Os 31 livros que moldaram o mundo da literatura universal

A literatura é um espelho da humanidade, refletindo nossas lutas, sonhos e aspirações. Ao longo dos séculos, certos livros se destacaram por seu impacto profundo na sociedade e na cultura global. Muito embora a leitura esteja em queda no mundo inteiro, e com isso, a inteligência da civilização despenca ladeira abaixo, entendemos que os livros são e serão, por toda a eternidade, as principais ferramentas de desenvolvimento da inteligência, especialmente, para o ato de pensar, ou seja, refletir sobre determinados fatos.

Claro que, do jeito que o mundo evolui, daqui alguns anos o homem nem mesmo precisará pensar, pois a Inteligência Artificial instalada nos robôs pensará por ele, farão tudo que as pessoas faziam antes, e voltaremos ao tempo em que dependíamos de tudo, seremos como tempo dos Neandertais, vivendo, vivendo, apenas cumprindo o curso da existência na terra (ou fora dela). 

Nada mais nostálgico que escrever um artigo relacionando livros que nos impactaram, em pleno século 21. Se neste mundo moderno as pessoas preferem ler futilidades das vidas alheias e egocêntricas das redes sociais ao invés de um bom livro, como Cem Anos de Solidão, de Garcia Márquez, ou a Metamorfose de Kafka, que poderemos fazer. Infelizmente, o mundo caminha para uma mudança tão profunda em sua concepção de inteligência, que nos cabe apenas a desejar que o Ser Humano continue relevante nesse novo universo, de possibilidades infinitas.

Esta lista apresenta os 31 livros que contribuíram para a evolução do pensamento humano. Claro que esta lista poderia ser expandida para 100, 200 ou 1000 com facilidade. Mas a ideia não é criar uma lista absoluta e nem ser a única (aliás, existem muitas listas e está se baseia em algumas delas). 

Nesta lista, optamos, dentro os primeiros cinco livros, colocar uma descrição mais completa. Não que eles sejam melhores que os outros, apenas ocupam as primeiras posições nesta lista. 

1. “A Divina Comédia” – Dante Alighieri

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“A Divina Comédia”, escrita por Dante Alighieri no início do século XIV, é considerada uma das maiores obras-primas da literatura mundial. Este longo poema narrativo é uma rica tapeçaria de alegoria, simbolismo e reflexões sobre a moralidade e a natureza humana, tecida com a habilidade de um mestre poeta.

A obra é dividida em três partes: Inferno, Purgatório e Paraíso. Cada parte representa uma etapa da jornada da alma em busca da redenção e compreensão divina. No “Inferno”, Dante, guiado pelo poeta romano Virgílio, atravessa os nove círculos do Inferno, onde diferentes pecados são punidos de maneira apropriada. Em “Purgatório”, ele ascende a montanha do Purgatório, onde as almas purgam seus pecados para se prepararem para entrar no Paraíso. Finalmente, em “Paraíso”, Dante é guiado por sua amada Beatriz através dos céus esféricos até a visão de Deus.

“A Divina Comédia” não é apenas uma jornada espiritual e moral, mas também uma obra de grande valor histórico e cultural. O poema oferece uma visão do pensamento medieval e da cosmologia, ao mesmo tempo que reflete sobre questões universais da existência humana. Sua influência pode ser sentida em várias formas de arte, desde a literatura até a pintura e o cinema, e continua a ser uma fonte de inspiração e admiração séculos após sua concepção.

2. “Dom Quixote” – Miguel de Cervantes

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“Dom Quixote”, escrita por Miguel de Cervantes Saavedra, é considerada uma das obras-primas da literatura espanhola e um dos grandes romances da literatura mundial. Publicada em duas partes, a primeira em 1605 e a segunda em 1615, a obra é amplamente reconhecida por sua influência e importância na evolução do romance narrativo.

