Os astronautas da missão NASA Artemis II participaram de uma entrevista ao programa CBS Mornings e relataram experiências vividas durante a viagem ao redor da Lua, considerada a primeira missão tripulada do programa Artemis e a mais distante já realizada por seres humanos no espaço desde a era Apollo. A missão foi lançada em 1º de abril e retornou à Terra em 10 de abril após uma jornada de dez dias.
Durante a conversa com o público, o astronauta Jeremy Hansen descreveu o momento de reentrada na atmosfera terrestre como uma das experiências mais intensas da missão.
Ao comentar a volta à Terra, Hansen relatou as imagens observadas pelas janelas da cápsula durante a descida.
“A primeira coisa que vimos foi uma espécie de plasma se formando. As cores começaram a surgir e uma bola de fogo apareceu do lado de fora da cápsula. Em alguns momentos era vermelha, depois azul e verde. Parecia um processo de soldagem, com faíscas surgindo diante dos nossos olhos. Foi uma experiência muito intensa.”
A astronauta Christina Koch também comentou a sensação de participar da missão.
Segundo ela, a experiência no espaço trouxe uma forte resposta emocional.
“Foi uma experiência marcante. Em vários momentos senti uma grande euforia ao perceber o que estávamos vivendo.”
Durante a entrevista, o comandante Reid Wiseman compartilhou um episódio ocorrido após o pouso da cápsula no Oceano Pacífico.
De acordo com Wiseman, enquanto aguardavam a equipe de resgate abrir a cápsula, a tripulação buscou relaxar após o encerramento da missão.
“Depois do pouso, enquanto aguardávamos o resgate, ficamos conversando dentro da cápsula e compartilhando alguns alimentos que tínhamos conosco. Era um momento de alívio depois de concluir a missão.”
Ao responder perguntas sobre adaptação à microgravidade, Jeremy Hansen afirmou que a experiência no ambiente sem gravidade foi uma das partes mais marcantes da jornada.
Segundo ele, apesar das dificuldades em atividades rotineiras, a vivência no espaço trouxe aprendizados importantes.
“Estar em microgravidade é algo completamente diferente da vida na Terra. Algumas tarefas simples exigem adaptação, mas é uma experiência que muda a forma como você enxerga o corpo e o ambiente.”
Christina Koch também comentou o retorno à gravidade terrestre após o fim da missão.
A astronauta explicou que o organismo precisa passar por um processo gradual de readaptação.
“O corpo precisa de tempo para voltar a se adaptar. É necessário recuperar o equilíbrio e retomar movimentos que aqui na Terra parecem naturais.”
Em outro momento da entrevista, Reid Wiseman relatou um dos momentos de maior tensão durante a missão, quando a tripulação foi despertada por um alarme de bordo.
Segundo ele, o alerta indicava uma possível anomalia técnica, exigindo resposta imediata da equipe.
“Estávamos dormindo quando fomos acordados por um aviso do sistema. Como era a primeira missão tripulada daquela nave, cada alerta exigia máxima atenção da tripulação.”
A missão Artemis II estabeleceu um novo recorde de distância para voos tripulados, superando a marca registrada pela missão Apollo 13 e alcançando mais de 406 mil quilômetros da Terra durante o sobrevoo lunar. A missão utilizou a cápsula Orion, considerada peça central do programa Artemis, que pretende ampliar a presença humana no espaço profundo nos próximos anos.
A NASA informou que as próximas etapas do programa já estão em preparação, com novos testes e missões planejadas para os próximos anos.

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Heloisa Lima é redatora de artigos sobre variedades, curiosidades, esportes, culinária e cultura.
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