Yhosvany Hernández Fernández, Adela Taberneiro García e os filhos Ulises, de 8 anos, e Lía, de 9, estão desaparecidos após os terremotos que atingiram a Venezuela na última semana. A família, que vivia havia vários anos em Marín, na Galícia, Espanha, havia viajado para La Guaira para visitar familiares.
Segundo informações divulgadas pela imprensa espanhola, os quatro viajaram no sábado, 20 de junho, e estavam na região de La Guaira no momento dos abalos. Há relatos de que a família pode estar sob os escombros de um edifício na região de Naiguatá, no setor de El Caribe. A situação mobiliza parentes, amigos e moradores de Marín, cidade onde o casal era conhecido pela atuação na área esportiva.
Yhosvany e Adela fundaram, em 2021, o Clube de Hóquei Marinenses. Ele atua como treinador da equipe, enquanto Adela ocupa a presidência do clube. Os filhos do casal também estudavam em Marín, e a comunidade escolar acompanha o caso desde que a família deixou de dar notícias após os terremotos.
A irmã de Adela, que vive na Flórida, nos Estados Unidos, viajou para a Venezuela em busca de informações sobre os familiares. Ao comentar a dificuldade de acesso ao local onde eles podem estar, ela afirmou que será necessário o uso de equipamentos pesados.
“O prédio precisará ser acessado com guindastes e maquinário pesado”, disse.
A Câmara Municipal de Marín realizou, nesta segunda-feira, um minuto de silêncio em homenagem às vítimas dos terremotos na Venezuela. A prefeita María Ramallo informou que o município segue em contato com familiares e organismos oficiais, mas que ainda não há confirmação sobre a situação da família.
Após a homenagem, María Ramallo afirmou que a ausência de informações aumenta a preocupação da comunidade.
“Não há novidades”, declarou a prefeita.
A prefeita também relatou que o passar do tempo torna a situação mais difícil para os familiares e moradores que acompanham as buscas.
“As horas se tornam cada vez mais difíceis e dolorosas”, afirmou.
Em entrevista à imprensa local, María Ramallo disse que o município permanece à espera de informações oficiais e busca manter a esperança diante da falta de notícias.
“Não temos absolutamente nenhuma notícia. Entramos em contato com membros da família, incluindo os parentes que vivem aqui em Marín, e ninguém sabe de nada neste momento, mas não queremos perder a esperança”, declarou.
Os terremotos que atingiram a Venezuela foram registrados na quarta-feira, 24 de junho. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, os abalos tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5 e ocorreram com intervalo inferior a um minuto. As regiões de Caracas e La Guaira estão entre as áreas com maior registro de danos em edificações.
Os números sobre mortos, feridos e desaparecidos ainda variam conforme as fontes e os órgãos envolvidos na resposta ao desastre. Relatórios recentes indicam milhares de feridos e dezenas de milhares de desaparecidos, enquanto autoridades e entidades internacionais seguem atualizando os balanços conforme avançam as buscas.
As Nações Unidas informaram que coordenam equipes internacionais enviadas por diferentes países para atuar nas operações de busca, resgate e assistência humanitária. A prioridade segue concentrada na localização de sobreviventes, atendimento médico, abrigo, alimentação, água, saneamento e logística para distribuição de mantimentos.
O coordenador da ONU na Venezuela, Gianluca Rampolla, afirmou que a operação envolve diferentes frentes de apoio emergencial.
“Estamos coordenando esforços para prestar assistência médica de emergência, abrigo, ajuda alimentar, água e saneamento, apoio logístico e para garantir não apenas o armazenamento, mas também a distribuição de todos os mantimentos que estão chegando ao país”, afirmou.
As buscas continuam em áreas atingidas pelos desabamentos, especialmente em La Guaira. Em alguns pontos, moradores relatam dificuldades para acessar estruturas destruídas sem equipamentos adequados. Equipes internacionais e locais atuam para localizar vítimas e avaliar edifícios danificados.
Yhosvany, Adela, Ulises e Lía estão entre as famílias ainda procuradas após os terremotos. Em Marín, parentes, amigos, integrantes do clube de hóquei e a comunidade escolar seguem acompanhando as informações divulgadas pelas autoridades e pela imprensa espanhola e venezuelana.

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Heloisa Lima é redatora de artigos sobre variedades, curiosidades, esportes, culinária e cultura.
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