Santa Catarina se consolida como referência mundial na produção de carne suína, com destaque para o Oeste e modelo produtivo baseado em integração e sanidade.
Santa Catarina consolidou sua posição como uma das principais referências mundiais na produção e exportação de carne suína, com destaque para a região do Grande Oeste, responsável por cerca de 70% da produção estadual. O desempenho coloca o estado entre os principais fornecedores globais, atendendo mercados internacionais com elevados padrões sanitários e de qualidade.
Em 2025, a produção catarinense atingiu volume suficiente para o equivalente a aproximadamente 10 bilhões de refeições, refletindo a escala e a eficiência do setor. O resultado é associado ao modelo de integração entre produtores e agroindústrias, aliado ao cooperativismo, que permite maior organização da cadeia produtiva, ganho de produtividade e geração de renda no meio rural.
O sistema produtivo predominante na região Oeste é marcado por propriedades de pequeno e médio porte inseridas em cadeias integradas. Em diversos municípios, o número de suínos supera o de habitantes, evidenciando a especialização da atividade. Granjas de terminação podem concentrar centenas de animais, enquanto unidades de reprodução ultrapassam mil matrizes, reforçando a capacidade produtiva do estado.
Outro fator determinante para o acesso a mercados internacionais é o rigor sanitário adotado em Santa Catarina. O estado não registra casos de febre aftosa desde 1993 e possui reconhecimento internacional, desde 2007, como área livre da doença sem vacinação. Esse status permite a exportação para países com exigências sanitárias mais restritivas, como Japão e Coreia do Sul.
O avanço tecnológico e o aprimoramento genético também contribuíram para o crescimento da suinocultura catarinense. A produtividade das matrizes aumentou significativamente nas últimas décadas, com maior número de leitões por parto e elevação da taxa de desmame anual. O uso de ambientes controlados, manejo adequado e práticas voltadas ao bem-estar animal ampliam a eficiência e a qualidade da produção.
Apesar do cenário favorável, o setor enfrenta desafios relacionados às oscilações do mercado internacional, aos custos de insumos como milho e soja, à variação do preço do diesel e à sucessão familiar nas propriedades. Ainda assim, a atividade mantém trajetória de crescimento e consolida Santa Catarina como um dos principais polos globais de produção de proteína animal, com o Oeste desempenhando papel central nessa cadeia econômica.

Fonte: ND+
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Estudante da área de saúde, Crysne Caroline Bresolin Basquera é redatora de conteúdo político, local e regional, saúde, redes sociais e governos.
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