Seminário realizado na Alesc reúne profissionais de saúde para ampliar a qualificação no atendimento a pessoas com estomia, doenças inflamatórias intestinais e epidermólise bolhosa
Profissionais da rede pública de saúde de Santa Catarina participam, nesta terça e quarta-feira, dias 23 e 24 de junho, do último ciclo do Seminário de Atualização na Saúde da Pessoa com Estomia, Doença Inflamatória Intestinal e Epidermólise Bolhosa. O evento ocorre no Auditório Deputada Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em Florianópolis.
A programação reúne enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros profissionais que atuam em hospitais, maternidades, unidades municipais de atenção primária e instituições vinculadas à rede estadual. Também participam acadêmicos de enfermagem, representantes das Unidades de Alta Complexidade em Oncologia, dos Centros de Alta Complexidade em Oncologia e das Gerências Regionais de Saúde.
O seminário foi proposto pelo presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, deputado Neodi Saretta, e tem como finalidade ampliar o conhecimento técnico e desenvolver competências específicas para o atendimento de pessoas que convivem com estomias, doenças inflamatórias intestinais e epidermólise bolhosa.
A capacitação aborda práticas destinadas à segurança dos pacientes, ao acompanhamento clínico e à organização dos serviços de saúde. A programação também trata da reabilitação, da autonomia, do autocuidado e da reinserção social das pessoas atendidas.
Segundo a gerente de Habilitações e Redes de Atenção da Secretaria de Estado da Saúde, Jaqueline Reginatto, a atualização das equipes é necessária para qualificar o atendimento realizado nos municípios e nas unidades hospitalares de Santa Catarina.
“Esse evento é importante para que possamos capacitar e orientar os profissionais, principalmente da atenção primária, mas também da rede hospitalar e da rede em geral que atende esse público específico. A capacitação traz informações e orientações sobre o atendimento às pessoas com estomia, com epidermólise bolhosa, que é uma doença rara, e neste ano também estamos abordando as doenças inflamatórias intestinais, com foco na promoção e prevenção em saúde”, afirmou.
De acordo com Jaqueline, a inclusão das doenças inflamatórias intestinais na programação busca preparar os profissionais para reconhecer os sintomas com maior antecedência e encaminhar os pacientes para avaliação, reduzindo o risco de agravamento do quadro clínico.
A representante da Secretaria da Saúde apontou a rotatividade das equipes, especialmente em municípios de menor porte, como uma das dificuldades enfrentadas na organização do atendimento.
“Santa Catarina possui muitos municípios pequenos e há uma rotatividade muito grande de profissionais. Muitas vezes, eles não têm contato frequente com esses pacientes e acabam se sentindo despreparados quando precisam atendê-los”, declarou.
O monitoramento dos serviços municipais de atenção às pessoas com estomia também identificou problemas relacionados ao armazenamento dos materiais, ao uso dos equipamentos e às orientações fornecidas aos pacientes.
“Estamos realizando o monitoramento dos serviços de estomia nos municípios e identificamos algumas dificuldades, tanto no armazenamento quanto na orientação aos pacientes. Por isso, pretendemos reforçar ainda mais a capacitação prática dos profissionais, especialmente no manuseio dos equipamentos e nas orientações específicas”, explicou Jaqueline.
A gerente destacou ainda que o atendimento desse grupo de pacientes não deve ficar restrito aos procedimentos de enfermagem ou ao fornecimento de insumos. Segundo ela, as condições de saúde e as dificuldades enfrentadas após uma cirurgia podem exigir o acompanhamento de diferentes áreas profissionais.
“Esse paciente chega fragilizado e necessita de diversos cuidados. Muitas vezes, ele precisa do acompanhamento de nutricionistas, psicólogos e de toda uma rede de apoio familiar. Esse é um dos grandes desafios, principalmente nos municípios menores, para garantir um atendimento integral”, afirmou.
O seminário é realizado pela Secretaria de Estado da Saúde, com apoio da Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. A iniciativa busca uniformizar orientações, ampliar a preparação das equipes e fortalecer a atuação integrada dos serviços responsáveis pelo atendimento às pessoas com doenças raras e condições crônicas no Estado.


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Lara Gabriely escreve sobre assuntos locais, mas também sobre assuntos relacionados à política dos estados do Paraná e Santa Catarina, além de outros fatos interesse regional.
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