A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou novos registros de hantavírus no estado, colocando equipes de vigilância epidemiológica em alerta para o monitoramento de casos suspeitos. Até o momento, dois pacientes tiveram diagnóstico confirmado, enquanto outras notificações seguem em investigação pelas autoridades sanitárias.
Os casos identificados envolvem moradores de Pérola d’Oeste, no Sudoeste do estado, e Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais.
Segundo a Secretaria de Saúde, apesar das confirmações, a situação permanece sob controle, com acompanhamento contínuo da rede pública de saúde.
Casos confirmados acendem alerta no estado
De acordo com os dados divulgados pela vigilância epidemiológica, um dos pacientes confirmados é um homem de 34 anos, morador de Pérola d’Oeste. O outro caso envolve uma mulher de 28 anos, residente em Ponta Grossa.
Além dos diagnósticos confirmados, outros pacientes com sintomas compatíveis seguem sendo investigados, enquanto parte das notificações já foi descartada após exames laboratoriais.
A confirmação chamou atenção principalmente pela localização de um dos casos, já que Pérola d’Oeste está próxima da fronteira com a Argentina, país que vem registrando aumento recente de infecções relacionadas ao vírus.
O que é o hantavírus?
O Hantavirose é uma doença infecciosa causada por vírus transmitidos principalmente por roedores silvestres infectados.
A transmissão ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes em urina, fezes ou saliva desses animais, especialmente em locais fechados, empoeirados ou com pouca ventilação.
Ambientes como paióis, galpões, depósitos, silos e áreas rurais costumam apresentar maior risco de exposição.

Quais são os sintomas da hantavirose?
Especialistas alertam que os primeiros sinais podem ser confundidos com uma gripe forte ou outras infecções virais.
Entre os sintomas iniciais mais comuns estão:
- Febre
- Dor muscular
- Dor de cabeça
- Mal-estar
- Náuseas ou desconforto gastrointestinal
Nos casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para:
- Falta de ar
- Tosse seca
- Queda de pressão arterial
- Insuficiência respiratória
Segundo a infectologista Gabriela Gehring, nem todos os pacientes evoluem para formas graves, mas o acompanhamento médico precoce é fundamental.

Não existe tratamento específico
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, ainda não existe um medicamento específico para combater o hantavírus.
O tratamento é feito com suporte clínico e monitoramento hospitalar, principalmente em casos com comprometimento respiratório.
Por isso, a recomendação das autoridades é procurar atendimento médico imediato ao surgimento de sintomas, principalmente após exposição em áreas de risco.
Como prevenir a doença?
Especialistas e autoridades sanitárias reforçam medidas simples que podem reduzir o risco de contaminação:
- Manter terrenos e áreas próximas limpas
- Evitar acúmulo de lixo e entulhos
- Guardar alimentos em recipientes fechados
- Utilizar luvas e calçados fechados em limpezas
- Fazer limpeza úmida em locais empoeirados, evitando varrer a seco
A orientação é redobrar os cuidados principalmente em áreas rurais ou locais com histórico de presença de roedores.
Vigilância segue acompanhando situação
Mesmo com os casos confirmados, a avaliação das autoridades sanitárias é de que a situação permanece monitorada e sem indicativo de surto no estado.
A vigilância epidemiológica continua acompanhando as notificações para garantir diagnóstico rápido, atendimento adequado e controle da circulação do vírus.

Apaixonada pela literatura brasileira e internacional, Heloísa Montagner Veroneze é reatora de artigos locais e regionais, com experiência em temas diversos, especialmente sobre livros, arqueologia e curiosidades.
Nota Editorial: Este conteúdo faz parte da cobertura jornalística do Jornal da Fronteira, feito por humano com ajuda de ferramentas de inteligência artificial, sob revisão de editor humano.
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