Sepultamento de navio na Noruega antecipa origem de tradições vikings

Sepultamento de navio na Noruega antecipa origem de tradições vikings

Uma descoberta arqueológica na Noruega está redefinindo o entendimento sobre as origens das tradições funerárias escandinavas. Pesquisadores identificaram que um sepultamento em forma de navio, localizado em um antigo monte funerário, pode ser cerca de 100 anos mais antigo do que se imaginava, antecipando práticas que eram associadas exclusivamente ao período da Era Viking.

O estudo foi conduzido por Geir Grønnesby, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, em colaboração com outros pesquisadores. A equipe investigou o monte Herlaugshaugen, situado na ilha de Leka, um dos maiores túmulos conhecidos da região.

Utilizando detectores de metal, os arqueólogos localizaram 29 rebites de ferro, elementos essenciais na estrutura de embarcações antigas. Esses vestígios indicam que o local abrigava um navio que, com o tempo, teve sua madeira praticamente decomposta.

Apesar da deterioração da embarcação, pequenas porções de madeira permaneceram aderidas aos rebites, permitindo a realização de testes de datação por radiocarbono. Os resultados apontaram que o material remonta aproximadamente ao ano 700 d.C., período anterior ao início convencional da Era Viking, que se situa por volta de 800 d.C.

A descoberta sugere que grandes embarcações de alto mar já estavam em uso antes do auge da expansão viking, indicando um desenvolvimento marítimo mais avançado do que se pensava até então.

Os sepultamentos em navios são tradicionalmente associados a figuras de alto status na sociedade escandinava. A construção de um monte funerário de grandes proporções, como o Herlaugshaugen, demandaria significativa mobilização de recursos e mão de obra, o que reforça a hipótese de que o local tenha sido destinado a um líder de destaque, possivelmente um chefe ou rei regional.

Esse tipo de prática funerária não apenas simbolizava o prestígio do indivíduo sepultado, mas também refletia crenças espirituais ligadas à jornada após a morte, em que o navio representava um meio de transição para o além.

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