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Influenciador relata luzes não identificadas no Paraná e FAB diz que radares não detectaram objeto desconhecido

O influenciador digital Mayk Leão, de 31 anos, morador da zona rural de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, publicou vídeos de luzes não identificadas vistas da varanda de sua casa no último domingo, 31 de maio. As imagens circularam nas redes sociais e geraram debate entre seguidores, curiosos e pessoas ligadas à ufologia. A Força Aérea Brasileira informou, por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, que nenhum objeto desconhecido foi identificado por radares de defesa aérea ou reportado por aeroportos locais naquela data.

Mayk vive em uma chácara em área isolada, sem vizinhos próximos, acessada por estrada de terra e com pouca infraestrutura. Ele produz conteúdo sobre a rotina no local, onde cuida de cerca de 280 animais, parte deles resgatados por uma organização em que atua. Segundo o influenciador, os acontecimentos começaram ainda durante o dia, quando percebeu comportamento incomum dos animais e ouviu sons que, conforme relatou, vinham de uma área de mata próxima à propriedade.

Ao falar sobre o impacto do episódio, Mayk afirmou que ainda se sentia abalado com o que presenciou.

“Deu uma sensação de muita impotência, mas ao mesmo tempo de ‘uou, o que tá acontecendo na minha casa?’ Hoje eu tô bem mais calmo, mas não tô conseguindo dormir bem ainda, já tô há dois dias sem dormir. Primeiro, por tantas pessoas entrando em contato e também pelo medo de dormir. Minha mente tá muito… Com os sons que eu escutei, o barulho daquela comunicação que eu escutei na mata. Os estalos. Parece que isso está na minha cabeça. É como se eu tivesse recebido algo, não escutado. Algo que veio”, disse Mayk Leão.

O influenciador contou que, ao notar a agitação dos animais, desceu até o terreno para tentar identificar se havia algum animal selvagem ou movimentação incomum na propriedade.

Sobre esse primeiro momento, ele relatou que imaginou tratar-se de algo ligado à presença de animais ou pessoas próximas ao local.

“Eu desci ver o que tava acontecendo, ver se era uma onça, um bicho, um animal selvagem. Os animais estavam correndo pelo terreno. Eu desci e pensei que devia ser alguém passando na estrada. Retornei pra casa normal”, afirmou.

Depois disso, Mayk disse que recolheu os animais e foi até uma região de mata da chácara para verificar se encontrava algum sinal diferente. Ao chegar à divisa da propriedade, ele afirmou ter encontrado a cerca elétrica derrubada. Segundo o influenciador, naquele momento ouviu ruídos que não conseguiu identificar com precisão.

Ao descrever os sons, Mayk afirmou que chegou a registrar parte do barulho em vídeos publicados nos stories.

“Gravei dois stories do som. Era como se fosse um estalo, um rugido, algo assim. Aí retornei pra casa, fiquei aqui olhando. Isso já era de tardezinha. Logo em seguida já começou aqui em cima, que acho que todo mundo ficou meio pensativo, que é o som de catraca, em cima da minha casa. Como se fosse um navio, um barco muito grande. Até ali eu tinha achado que eu tava meio louco, mas tava gravando, igual eu falei, pelo menos a galera tava escutando aquilo ali”, declarou.

As luzes foram registradas no início da noite. De acordo com Mayk, elas apareceram acima das árvores, em uma região de serra visível da sacada da casa. Ele afirmou que o objeto não parecia estar no chão nem em altitude muito elevada.

Ao comentar o momento do avistamento, o influenciador disse acreditar que presenciou algo fora do comum.

“Logo que começou a escurecer apareceu o objeto ali em cima das árvores e daí virou tudo isso que vocês viram. Deixar claro isso, que não era no chão e também não era… No momento que apareceu, estava pairando nas árvores, próximo do rio. Quando eu terminei tudo, deu um choque de realidade. Nossa, eu estava diante de algo que não era daqui. Era uma inteligência maior, acredito. Mas foi só com o processo que eu fui entendendo”, afirmou Mayk.

Os vídeos ganharam ampla repercussão nas redes sociais. Antes do episódio, Mayk tinha cerca de 46 mil seguidores. Após a viralização, o perfil passou a reunir centenas de milhares de pessoas. Em uma das publicações sobre o caso, o influenciador acumulou milhões de visualizações, além dos conteúdos que circularam apenas nos stories.

Nas primeiras gravações, Mayk evitou definir o episódio como contato com um objeto voador não identificado. Depois, em entrevista, afirmou acreditar que se tratava de uma tecnologia de origem não terrestre. Ele também desenhou o que disse ter visto, após sugestão de uma seguidora.

As imagens foram feitas à noite, com zoom de um celular, e ficaram pixeladas. Por isso, parte dos internautas questionou a origem das luzes e levantou hipóteses como drones, aeronaves, reflexos ou outros fenômenos. Mayk afirmou que não editou o material e disse que não foi até o ponto onde as luzes apareceram por medo e pela distância.