O romance narra as aventuras de Dom Quixote, um fidalgo da região de La Mancha na Espanha, que, após ler muitos livros de cavalaria, perde seu juízo e decide tornar-se um cavaleiro andante. Acompanhado por seu fiel escudeiro, Sancho Pança, Dom Quixote parte em busca de aventuras, lutando contra moinhos de vento que imagina serem gigantes e defendendo os valores cavalheirescos que crê estarem em declínio.

“Dom Quixote” é notável por sua ironia e sátira, que criticam não apenas os romances de cavalaria da época, mas também as estruturas sociais e políticas. O romance é uma profunda reflexão sobre a realidade e a ilusão, a loucura e a sanidade, e a natureza humana. A figura de Dom Quixote tornou-se um ícone cultural, simbolizando o idealismo e a luta contra as adversidades, enquanto Sancho Pança representa o senso comum e a praticidade.

3. “Hamlet” – William Shakespeare

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“Hamlet”, escrita por William Shakespeare, é amplamente considerada uma das maiores tragédias da literatura mundial. A peça, que data do início do século XVII, é um retrato profundo da complexidade da condição humana, explorando temas como vingança, traição, insanidade, moralidade e a fragilidade da existência.

A história se passa na Dinamarca e segue o Príncipe Hamlet, que busca vingar a morte de seu pai, o Rei Hamlet, assassinado por seu próprio irmão, Cláudio, que usurpa o trono e se casa com a rainha viúva, Gertrudes. A peça é famosa por sua riqueza de personagens complexos e sua exploração da angústia e da indecisão, mais notoriamente exemplificada no solilóquio “Ser ou não ser”.

“Hamlet” é notável por sua influência duradoura na literatura e na cultura popular, com suas frases e conceitos frequentemente citados e reinterpretados. A peça é um estudo sobre o dilema moral e a natureza do ser humano, tornando-a relevante através dos séculos. A obra de Shakespeare, com sua profundidade psicológica e riqueza literária, permanece um pilar na história do teatro e da literatura.

4. “Guerra e Paz” – Leo Tolstoy

“Guerra e Paz” é uma obra monumental de Leo Tolstoy, que mergulha profundamente na história russa, na filosofia e nas complexidades humanas. Publicado entre 1865 e 1869, este romance é frequentemente citado como um dos maiores livros já escritos. O enredo se entrelaça com a história da invasão francesa da Rússia por Napoleão em 1812 e fornece um panorama abrangente da sociedade russa da época.

Os personagens principais, como Pierre Bezukhov, Natasha Rostova e Andrei Bolkonsky, representam diferentes estratos da sociedade russa. Suas vidas, repletas de amor, perda e redenção, oferecem uma visão íntima das emoções e conflitos humanos. A narrativa aborda temas como a estrutura social, a guerra, a moral e a filosofia da vida.

Além do enredo cativante, Tolstoy explora a teoria da história e critica a visão de que os grandes homens moldam a história. Ele argumenta que a história é moldada por uma infinidade de pequenos eventos e decisões de pessoas comuns, desafiando assim as noções tradicionais de liderança e poder.

5. “1984” – George Orwell

“1984”, de George Orwell, é uma obra seminal da literatura distópica, publicada originalmente em 1949. O livro apresenta uma sociedade futurista governada por um regime totalitário e burocrático. Esta obra é amplamente reconhecida por sua análise profética sobre temas como a vigilância governamental, a manipulação da informação e a erosão da privacidade individual.

No centro da narrativa está o protagonista, Winston Smith, um membro do Partido que começa a questionar as práticas opressivas do governo liderado pelo Grande Irmão. O romance explora sua jornada de despertar e resistência em um mundo onde a verdade é controlada e a liberdade de pensamento é suprimida.

“1984” é notável por introduzir conceitos como “Big Brother”, “duplipensar” e “Novilíngua”, que se tornaram parte do léxico moderno para descrever práticas de controle e manipulação social e política. A obra de Orwell é um comentário poderoso sobre os perigos do totalitarismo e continua sendo um texto relevante para discussões sobre liberdade, privacidade e resistência ao autoritarismo.

6. “Orgulho e Preconceito” – Jane Austen

Uma crítica social aguçada envolvida em uma história de amor, explorando questões de classe, moralidade e casamento.

