Tomografia revela detalhes inéditos de múmias egípcias

Tomografia revela detalhes inéditos de múmias egípcias

Avanços em tecnologia de imagem permitiram que cientistas analisassem, de forma não invasiva, o interior de múmias egípcias com cerca de 2,3 mil anos. O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade Semmelweis, que utilizaram um tomógrafo computadorizado de alta precisão para examinar os restos mortais preservados.

O equipamento empregado conta com detector de contagem de fótons, capaz de registrar sinais digitais com alto nível de detalhamento. Isso possibilitou a obtenção de imagens mais nítidas das estruturas internas, sem a necessidade de abrir ou danificar os artefatos históricos.

Tomografia revela detalhes inéditos de múmias egípcias
Foto: Divulgação/Medical Imaging Center (OKK), MNMKK Semmelweis Museum of Medical History

Entre os materiais analisados estavam duas cabeças, dois membros inferiores, além de um pacote envolto em bandagens que continha partes humanas. As imagens revelaram informações relevantes sobre a idade dos indivíduos, características físicas e possíveis doenças.

No caso das cabeças, foi possível observar dentes e suturas cranianas com maior precisão, o que pode contribuir para estimativas de idade e até reconstruções faciais. Um dos membros inferiores apresentou indícios de possível osteoporose, enquanto outro sugere pertencer a um indivíduo jovem.

Uma das descobertas mais relevantes envolveu um fardo que, até então, gerava dúvidas entre os pesquisadores. A análise indicou que o conteúdo, antes suspeito de ser uma cabeça ou até restos de animal, é, na verdade, um pé humano adulto.

Tomografia revela detalhes inéditos de múmias egípcias
Foto: Divulgação/Medical Imaging Center (OKK), MNMKK Semmelweis Museum of Medical History

De acordo com a pesquisadora Krisztina Scheffer, ligada ao museu responsável pela coleção, as imagens obtidas oferecem um nível de detalhamento inédito e podem ampliar o conhecimento científico sobre práticas de mumificação e condições de vida no Egito Antigo.

Os pesquisadores destacam que os estudos ainda estão em andamento e que novas análises devem aprofundar as informações sobre saúde, idade e processos utilizados na preservação dos corpos.

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