Um veículo que transportava medicamentos radioativos se envolveu em um acidente na manhã desta quinta-feira, 18, em Xerém, no Rio de Janeiro. Segundo a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear, a ANSN, os frascos dos radiofármacos não foram danificados e não houve comprometimento do conteúdo transportado.
O acidente ocorreu por volta das 6h e envolveu um veículo da Transportadora Nucleorad, empresa autorizada a operar e transportar material radioativo. A carga tinha como destino Belo Horizonte, em Minas Gerais, e era proveniente da unidade da R2PHARMA.
De acordo com a ANSN, o veículo transportava dois volumes contendo “FDG-18F (30,3 GBq e 27,5 GBq), provenientes da unidade da R2PHARMA”. O material é utilizado em procedimentos de medicina nuclear.
Ao informar a situação da carga após o acidente, a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear afirmou que os frascos dos radiofármacos “não foram violados” e “permanecem íntegros, sem comprometimento de seu conteúdo”.
Ainda não foram divulgados detalhes sobre as causas do acidente. Conforme a ANSN, a transportadora acionou seu plano de contingência e enviou outro veículo devidamente autorizado para realizar o transbordo da carga e a retirada segura do material do local, com acompanhamento dos órgãos competentes.
A Polícia Rodoviária Federal acompanha a ocorrência. Segundo a ANSN, não há registro de impacto radiológico relacionado ao acidente.
“Até o momento, não há registro de qualquer impacto radiológico à população, aos trabalhadores envolvidos ou ao meio ambiente decorrente do acidente”, informou a ANSN.
O caso ocorre após outro episódio envolvendo material radioativo registrado neste ano. Na semana passada, a ANSN confirmou a investigação de uma possível contaminação e vazamento de material radioativo ocorrido em 29 de maio no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, o Ipen, localizado na Cidade Universitária da Universidade de São Paulo, na capital paulista.
De acordo com as informações divulgadas sobre o incidente no Ipen, dois trabalhadores foram submetidos a exames in vivo, realizados por meio de Contador de Corpo Inteiro. As contagens de radioatividade detectadas foram baixas e indicaram que não houve contaminação interna.
Segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear, a CNEN, a contaminação ficou restrita à área controlada do Centro de Radiofarmácia do instituto. No caso registrado nesta quinta-feira no Rio de Janeiro, a ANSN informou que a carga permaneceu preservada e que não houve impacto radiológico identificado até o momento.

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Heloisa Lima é redatora de artigos sobre variedades, curiosidades, esportes, culinária e cultura.
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