Segundo o vice-prefeito de Bom Jesus do Sul, Cezar Bueno, existe um número expressivo de pacientes que acabam não comparecendo aos agendamentos.
O número de pacientes que agendam consultas, exames e procedimentos médicos, mas não comparecem tem aumentado no município de Bom Jesus do Sul, comprometendo vagas para outros necessitados e sobrecarregando o sistema de saúde pública.
O vice-prefeito Cezar Bueno alerta para a gravidade do problema, comum na região, e cobra maior responsabilidade no uso de recursos públicos.
O agendamento prévio organiza o atendimento para evitar longas esperas, mas as ausências geram prejuízos em cadeia: veículos de transporte reservados ficam ociosos, clínicas perdem horários reservados e profissionais de saúde interrompem fluxos.
“Lamentavelmente, isso tem piorado. As pessoas cobram direitos mas esquecem os deveres. Quando alguém falta a uma consulta, exame ou desiste de cirurgia já preparada, tira a vaga de outra pessoa que pode estar com dor ou precisando urgentemente. Perdemos a empatia nessa área essencial da saúde”, destacou o vice-prefeito.
Cezar ainda citou exemplos extremos, segundo ele, há pacientes que perdem mamografias por receberem visitas. “Sempre há alguém esperando na fila. O município paga mamografias com recursos livres para evitar que as pacientes necessitem ir para outros municípios, no entanto há alguns dias havíamos agendado 10 pacientes num dia, seis faltaram sem avisar”.
Essa situação conforme o secretário se estende a todos os níveis.
“Não ocorre só em mamografias ou consultas nas Unidades Básicas de Saúde, onde há filas e reclamações por espera, mas quando é feito o agendamento, ele é ignorado. Nas cirurgias, é pior: além da fila normal, há exames pré-operatórios como avaliação cardiológica. Quando o paciente está pronto e desiste, perdemos a vaga se não houver substituto imediato”, detalhou Cezar.
O vice-prefeito destacou ainda, limitações práticas: clínicas não preveem faltas em massa, e o sistema não permite escolher dia e hora exatos.
“Eu mesmo, com plano Unimed, esperei seis meses por endócrino em Cascavel. Imagine no SUS.”
Em Bom Jesus do Sul, as faltas afetam diretamente a eficiência da rede municipal, que depende de parcerias regionais para exames especializados. Cada ausência desperdiça não só o horário clínico, mas transporte municipal e estrutura logística planejada. A gestão considera medidas como confirmação prévia por telefone ou WhatsApp, mas enfrenta resistência por priorizar direitos individuais.
O problema reflete um desafio nacional na saúde pública: o absenteísmo médico chega a 30% em muitos municípios brasileiros, segundo estudos do Ministério da Saúde.
Bueno cobra conscientização coletiva. “Tratar mal recursos públicos é grave. Quem desvia responde por lei nas três esferas. Na saúde, faltar é tirar vaga de quem sofre enquanto você ocupa espaço na fila.”
A Secretaria de Saúde planeja campanha educativa para reduzir faltas, enfatizando empatia e responsabilidade. Moradores são orientados a avisar com antecedência, liberando vagas para lista de espera.
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Apaixonada pela literatura brasileira e internacional, Heloísa Montagner Veroneze é reatora de artigos locais e regionais, com experiência em temas diversos, especialmente sobre livros, arqueologia e curiosidades.
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