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Flávio Bolsonaro defende setor empresarial, redução da maioridade penal e critica STF em passagem por Santa Catarina

Durante agenda política em Florianópolis, neste sábado, 9 de maio, o senador Flávio Bolsonaro concedeu entrevista ao podcast Café nas Eleições, da NSC, onde abordou a disputa presidencial de 2026, criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez ataques ao Supremo Tribunal Federal e defendeu mudanças na legislação penal brasileira.

Ao comentar a composição política do partido em Santa Catarina, Flávio afirmou que a candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado pelo estado já está consolidada internamente.

Segundo ele, o projeto político envolve ainda o governador Jorginho Mello, pré-candidato à reeleição e a deputada federal Caroline De Toni, em dobradinha com Carlos, na disputa ao Senado.

“Vamos oferecer ao eleitor catarinense a melhor opção ao resgate do Brasil. Pra mim o PL está unificado. Isso está decidido pelo nosso líder Jair Bolsonaro e pela liderança do partido em Santa Catarina”, declarou.

Ao ser questionado sobre críticas relacionadas ao volume de investimentos federais destinados a Santa Catarina durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro rebateu a avaliação e afirmou que a gestão de seu pai esteve entre as que mais destinaram recursos a estados e municípios em todo o país, incluindo Santa Catarina.

Segundo ele, os investimentos em saúde durante o período da pandemia foram históricos. Flávio também declarou que recebeu demandas do governador Jorginho Mello relacionadas a obras de infraestrutura e afirmou ter assumido compromisso para buscar apoio a projetos do estado.

Durante a fala, o senador ainda criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alegando que Santa Catarina não estaria recebendo a mesma atenção do governo federal por ser administrada por um grupo político de direita.

“Nunca na história um presidente colocou tanto dinheiro em saúde como aconteceu durante a pandemia. O próprio Jorginho já me trouxe demandas de infraestrutura, e eu assumi esse compromisso com ele, para que Santa Catarina seja compensada”, afirmou.

Durante a entrevista, o senador Flávio Bolsonaro também abordou pautas relacionadas à segurança pública e afirmou que, em um eventual projeto presidencial, pretende defender a redução da maioridade penal.

Disse que adolescentes envolvidos em crimes graves devem responder de forma mais rígida perante a legislação penal.

Ao justificar sua posição, Flávio citou casos recentes de violência envolvendo menores de idade, incluindo um episódio de abuso sexual contra crianças registrado no estado de São Paulo, que ganhou repercussão nacional.

Ao ser questionado sobre a composição de uma eventual chapa presidencial em 2026, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que a definição sobre o nome para a vice-presidência será construída em um momento mais próximo do processo eleitoral.

Afirmou que as conversas com outras siglas partidárias já estão em andamento, com o objetivo de buscar uma composição que fortaleça o campo da direita e amplie a base de apoio político.

Ao tratar de alianças para a disputa presidencial de 2026, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que seguirá dialogando com outras legendas que tenham alinhamento com seu projeto político e com pautas ligadas ao campo conservador.

Ele destacou que a construção de uma candidatura competitiva passa pela formação de uma base ampla entre partidos de direita e centro-direita, capaz de fortalecer um eventual projeto nacional.

Durante a entrevista, Flávio também afirmou ver com bons olhos a possibilidade de uma mulher ocupar a vaga de vice, destacando a capacidade e a atuação feminina em posições de liderança. Apesar disso, evitou antecipar nomes ou possíveis articulações em andamento.

Questionado sobre o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o senador afirmou ter respeito por sua trajetória política, mas ressaltou que ainda não existe qualquer definição sobre alianças ou composição de chapa.

O senador Flávio Bolsonaro confirmou que participou de articulações junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para barrar a possível indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.

Segundo ele, a movimentação teve motivação política e institucional, com o objetivo de impedir, em sua avaliação, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliasse sua influência dentro da Suprema Corte.

Durante a entrevista, Flávio afirmou que a articulação realmente ocorreu e declarou que sua posição contrária à indicação estava ligada ao entendimento de que um novo nome ligado ao atual governo poderia, segundo ele, atuar em defesa política da gestão federal.

