Imunização iniciou por grupos prioritários, agora a falta de doses paralisou a vacinação da população que já está em alerta com a chegada do inverno
Em um momento de alerta para doenças respiratórias com a proximidade das baixas temperaturas, a campanha de vacinação contra a Influenza em Bom Jesus do Sul enfrenta interrupção por falta de doses.
Iniciada no começo de abril com foco em grupos prioritários do Ministério da Saúde, a iniciativa vacinou parte do público-alvo, mas agora depende de novas remessas para continuar, gerando preocupação na equipe de Saúde e entre os moradores que aguardam imunização.
A enfermeira Graciani Betti Hemming, coordenadora do acompanhamento da campanha no município, traçou um panorama detalhado das ações iniciais e dos obstáculos atuais, destacando o esforço logístico para alcançar as comunidades.
“Montamos um planejamento minucioso desde o início, com forte articulação dos agentes comunitários de saúde, que visitam as famílias para informar datas, horários e pontos de vacinação. Começamos priorizando os grupos de risco definidos pelo Ministério: crianças de seis meses a cinco anos, gestantes, puérperas, idosos acima de 60 anos, profissionais da saúde, pessoas com comorbidades, além de caminhoneiros e motoristas de transporte coletivo. Essa estratégia visa proteger os mais vulneráveis logo no começo da estação fria”, enfatizou Graciani.
De acordo com a profissional, Bom Jesus do Sul recebeu 600 doses iniciais, complementadas por um remanejamento de mais 50 unidades destinadas especificamente a gestantes e trabalhadores da saúde que ainda não haviam sido atendidos.
“Infelizmente, o estoque acabou, e estamos na expectativa por novas remessas, sem previsão concreta. A demanda tem sido alta e constante, o que demonstra a conscientização da população. Mantemos o fluxo de informações pelos agentes comunitários e grupos de WhatsApp com as famílias cadastradas, garantindo transparência”, frisou a enfermeira.
Ainda segundo Graciani, a campanha permanece exclusiva para os prioritários, sem expansão ao público geral.
“Isso acaba sendo algo atípico em nossa realidade, onde as vacinas contra gripe sempre tiveram ótima adesão histórica”, analisou a enfermeira, alertando para situação.
A escassez ocorre em período sensível, quando o aumento de vírus respiratórios é comum no Sul do país, elevando o risco de internações. Nas primeiras semanas, a equipe avançou com sucesso na imunização de idosos, incluindo grupos organizados na área urbana e em comunidades do interior, com atendimentos em datas agendadas para facilitar o acesso.
No entanto, uma parcela significativa ainda espera: crianças precisando da primeira dose, gestantes em acompanhamento, idosos e outros integrantes dos grupos de risco.
“Essa pausa é frustrante, mas estamos preparados para retomar assim que as doses chegarem, ampliando a cobertura para evitar surtos e proteger toda a comunidade, especialmente as famílias mais expostas”, destacou.
A Secretaria Municipal de Saúde acompanha de perto as negociações com o governo estadual e federal, prometendo atualizações rápidas. Moradores são orientados a ficarem atentos aos canais oficiais para não perderem a oportunidade de vacinação.

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Heloisa Lima é redatora de artigos sobre variedades, curiosidades, esportes, culinária e cultura.
Nota Editorial: Este conteúdo faz parte da cobertura jornalística do Jornal da Fronteira, feito por humano com ajuda de ferramentas de inteligência artificial, sob revisão de editor humano.
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