A Páscoa de 2026 deve alcançar o maior volume de vendas da série histórica, de acordo com estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade projeta que o varejo movimentará R$ 3,57 bilhões na data, valor que representa crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período de 2025, já descontada a inflação.
Segundo a CNC, esse resultado será o mais alto desde o início da série histórica, em 2005. A data se mantém como a sexta mais relevante para o comércio nacional, com trajetória de crescimento consistente ao longo dos anos.
“Segundo a CNC, as vendas no varejo para a Páscoa devem totalizar R$ 3,57 bilhões em 2026, 2,5% a mais que na data em 2025, considerando o ajuste pela inflação.”
Apesar da expectativa de aumento nas vendas, o cenário é marcado pela elevação dos preços de itens tradicionais da data, como chocolate e bacalhau, além da redução nas importações desses produtos.
“A alta do cacau elevou os preços em até 37% no exterior, o que pode favorecer a escolha por produtos nacionais.”
De acordo com a entidade, a cesta de bens e serviços típicos da Páscoa, composta por oito itens, deve apresentar aumento médio de 6,2%, superando a inflação geral pelo terceiro ano consecutivo. O chocolate lidera os reajustes, com alta prevista de 14,9%, mesmo nos produtos fabricados no país.
“O bacalhau também registra aumento, com previsão de alta de 7,7%, enquanto a alimentação fora do domicílio deve subir cerca de 6,9%.”
O aumento dos preços internacionais impactou diretamente as importações. O chocolate apresentou elevação de 37% no mercado externo, enquanto o bacalhau registrou alta de 19%. Como consequência, houve redução nas encomendas desses produtos, com queda de 27% para o chocolate e de 22% para o bacalhau em comparação ao ano anterior.
“Com os preços mais elevados no exterior, as importações de chocolate e bacalhau foram reduzidas, o que tende a ampliar a participação de produtos nacionais no mercado.”
A projeção para 2026 também mantém a tendência de recuperação do setor iniciada após 2020, quando o comércio registrou um dos menores níveis de vendas em quase uma década em função da pandemia de covid-19.
“A melhora no mercado de trabalho e nas condições de consumo tem contribuído para o aumento da demanda nos últimos anos.”
A expectativa da CNC indica que, mesmo com a pressão inflacionária sobre os alimentos, o consumo deve seguir aquecido durante o período, sustentando o desempenho do comércio na data comemorativa.

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