As mudanças bruscas de temperatura registradas em diversas regiões do Brasil têm contribuído para o aumento dos casos de rinite e sinusite, especialmente em períodos de clima seco, frio e maior permanência em ambientes fechados. Especialistas alertam que essas condições climáticas podem comprometer o funcionamento natural das vias respiratórias e favorecer crises alérgicas e infecções.
O médico Miguel Tepedino, ex-presidente da Academia Brasileira de Rinologia e membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, explicou que o nariz exerce uma função importante na filtragem do ar, mas depende de condições adequadas de temperatura e umidade para atuar de forma eficiente.
Ao comentar o impacto do clima sobre a saúde respiratória, o especialista afirmou: “Quando o ar está frio e seco, a mucosa resseca, os cílios ficam mais lentos e a secreção se torna mais espessa, reduzindo a capacidade de eliminar partículas e vírus. Além disso, a maior permanência em ambientes fechados favorece a concentração de ácaros e a circulação de vírus respiratórios, que aumentam tanto as crises alérgicas quanto as infecções.”
Segundo o médico, a rinite é caracterizada pela inflamação da mucosa nasal, geralmente associada a alergias ou infecções. Já a sinusite ocorre quando há inflamação dos seios paranasais. Quando as duas estruturas são afetadas simultaneamente, o quadro passa a ser chamado de rinossinusite.
Ao detalhar as diferenças entre os quadros clínicos, Miguel Tepedino explicou: “A rinossinusite não envolve apenas o nariz, mas também os seios da face, caracterizando um quadro inflamatório mais amplo, com sintomas como obstrução nasal, secreção, congestão e pressão facial.”
O especialista também orienta que a avaliação médica deve ser procurada quando os sintomas persistirem por mais de sete dias, houver febre alta, dor facial intensa, secreção nasal espessa ou piora após melhora inicial.
Sobre esses sinais de alerta, o médico afirmou: “Esses sinais podem indicar que não se trata de um resfriado comum.”
Entre os principais fatores que podem desencadear crises respiratórias estão ácaros, poeira, mofo, poluição, mudanças de temperatura, odores fortes de produtos químicos e infecções virais. Segundo o especialista, pessoas com rinite alérgica apresentam uma resposta exagerada do sistema imunológico, mantendo a inflamação da mucosa nasal por períodos prolongados.
Ao falar sobre prevenção, o médico destacou: “Não existe uma solução única de prevenção, mas sim um conjunto de cuidados que fazem a diferença, como reduzir ácaros em colchões, travesseiros e tecidos; manter os ambientes ventilados e com luz natural; controlar a umidade para evitar o mofo; evitar o acúmulo de poeira e reduzir o uso de produtos muito perfumados.”
A lavagem nasal com soro fisiológico continua sendo uma das medidas mais indicadas para prevenção e alívio dos sintomas. Segundo o especialista, o procedimento pode ser realizado diariamente, principalmente em períodos de maior incidência de crises.
Ao orientar sobre a técnica, ele explicou: “Esse procedimento atua de forma mecânica, removendo secreções, partículas e mediadores inflamatórios. No entanto, é importante utilizar a solução adequada, evitando pressão excessiva e mantendo os dispositivos limpos.”
O médico também alertou para erros comuns durante o tratamento, como o uso prolongado de descongestionantes nasais, a utilização de antibióticos sem orientação médica e a interrupção precoce da medicação.
Sobre o uso desses medicamentos, Miguel Tepedino ressaltou: “Embora os descongestionantes ofereçam alívio rápido, eles não tratam a causa e o uso contínuo, por mais de três a cinco dias, pode causar efeito rebote, com piora da obstrução nasal e até dependência funcional.”
Segundo o especialista, a maior parte dos casos de rinossinusite tem origem viral e tende a apresentar melhora espontânea, sendo o uso de antibióticos indicado apenas em situações específicas e sempre com acompanhamento médico.

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Heloisa Lima é redatora de artigos sobre variedades, curiosidades, esportes, culinária e cultura.
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