Escavação clandestina revela vila romana com mosaicos nos arredores de Roma

Escavação clandestina revela vila romana com mosaicos nos arredores de Roma

Uma escavação clandestina levou arqueólogos italianos à descoberta de uma antiga vila romana em Castel di Guido, nos arredores de Roma. O local integra a região histórica de Lorium, conhecida por ter sido frequentada pelos imperadores Adriano, Antonino Pio e Marco Aurélio.

A investigação começou depois que moradores perceberam movimentações suspeitas e alertaram as autoridades. A área foi isolada pelos Carabinieri e por funcionários do Ministério da Cultura da Itália, que interromperam a atividade ilegal e iniciaram uma escavação arqueológica de emergência.

Vila tinha mosaicos e paredes decoradas

Os arqueólogos encontraram a entrada de uma residência de alto padrão, formada por um átrio central e uma bacia utilizada para coletar água da chuva. Ao redor da estrutura havia um piso de mosaico preto e branco, com desenhos geométricos e elementos decorativos.

Também foram identificados fragmentos de afrescos coloridos, paredes preservadas e diferentes cômodos. A qualidade dos materiais indica que a propriedade pertenceu a integrantes da aristocracia romana, possivelmente ligados à corte imperial.

A construção pode ter começado a ser utilizada durante o século I d.C. e passado por diferentes reformas antes de ser abandonada gradualmente a partir do século III.

Estátua pode representar o deus Silvano

Entre os objetos encontrados está uma estátua fragmentada de mármore branco, com aproximadamente 80 centímetros de altura. A figura representa um homem barbudo segurando uma cesta com aves e frutas.

Os pesquisadores acreditam que a peça possa representar Silvano, divindade romana associada aos campos, às florestas e à proteção das propriedades rurais. A identificação ainda será analisada durante os trabalhos de restauração.

Escavação clandestina revela vila romana com mosaicos nos arredores de Roma
Ministério da Cultura da Itália

Escavação clandestina provocou danos

Antes da chegada das autoridades, máquinas, picaretas e furadeiras foram utilizadas para retirar terra e atingir partes da estrutura. Algumas paredes e camadas arqueológicas foram danificadas.

As autoridades ainda não conseguiram determinar se objetos foram roubados. Os arqueólogos continuam examinando o solo retirado pelos invasores e recuperando fragmentos que podem ajudar a reconstruir a história da vila.

Região era frequentada por imperadores

Lorium estava localizada ao longo da antiga Via Aurelia, uma importante estrada romana. A região reunia fazendas e grandes propriedades pertencentes a famílias influentes.

O imperador Antonino Pio viveu parte de sua infância no local e morreu na região no ano 161. Adriano e Marco Aurélio também frequentaram Lorium, o que reforça a importância histórica do território.

Apesar da proximidade com antigas propriedades imperiais, ainda não há provas de que a vila descoberta tenha pertencido diretamente a algum imperador.

As escavações deverão continuar para identificar o tamanho completo da construção, sua datação e as atividades realizadas no local. Os mosaicos, afrescos e a estátua indicam que a residência pertenceu a uma família rica e influente.

Nota Editorial: Este conteúdo faz parte da cobertura jornalística do Jornal da Fronteira, feito por humano com ajuda de ferramentas de inteligência artificial, sob revisão de editor humano.

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