7. “A Odisséia” – Homero

A épica jornada de retorno de Odisseu, repleta de aventuras e perigos, simbolizando a busca humana por casa e identidade.

8. “Cem Anos de Solidão” – Gabriel García Márquez

Uma narrativa mágica sobre a ascensão e queda da família Buendía, misturando realismo com elementos fantásticos.

9. “A Metamorfose” – Franz Kafka

Uma alegoria surreal sobre alienação e transformação, contando a história de um homem que acorda transformado em inseto.

10. “O Grande Gatsby” – F. Scott Fitzgerald

Uma crítica ao Sonho Americano através da história de Jay Gatsby e sua obsessão pelo passado.

11. “Moby Dick” – Herman Melville

Uma épica caçada a uma baleia branca, simbolizando a luta do homem contra a natureza e o destino.

12. “Crime e Castigo” – Fyodor Dostoevsky

Um estudo profundo sobre a moralidade, a culpa e a redenção, através da história de um jovem que comete um assassinato.

13. “Em Busca do Tempo Perdido” – Marcel Proust

Uma exploração detalhada da memória involuntária e do tempo, considerada uma das maiores obras da literatura mundial.

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14. “Ulisses” – James Joyce

Um complexo relato de um dia na vida de Leopold Bloom em Dublin, repleto de alusões e experimentações linguísticas.

15. “A Montanha Mágica” – Thomas Mann

Uma reflexão sobre a vida, a morte e o amor, ambientada em um sanatório na Suíça durante a Primeira Guerra Mundial.

16. “Paraíso Perdido” – John Milton

Um épico poema que narra a história da queda do homem, combinando temas religiosos e políticos.

17. “As Mil e Uma Noites”

Uma coleção de histórias do Oriente Médio e Sul da Ásia, cheias de magia, aventura e romance.

18. “Madame Bovary” – Gustave Flaubert

Um retrato crítico da sociedade burguesa do século XIX, através da história de uma mulher insatisfeita com a vida.

19. “Fausto” – Johann Wolfgang von Goethe

Uma obra-prima da literatura alemã, explorando a busca pelo conhecimento e a essência da humanidade.

20. “O Processo” – Franz Kafka

Explora temas de burocracia, justiça arbitrária e a luta do indivíduo contra sistemas intransponíveis.

21. “Anna Karenina” – Leo Tolstoy

Uma história de amor trágica que também serve como uma exploração complexa da vida russa no século XIX.

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22. “O Sol é Para Todos” – Harper Lee

Um romance poderoso sobre racismo e injustiça no sul dos Estados Unidos.

23. “Lolita” – Vladimir Nabokov

Uma história controversa e profundamente complexa sobre obsessão e amor proibido.

24. “A Revolução dos Bichos” – George Orwell

Uma fábula satírica que critica a corrupção do poder e a distorção da utopia.

25. “O Estrangeiro” – Albert Camus

Um profundo exame da alienação humana e da busca por sentido na vida.

26. “O Senhor dos Anéis” – J.R.R. Tolkien

Uma épica trilogia de fantasia que se tornou um marco no gênero.

27. “Finnegans Wake” – James Joyce

Outro livro de arrepiar de Joyce, igualmente um dos mais influentes do século XX.

28. “O Apanhador no Campo de Centeio” – J.D. Salinger

Uma história sobre a revolta adolescente e a perda da inocência.

29. “Frankenstein” – Mary Shelley

Uma história gótica que explora temas de criação, responsabilidade e a natureza da humanidade.

30. “Drácula” – Bram Stoker

Um romance de terror que definiu o gênero e criou um dos personagens mais icônicos da literatura.

31. “A Ilíada” – Homero

Um épico antigo que narra a história da Guerra de Troia e é fundamental para a literatura ocidental.

Estes livros são mais do que páginas encadernadas; são cápsulas do tempo, que nos levam a eras passadas, futuros imaginários e profundezas da psique humana. Eles continuam a influenciar e inspirar, provando que a literatura é uma força poderosa na moldagem do mundo.

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