Temporada do pinhão no Paraná inicia com nova data e regras mais rígidas para garantir sustentabilidade, segurança alimentar e preservação da araucária.
Teve início nesta quarta-feira (15) a temporada oficial de colheita, transporte, comercialização e armazenamento do pinhão no Paraná. A liberação vale para consumo humano e produção de mudas, com novo calendário definido pelo Instituto Água e Terra, que neste ano estabelece um início mais tardio em relação ao período anterior.
A alteração busca garantir a exploração sustentável da semente, proteger o ciclo reprodutivo da araucária e assegurar melhores condições de consumo. Segundo o chefe da Divisão de Licenciamento de Fauna e Flora do Instituto, José Wilson de Carvalho, a mudança também está relacionada à qualidade do produto disponibilizado à população. “Já observamos casos de pessoas coletando pinhas ainda verdes, impróprias para o consumo e com risco de presença de fungos. Por isso estabelecemos essa nova data”, afirmou. Ele orienta que o consumidor adquira pinhões provenientes de pinhas maduras, com coloração marrom-avermelhada e que caem naturalmente das árvores.
A nova regra está prevista na Instrução Normativa nº 03/2026, que passa a regulamentar a atividade no estado e substitui normas anteriores. O objetivo é alinhar a legislação estadual às diretrizes federais, conciliando o uso econômico com a conservação da araucária, espécie característica da Mata Atlântica.
O descumprimento das normas pode resultar em multa de R$ 300 a cada 50 quilos apreendidos, além de enquadramento por crime ambiental. A fiscalização será realizada por agentes do Instituto Água e Terra e pela Polícia Militar Ambiental ao longo de toda a temporada.
A cadeia produtiva do pinhão possui relevância econômica no estado, movimentando R$ 25,7 milhões em 2024, conforme dados do Departamento de Economia Rural. Entre os principais municípios produtores estão Pinhão, Inácio Martins, Turvo, Guarapuava e Prudentópolis.
Denúncias sobre irregularidades podem ser encaminhadas aos canais oficiais do Instituto Água e Terra ou à Polícia Ambiental, que atuam no monitoramento e na proteção dos recursos naturais durante o período de safra.

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