Empresária de Francisco Beltrão é presa em investigação sobre lavagem de dinheiro

Empresária de Francisco Beltrão é presa em investigação sobre lavagem de dinheiro

A Polícia Civil do Paraná realizou nesta quinta-feira (21) uma operação em Francisco Beltrão, no Sudoeste do estado, que resultou na prisão preventiva de uma empresária suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado à divulgação de plataformas ilegais de apostas online, conhecidas popularmente como “jogo do tigrinho”.

Segundo a investigação, a empresária teria movimentado mais de R$ 28 milhões por meio de contas vinculadas a pessoas físicas e empresas associadas ao grupo investigado. Além dela, também foram presos a mãe e o companheiro da suspeita.

De acordo com a polícia, o grupo utilizava influenciadores digitais e perfis em redes sociais para divulgar plataformas de apostas e atrair novos usuários. As investigações apontam que os divulgadores recebiam pagamentos conforme a quantidade de cadastros realizados e os valores apostados nas plataformas.

A polícia também apura o uso de chamadas “contas demo”, utilizadas para simular ganhos elevados em pouco tempo. Conforme os investigadores, a prática teria sido usada para induzir usuários a realizarem apostas com dinheiro real.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais realizaram buscas em imóveis residenciais e comerciais no município. Também houve bloqueio de contas bancárias e apreensão de bens ligados aos investigados.

As apurações começaram após informações repassadas pela Polícia Federal sobre movimentações financeiras consideradas suspeitas. Conforme a Polícia Civil, foram identificados indícios de transferências fracionadas entre familiares e uso de empresas para ocultar a origem dos recursos, características normalmente associadas à lavagem de dinheiro.

Os investigados poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro, exploração de jogos de azar, associação criminosa, crimes contra a economia popular, publicidade enganosa e infrações relacionadas ao direito do consumidor.

A defesa informou, por meio da advogada, que os valores movimentados têm origem lícita e seriam provenientes das atividades comerciais da empresária. A defesa afirmou ainda que apresentará documentação contábil para comprovar a legalidade das operações financeiras.

A advogada também declarou que a empresária está no nono mês de uma gestação considerada de alto risco e possui consulta médica marcada para os próximos dias para definição de procedimento de parto. Segundo a defesa, medidas judiciais foram adotadas para assegurar atendimento adequado durante o período.

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