O senador também comentou críticas que recebe de apoiadores e aliados políticos, que cobram uma postura mais dura em relação ao STF. Em resposta, Flávio afirmou que procura manter uma atuação equilibrada, técnica e responsável no debate institucional.

Flávio também voltou a fazer críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O senador afirmou que, em sua avaliação, o magistrado adotou medidas que prejudicaram politicamente o ex-presidente Jair Bolsonaro ao longo dos últimos anos.

Segundo ele, houve uma atuação que, na sua interpretação, extrapolou o campo jurídico e influenciou diretamente o ambiente político nacional.

Apesar disso, Flávio disse que tem mantido críticas públicas à atuação do Supremo e voltou a cobrar uma postura mais firme do Senado em relação a pedidos de impeachment de ministros da Corte.

Enfatizou que o Parlamento deixou de avançar em medidas que, em sua avaliação, deveriam ter sido analisadas.

Durante a entrevista, o senador também direcionou críticas à condução da presidência do Senado, afirmando que pedidos de impeachment contra ministros do STF não tiveram andamento, o que, segundo sua avaliação, contribuiu para ampliar conflitos institucionais entre os Poderes.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de temas envolvendo investigações passadas voltarem ao debate durante o processo eleitoral — entre eles acusações relacionadas ao caso das chamadas “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e questionamentos sobre negociações imobiliárias atribuídas ao seu nome — o senador Flávio Bolsonaro afirmou que esse tipo de assunto costuma ser retomado por adversários políticos durante campanhas eleitorais.

Durante a resposta, Flávio declarou que setores da esquerda, segundo sua avaliação, utilizam informações que ele classifica como falsas ou distorcidas com o objetivo de desgastar sua imagem pública.

O senador afirmou que pretende enfrentar eventuais ataques com informações documentadas e com a apresentação de sua versão sobre os fatos já discutidos publicamente.

Em outro momento da entrevista, Flávio passou a criticar temas ligados ao sistema financeiro e ao cenário político nacional.

O senador citou o Banco Master ao comentar articulações políticas que, segundo ele, deverão estar presentes no debate eleitoral.

Durante sua fala, também mencionou nomes ligados ao atual governo federal, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Ricardo Lewandowski, apresentando críticas sobre relações políticas e econômicas envolvendo o governo.

“O Pix é do Bolsonaro, o Master é do Lula”, declarou durante a entrevista.

Na sequência, o senador também criticou gastos do governo federal, especialmente relacionados ao uso do cartão corporativo da Presidência, tema que, segundo ele, precisa ser debatido de forma mais intensa pela população.

Na área econômica, Flávio afirmou que uma de suas prioridades em um eventual governo seria revisar pontos da atual reforma tributária.

Segundo ele, as mudanças aprovadas não produziram os resultados esperados e o país precisa avançar em uma política econômica focada na redução da carga tributária, simplificação das regras fiscais e estímulo direto ao setor produtivo.

“O Brasil precisa diminuir de verdade os impostos, simplificar esse sistema e criar condições para que empresas possam produzir mais e gerar empregos”, afirmou.

Ao comentar a recente reunião entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Flávio declarou que o Brasil precisa fortalecer sua autonomia econômica e institucional, sem depender de articulações externas para resolver problemas internos. Na avaliação do senador, o país deve priorizar políticas próprias de desenvolvimento e segurança pública.

Na mensagem final direcionada ao eleitorado de Santa Catarina, Flávio afirmou que, em um eventual governo, pretende manter uma relação mais próxima com estados de perfil empreendedor.

Ele afirmou que entre as prioridades estariam a redução de impostos, incentivo ao setor empresarial, apoio à geração de empregos e investimentos em obras de infraestrutura consideradas estratégicas para o crescimento econômico regional.

“Eu sei jogar o jogo, eu conheço Brasília e vou levar o Brasil a voltar a crescer”, declarou.

Nota Editorial: Este conteúdo faz parte da cobertura jornalística do Jornal da Fronteira, feito por humano com ajuda de ferramentas de inteligência artificial, sob revisão de editor humano.

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