As últimas palavras atribuídas ao cineasta Alfred Hitchcock são lembradas pela relação com os temas que marcaram sua carreira. Conhecido como o “Mestre do Suspense”, o diretor teria feito uma reflexão sobre a impossibilidade de conhecer o desfecho da vida.
A frase costuma ser apresentada da seguinte forma: “Ninguém conhece o final. É preciso morrer para saber exatamente o que acontece depois da morte, embora os católicos tenham suas esperanças”.
Como não existe uma gravação pública ou documento produzido pelo próprio diretor, a declaração deve ser tratada como uma frase atribuída a Hitchcock. Ainda assim, ela ganhou espaço em relatos sobre sua vida e passou a ser associada à forma como o cineasta trabalhava o mistério e a incerteza.
Frase remete aos temas de seus filmes
Grande parte da obra de Hitchcock foi construída a partir de informações incompletas, identidades ocultas e acontecimentos que somente eram esclarecidos perto do final.
Filmes como Psicose, Um Corpo que Cai, Janela Indiscreta, Intriga Internacional e Os Pássaros transformaram o diretor em uma das principais referências do cinema de suspense.
A declaração atribuída a ele passou a ser vista como simbólica porque menciona justamente o desconhecimento sobre o final. Essa relação, porém, foi construída posteriormente por admiradores e estudiosos de sua obra.
Diretor morreu aos 80 anos
Alfred Hitchcock morreu em 29 de abril de 1980, aos 80 anos, em sua residência em Bel Air, na Califórnia. Nascido em Londres, em 1899, ele desenvolveu uma carreira no cinema britânico antes de se estabelecer nos Estados Unidos.
Além da direção, Hitchcock tornou-se uma figura reconhecida pelo público por suas rápidas aparições nos próprios filmes e pelo programa de televisão Alfred Hitchcock Presents.
Seu último longa-metragem foi Trama Macabra, lançado em 1976. Na cena final, uma personagem olha diretamente para a câmera e pisca para o público, gesto que posteriormente também passou a ser interpretado como uma despedida do cineasta.
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Apaixonada pela literatura brasileira e internacional, Heloísa Montagner Veroneze é reatora de artigos locais e regionais, com experiência em temas diversos, especialmente sobre livros, arqueologia e curiosidades.
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