Um jovem de 18 anos foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato da própria mãe no País de Gales, no Reino Unido. O caso foi julgado no Tribunal da Coroa de Mold e teve ampla repercussão devido às circunstâncias do crime e ao planejamento prévio identificado durante as investigações.
De acordo com os registros apresentados no julgamento, o acusado, identificado como Tristan Roberts, teria planejado o crime por cerca de três semanas. A vítima, Angela Shellis, de 45 anos, foi inicialmente agredida dentro da residência da família. Em seguida, o jovem a convenceu a sair sob o pretexto de buscar atendimento médico.
Segundo a apuração policial, durante o trajeto até a cidade, os dois passaram por um parque, onde a vítima foi novamente atacada e morreu em decorrência das agressões. O corpo foi localizado posteriormente em uma área de vegetação na cidade de Prestatyn, após familiares comunicarem o desaparecimento.
As investigações também apontaram que o jovem havia adquirido ferramentas dias antes do crime e publicado conteúdos relacionados ao planejamento nas redes sociais. Ele foi preso na residência da família e formalmente acusado dias após o ocorrido.
Durante o julgamento, foram apresentados registros que indicam que o crime foi cometido com uso de objeto contundente. A acusação sustentou que houve premeditação e que o ataque ocorreu após sucessivas agressões.
Ao proferir a sentença, o juiz Rhys Rowlands destacou as circunstâncias do crime e o comportamento do acusado durante a ação. “Ela estaria com dor e apavorada. Era possível ouvi-la dizendo que você a estava machucando e para ligar para emergência para pedir ajuda e deixá-la ir. Você ignorou os apelos dela e conseguiu sair de casa com o pretexto de que iria a pé até a cidade buscar ajuda, a enganando”.
A família da vítima também se manifestou durante o processo, ressaltando aspectos pessoais e o vínculo com os filhos. “Ela tinha muitas qualidades incríveis, mas uma das maiores era a maneira como se dedicava aos seus filhos. Ela era uma mãe fantástica e extremamente dedicada, daquelas que nunca desistiam, não importa o quão difícil a vida se tornasse. Ela lutou incansavelmente por eles, e seu amor por eles era inabalável, uma fonte de força que a sustentou, a ela e aos seus filhos, em todos os desafios”.
O réu foi condenado à prisão perpétua, com pena mínima de 22 anos e seis meses antes de possibilidade de revisão. O caso foi encerrado com a sentença proferida pela Justiça britânica.

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