Estado apresentou ao Conass a PlanificaSUS integração entre unidades básicas, CAPS, ambulatórios e equipes especializadas no atendimento em saúde mental

Paraná apresenta expansão do PlanificaSUS para atendimento em saúde mental

Estado apresentou ao Conass a PlanificaSUS integração entre unidades básicas, CAPS, ambulatórios e equipes especializadas no atendimento em saúde mental

O Paraná apresentou os resultados da implantação do PlanificaSUS voltado à saúde mental na Atenção Primária durante a 6ª Assembleia Ordinária do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, realizada nesta quarta-feira, dia 24, em Brasília. O programa busca integrar as unidades básicas aos serviços especializados e organizar o atendimento oferecido aos pacientes em todas as regiões do Estado.

A reunião foi presidida pelo secretário de Estado da Saúde do Paraná, César Neves, que ocupa a vice-presidência da Região Sul no Conass. Durante a assembleia, representantes do Estado detalharam a estrutura adotada para organizar a linha de cuidado em saúde mental e estabelecer fluxos entre a Atenção Primária e os serviços de maior complexidade.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a estratégia pretende ampliar o acesso da população, qualificar o atendimento e garantir continuidade ao acompanhamento dos pacientes dentro da rede pública.

César Neves afirmou que a apresentação no Conass permite compartilhar com outros estados as medidas adotadas pelo Paraná para estruturar os serviços de saúde mental.

“O Paraná tem investido na organização do cuidado, na qualificação das equipes e na integração dos serviços para garantir um atendimento cada vez mais resolutivo à população. Poder apresentar essa experiência no Conass, em um espaço de pactuação e troca entre os estados, reforça o compromisso da nossa gestão com uma saúde pública estruturada, humanizada e eficiente”, declarou.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Maria Goretti David Lopes, apresentou os dados do programa e explicou a evolução da metodologia no Paraná. O trabalho começou com um projeto-piloto em 2019 e, posteriormente, foi ampliado para as diferentes regiões de saúde.

Atualmente, 1.529 unidades de saúde participam do processo de Planificação da Atenção à Saúde no Estado. A estrutura inclui ainda 111 Centros de Atenção Psicossocial, 36 ambulatórios e 18 equipes multiprofissionais de atenção especializada em saúde mental.

Esses serviços integram a rede responsável pelo atendimento de pessoas que necessitam de acompanhamento psicológico, psiquiátrico e multiprofissional. A proposta é definir responsabilidades e estabelecer mecanismos de comunicação entre as equipes da Atenção Primária e os profissionais dos serviços especializados.

Maria Goretti afirmou que a planificação permite organizar os processos de trabalho e reduzir falhas na comunicação entre os diferentes pontos da rede.

“A planificação permite qualificar processos de trabalho e aproximar os diferentes pontos da rede, criando fluxos mais bem definidos entre a Atenção Primária, os ambulatórios, os CAPS e os demais serviços. Isso traz mais segurança para os profissionais e mais cuidado para a população”, afirmou.

O PlanificaSUS Saúde Mental na Atenção Primária organiza os macroprocessos da Atenção Primária e da Atenção Psicossocial Especializada. O objetivo é garantir que os usuários tenham acompanhamento contínuo e sejam encaminhados aos serviços adequados conforme as necessidades identificadas pelas equipes.

No Paraná, o modelo conecta as Unidades Básicas de Saúde, os ambulatórios especializados, os Centros de Atenção Psicossocial, os serviços de urgência e emergência, os hospitais e as estratégias de desinstitucionalização.

A integração busca evitar a interrupção do tratamento e permitir que os pacientes sejam acompanhados no próprio território, com participação das equipes municipais e dos serviços regionais.

Durante a apresentação, a Secretaria da Saúde informou que a expansão específica do projeto para a área de saúde mental ocorreu em 2025. A medida envolveu a elaboração de materiais técnicos, o acompanhamento de indicadores e a definição das etapas necessárias para implantar a metodologia em todo o Estado.

A qualificação dos profissionais também integra as ações do programa. Equipes da Atenção Primária e dos serviços de saúde mental recebem treinamento para utilizar o Manual de Intervenções em Saúde Mental da Organização Mundial da Saúde.

A formação tem como objetivo melhorar a identificação das condições apresentadas pelos pacientes, o acompanhamento dos casos e a classificação de risco. O treinamento também busca fortalecer o matriciamento, modelo no qual equipes especializadas oferecem suporte técnico aos profissionais da Atenção Primária.

De acordo com os dados apresentados pela secretaria, 480 profissionais já foram capacitados como multiplicadores no Paraná. Esses trabalhadores ficam responsáveis por compartilhar os conhecimentos adquiridos com outras equipes e auxiliar na aplicação dos procedimentos previstos pela metodologia.

O processo de planificação no Paraná foi ampliado entre 2020 e 2023, período em que o Estado estabeleceu como meta a implantação da estratégia nas 22 Regionais de Saúde. A primeira etapa concentrou-se na integração da Atenção Primária com a Atenção Ambulatorial Especializada.

Após essa estruturação, a metodologia passou a ser direcionada também para o atendimento em saúde mental. A expansão considera as diferenças entre as regiões e a disponibilidade de serviços em cada município.

A planificação é desenvolvida como uma atividade de educação permanente para as equipes da rede pública. O trabalho envolve o desenvolvimento de competências para planejamento, organização dos atendimentos, acompanhamento de pacientes e aplicação de diretrizes clínicas.

A metodologia utiliza como referência o Modelo de Atenção às Condições Crônicas, que prevê acompanhamento contínuo e integrado para pessoas com necessidades prolongadas de atendimento.

No Paraná, a estratégia é conduzida em parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, o Ministério da Saúde e o Hospital Israelita Albert Einstein.

A continuidade do programa prevê o acompanhamento dos indicadores, a capacitação de novas equipes e a avaliação dos fluxos estabelecidos entre os serviços. A Secretaria da Saúde também deverá acompanhar a implantação das etapas do PlanificaSUS nas diferentes regiões do Estado.

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