A frequência cardíaca é amplamente utilizada como um dos principais indicadores da saúde cardiovascular. No entanto, especialistas destacam que existe outro marcador que pode oferecer informações importantes sobre o funcionamento do organismo: a variabilidade da frequência cardíaca, indicador que mede pequenas diferenças no intervalo entre os batimentos do coração.
De acordo com médicos e pesquisadores, esse parâmetro pode ajudar a compreender como o sistema nervoso responde a situações de estresse, esforço físico e momentos de recuperação, além de fornecer sinais relacionados à saúde física e mental.
O cardiologista Deepak Bhatt, diretor do Mount Sinai Fuster Heart Hospital, explicou em entrevista à BBC que, em condições consideradas ideais, o coração tende a manter um ritmo regular.
Ao explicar esse funcionamento, o especialista afirma: “O coração deve bater de forma relativamente regular.”
Segundo Bhatt, quando esse padrão apresenta alterações importantes, podem existir quadros de arritmia, que em determinadas situações podem estar associados a complicações cardiovasculares.
Apesar disso, o médico destaca que pequenas variações entre os batimentos são esperadas mesmo em pessoas saudáveis.
Ao abordar esse comportamento, Deepak Bhatt explica: “Até mesmo um coração saudável apresenta alguma variação no tempo entre as batidas.”
Essas alterações costumam ser mínimas e são medidas em milésimos de segundo. Segundo o especialista, esse indicador pode trazer informações relevantes sobre a adaptação do organismo.
Sobre esse aspecto, Bhatt afirma: “Uma maior variabilidade, em geral, é considerada melhor do que uma menor.”
Os especialistas explicam que não existe um valor universal considerado ideal para a variabilidade da frequência cardíaca, já que fatores como idade, sexo, nível de atividade física, rotina diária e até o dispositivo utilizado podem influenciar os resultados.
Ao detalhar esse ponto, os profissionais explicam: “Não há uma pontuação padrão de variabilidade da frequência cardíaca, pois ela depende de fatores como idade, condicionamento físico, sexo e até do dispositivo utilizado para medi-la.”
A variabilidade cardíaca está relacionada diretamente à atuação do sistema nervoso autônomo, responsável por controlar respostas do corpo diante de situações de alerta ou relaxamento.
Durante atividades físicas intensas ou momentos de tensão, o organismo tende a ativar mecanismos ligados ao estresse, aumentando a frequência cardíaca e reduzindo temporariamente a variabilidade. Já em períodos de descanso e recuperação, a tendência é de elevação desse indicador.
Especialistas apontam que atletas utilizam esse parâmetro para acompanhar a recuperação muscular e cardiovascular após treinos intensos.
Ao explicar essa relação, os profissionais afirmam: “O ideal é que a variabilidade diminua durante o exercício e volte a subir no período de recuperação.”
Além do desempenho físico, a variabilidade da frequência cardíaca também pode estar relacionada à saúde emocional e ao equilíbrio do sistema nervoso.
O cardiologista Dennis Larsson explica que níveis reduzidos podem indicar exposição prolongada ao estresse.
Ao comentar esse cenário, o especialista afirma: “Em um estado contínuo de estresse, a variabilidade da frequência cardíaca permanece reduzida, indicando que o corpo está preso no modo de luta ou fuga.”
Estudos também apontam que pessoas com quadros de ansiedade ou depressão podem apresentar níveis mais baixos desse marcador quando comparadas a indivíduos sem esses diagnósticos.
Especialistas reforçam que, embora relógios inteligentes e outros dispositivos possam acompanhar esse indicador, qualquer alteração persistente deve ser analisada por profissionais da área da saúde.

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Heloisa Lima é redatora de artigos sobre variedades, curiosidades, esportes, culinária e cultura.
Nota Editorial: Este conteúdo faz parte da cobertura jornalística do Jornal da Fronteira, feito por humano com ajuda de ferramentas de inteligência artificial, sob revisão de editor humano.
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