Produção paranaense de grãos cresceu 6% na safra de verão 2025/26, impulsionada pela soja e pela recuperação do milho, segundo o Deral
A produção de grãos da safra de verão 2025/26 no Paraná alcançou 26,3 milhões de toneladas, conforme levantamento divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. O volume representa crescimento de 6% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 24,7 milhões de toneladas.
O resultado estabelece um novo recorde para a safra de verão no Estado. O desempenho foi sustentado principalmente pela soja, cuja produção foi consolidada em 21,8 milhões de toneladas, e pela recuperação do milho da primeira safra.
A produção paranaense de milho no verão aumentou de 3,1 milhões de toneladas no ciclo anterior para 4,1 milhões de toneladas em 2025/26. O avanço corresponde a aproximadamente 32% na comparação entre as duas safras.
O engenheiro agrônomo e analista do Deral Hugo Godinho afirmou que o resultado do verão amplia a possibilidade de o Paraná superar o recorde anual de produção de grãos. Ele ponderou, no entanto, que o desempenho final dependerá das condições climáticas durante o inverno.
“Ainda temos que aguardar o comportamento de safra no inverno, pois há um risco climático alto. Mesmo assim, a safra de verão totalmente fechada e 6% superior à safra de verão anterior é o primeiro passo para que a gente possa renovar o recorde de safra total batido no ano passado”, explicou Godinho.
A segunda safra de 2025/26 permanece em desenvolvimento no Estado. Entre as principais culturas cultivadas no período, o milho apresenta estimativa de produção de 17,6 milhões de toneladas em uma área de 2,91 milhões de hectares.
Segundo o Deral, a colheita do milho da segunda safra atingia aproximadamente 3% da área cultivada na data de elaboração do levantamento. A expectativa é de avanço dos trabalhos nas próximas semanas, especialmente nas regiões onde as condições climáticas permitirem a entrada das máquinas nas lavouras.
O analista do Deral Edmar Gervasio informou que a colheita deverá ganhar ritmo com a previsão de tempo mais seco, principalmente no Oeste do Paraná.
“A colheita deve intensificar bastante nos próximos dias. Principalmente na região Oeste, com a previsão de dias mais secos e de sol na semana que vem, devemos ter um volume bastante grande de colheita. Então, na semana que vem, é provável que a porcentagem já se amplie no Estado”, afirmou.
O boletim registrou ocorrências pontuais de geadas com intensidade fraca a moderada nas regiões Sul e Oeste. Conforme a avaliação dos técnicos, os eventuais danos observados até o momento não devem provocar alterações significativas na estimativa estadual de produção.
O levantamento também apresentou dados sobre a produção de hortaliças no Paraná. Na cultura da batata, a primeira safra de 2025/26 foi estimada em 566,2 mil toneladas, cultivadas em uma área de 16,8 mil hectares.
Para a segunda safra de batata, a projeção é de 298,3 mil toneladas em 9,9 mil hectares. Somadas, as duas etapas poderão atingir uma produção aproximada de 864,5 mil toneladas.
A produção de cebola no ciclo atual foi estimada em 118 mil toneladas. A cultura ocupa uma área de aproximadamente 2,8 mil hectares no Estado.
Na produção de tomate, a primeira safra de 2025/26 deverá alcançar 167,3 mil toneladas em uma área de 2,4 mil hectares. A segunda safra tem previsão de 101,9 mil toneladas, distribuídas em 1,6 mil hectares.
O Deral também divulgou o Boletim Conjuntural Semanal, que reúne informações sobre diferentes segmentos da agropecuária. Na pecuária de corte, o documento aponta que as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,36 milhão de toneladas entre janeiro e maio de 2026.
O volume representa o maior resultado já registrado para o período. De acordo com a análise, o desempenho foi favorecido pela demanda internacional, especialmente da China, e pela cotação do dólar.
Na avicultura, o Brasil abateu 1,707 bilhão de frangos no primeiro trimestre de 2026. O número também corresponde a um recorde para os três primeiros meses do ano.
O Paraná manteve a liderança nacional na produção de frangos, com participação de 35% no número total de aves abatidas no país. O Estado permanece como principal produtor e exportador brasileiro de carne de frango.
A suinocultura brasileira registrou crescimento de 5,7% no número de abates durante o primeiro trimestre de 2026. O Paraná ocupou a segunda posição no ranking nacional, respondendo por 20,9% do total de suínos abatidos no período.
O boletim apresentou ainda informações sobre as cadeias produtivas de morango, tabaco e ovos. Na produção de ovos para consumo, o Paraná ocupou a oitava posição entre os estados brasileiros no primeiro trimestre de 2026.
Entre janeiro e março, foram produzidas 51,468 milhões de dúzias de ovos no Estado, volume equivalente a 5,2% da produção nacional. O resultado representa aumento de 0,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a produção paranaense atingiu 51,294 milhões de dúzias.
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Lara Gabriely escreve sobre assuntos locais, mas também sobre assuntos relacionados à política dos estados do Paraná e Santa Catarina, além de outros fatos interesse regional.
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