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Protetor solar em bastão exige atenção na aplicação para garantir proteção eficaz

Os protetores solares em bastão têm ganhado espaço entre consumidores pela praticidade e pela facilidade de aplicação no dia a dia. Apesar disso, especialistas alertam que a eficácia do produto está diretamente relacionada à quantidade aplicada, independentemente do formato escolhido.

A dermatologista Barbara Miguel, do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que a proteção adequada depende da forma de uso. Ao orientar sobre a aplicação, ela afirma:

“A recomendação da Academia Americana de Dermatologia é que cada pedaço da pele receba quatro camadas, ou seja, em cada área é necessário fazer o movimento de ida e volta [com o bastão] quatro vezes e depois espalhar com a mão para ter certeza de que aquele local não ficou sem proteção”.

Segundo especialistas, por serem mais densos, os bastões podem levar à aplicação de camadas mais finas do que o necessário. A dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, alerta para esse comportamento ao afirmar:

“Por isso, os bastões acabam durando mais do que as outras versões, o que não aconteceria se fossem aplicados da maneira correta”.

Os produtos em bastão são indicados principalmente para áreas menores e específicas do corpo, como cicatrizes, queixo, testa, bochechas, nariz e lábios. A mesma especialista destaca uma vantagem do formato ao comentar:

“Também são excelentes para retoques sem sujar as mãos”.

A reaplicação deve seguir o mesmo padrão dos outros tipos de protetor solar, sendo indicada a cada duas a três horas ou após suor intenso, contato com água ou uso de toalha, sempre mantendo a quantidade adequada por área exposta.

Na escolha do produto, a orientação é optar por protetores com fator de proteção solar (FPS) mínimo de 30, resistência à água e proteção de amplo espectro contra radiações UVA e UVB. Outro aspecto observado pelos especialistas é a presença de cor na formulação, que pode ampliar a proteção.

Ao comentar esse ponto, Barbara Miguel destaca:

“Nesse caso, além da barreira química, ele fornece uma barreira física, inclusive contra a luz visível, que é um gatilho para a formação ou piora de manchas, em especial o melasma”.

Para a proteção de áreas maiores do corpo, especialistas recomendam o uso de filtros solares em creme, que facilitam a aplicação em quantidades adequadas. A Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta medidas específicas para garantir cobertura eficaz, incluindo a aplicação em todas as regiões expostas, como rosto, pescoço, orelhas, braços, tronco e pernas.

A aplicação deve ser realizada cerca de 30 minutos antes da exposição ao sol, garantindo a absorção do produto. Também é necessário atenção a regiões frequentemente esquecidas, como a nuca e o dorso das mãos e dos pés.

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