Segundo ele, o local do avistamento ficaria a mais de três quilômetros da casa, em área de mata fechada, com terreno irregular e cortado por um rio. Não há acesso direto entre a propriedade e o ponto onde as luzes teriam sido vistas.

Ao falar sobre a duração do avistamento, Mayk afirmou que as luzes permaneceram visíveis por vários minutos.

“Eu acredito que ficou muito tempo ali, entre 20 e 40 minutos. Os stories, se você for ver na sequência, dá uns 20 minutos o tempo que ficou aceso, na verdade, porque lá ficou muito tempo. Ele apagou, sumiram aquelas luzes. […] Depois que apagou eu continuei aqui fora, a galera [seguidores] continuou conversando comigo… Aí, quando eu saí, tava terminando de passar em cima da casa. Era algo muito grande. Aí que eu fiz o desenho. Extraordinário”, relatou.

O caso também passou a chamar a atenção de pessoas ligadas à investigação de fenômenos aéreos anômalos. A investigadora Elaine Wartha Motta, integrante da MUFON Brasil, afirmou que as imagens indicam a presença de um fenômeno luminoso, mas destacou que é necessário descartar outras possibilidades antes de qualquer conclusão.

Segundo Elaine, uma apuração adequada exige análise técnica do material original e verificação no local.

“Como investigadora forense, nós acolhemos esses relatos. Mas ainda é preciso ir até o local colher material, analisar as imagens não editadas que ele gravou. Tudo isso é levado para um laboratório e passa por um processo criterioso”, afirmou Elaine Wartha Motta.

A repercussão também trouxe críticas ao influenciador. Mayk relatou ter recebido mensagens de apoio, mas também ataques e ameaças. Ele disse defender questionamentos sobre o caso, desde que feitos de forma respeitosa.

Ao comentar as críticas, Mayk afirmou que considera natural haver dúvidas sobre o episódio.

“Os ataques vão vir e… Precisa ter questionamento nas coisas, a gente não pode aceitar tudo também e achar que tudo tá certo. Eu mesmo sou uma pessoa muito questionadora. Mas eu acho que a forma de falar as coisas é na base do respeito, com a forma que você se preocupa com o outro. Vocês nunca vão me ver atacando, ‘minorizando’… Eu acho que cada um externaliza o que tem dentro de si”, disse.

O influenciador também negou que as luzes fossem drones. Segundo ele, moradores próximos não teriam esse tipo de equipamento. Mayk ainda rebateu comentários que relacionaram os vídeos a uma suposta ação de divulgação de um filme de ficção científica.

Sobre essa suspeita, ele afirmou que não participou de campanha publicitária e disse que não tinha acompanhado previamente os materiais do filme citado por internautas.

“Quem sabe um dia eu tenha essa possibilidade de um diretor tão renomado olhar pra mim e falar ‘Mayk, eu quero que você divulgue o filme’. Mas, sinceramente, eu nem tinha acompanhado ainda os trailers… Eu comecei a receber nos avistamentos, porque o filme vai ser lançado ainda. Eu comecei a receber o barulho da atriz, que ela faz a comunicação… A galera que associou muito e falou que o barulho é parecido. Pra mim não é parecido. Mas, gente, que honra se um dia eu tiver uma publi dessa. Não tem nada disso, não. Quem me dera”, afirmou.

Mayk disse que pretende registrar um boletim de ocorrência para formalizar o relato. Segundo ele, a intenção é deixar documentado o avistamento e também se resguardar diante da repercussão.

Ao explicar a decisão, o influenciador afirmou que quer manter um registro formal do episódio.

“Até pela questão das luzes, para deixar isso registrado que teve um avistamento. Pela proporção que tomou e pela minha segurança, porque eu não sei, ninguém sabe o que é. Mas eu recebi milhões de mensagens de gente pedindo pra eu retirar o vídeo, que tô mexendo com gente poderosa, que eu vou sumir… Ninguém é obrigado a acreditar, mas eu acho que questionar, ir atrás, é importante. Eu sei muito bem o que eu vi. Queria que tivesse milhões de pessoas aqui”, declarou.

Em nota enviada à imprensa, a Força Aérea Brasileira informou que não houve identificação de objeto desconhecido pelos sistemas de controle aéreo no dia do relato. A manifestação foi feita por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo.

A FAB afirmou que os radares e aeroportos locais não registraram ocorrência fora do padrão.

“A Força Aérea Brasileira, por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, informa que, no dia 31 de maio, nenhum objeto foi identificado pelos radares de defesa aérea ou reportado por aeroportos locais com informações de objetos desconhecidos. O controle do espaço aéreo ocorreu dentro da normalidade”, informou a FAB.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a origem das luzes registradas. O caso segue repercutindo nas redes sociais e depende de análise técnica do material original para que outras hipóteses possam ser avaliadas.

Influenciador relata luzes não identificadas no Paraná e FAB diz que radares não detectaram objeto desconhecido
Foto: Redes sociais

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