforça a pressão do governo sobre o setor de combustíveis e sinaliza que a Casa Branca pretende manter o tema entre as prioridades econômicas. A cobrança pública aos postos e a possibilidade de investigação pelo Departamento de Justiça ampliam o debate sobre a formação dos preços da gasolina nos Estados Unidos.

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Heloisa Lima é redatora de artigos sobre variedades, curiosidades, esportes, culinária e cultura.
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