O reino animal reúne uma grande variedade de sons usados para comunicação, localização, defesa e busca por alimento. Entre pássaros, golfinhos, baleias e crustáceos, os ruídos podem variar de cantos suaves a emissões extremamente intensas.
Algumas espécies, especialmente marinhas, produzem sons tão altos que superam ruídos associados a motores de avião e grandes shows de rock. Segundo levantamento citado pela National Geographic, três animais se destacam entre os mais barulhentos do planeta: a baleia cachalote, o camarão-de-estalo e a baleia azul.
Baleia cachalote é considerada o animal mais barulhento
A baleia cachalote (Physeter catodon) é apontada pelo Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW) como o animal mais barulhento do mundo. A espécie é capaz de emitir sons que podem chegar a 230 decibéis.
Para comparação, motores de aviões a jato atingem cerca de 150 decibéis. No caso da cachalote, os sons são produzidos em forma de cliques, usados principalmente para comunicação e localização no ambiente marinho.
Esses cliques também são conhecidos como “codas” e podem apresentar diferenças entre grupos, funcionando como uma espécie de marca sonora entre comunidades da mesma espécie.
Apesar de ruídos acima de 180 decibéis poderem ser extremamente perigosos para seres humanos em terra, o som se propaga de maneira diferente na água. Por isso, a intensidade registrada no ambiente oceânico não tem o mesmo efeito direto que teria no ar.

Camarão-de-estalo produz som comparável a um show de rock
O camarão-de-estalo, da família Alpheidae, é um dos menores animais da lista, mas também um dos mais ruidosos. Com apenas alguns centímetros de comprimento, ele possui uma garra especializada que pode representar até metade do tamanho do corpo.
Quando essa garra se fecha rapidamente, forma uma bolha que se rompe e produz um forte estalo. Segundo o Sistema Nacional de Santuários Marinhos dos Estados Unidos, esse som pode variar entre 183 e 210 decibéis.
Os estalos são usados em disputas territoriais, na defesa de tocas, em reações a mudanças no ambiente e, possivelmente, para atordoar presas e afastar predadores.
Em 2017, cientistas identificaram uma nova espécie desse camarão e deram a ela o nome Synalpheus pinkfloydi, em referência à banda Pink Floyd. A escolha foi associada à grande garra rosa do animal e ao alto volume dos sons que ele é capaz de produzir.

Baleia azul usa sons intensos para se comunicar
A baleia azul (Balaenoptera musculus), maior mamífero do mundo, também está entre os animais mais barulhentos do planeta. De acordo com o banco de dados Animal Diversity Web, da Universidade de Michigan, a espécie emite sons de baixa frequência, que podem chegar a 200 decibéis.
As vocalizações da baleia azul podem alcançar frequências próximas de 14 hertz, consideradas muito graves. Esse tipo de som consegue viajar por longas distâncias nas profundezas do oceano.
A principal função dessas emissões é a comunicação entre indivíduos separados por grandes áreas. Além disso, pesquisadores apontam que os pulsos de baixa frequência podem ajudar na navegação, permitindo que as baleias formem uma espécie de percepção sonora de características distantes do oceano.

Outros animais também estão entre os mais ruidosos
Além da baleia cachalote, do camarão-de-estalo e da baleia azul, outras espécies marinhas também produzem sons de alta intensidade.
Entre elas estão a baleia franca do Pacífico Norte, capaz de emitir sons de até 182 decibéis, e espécies de golfinhos, como o golfinho-pintado-do-Atlântico e o golfinho-nariz-de-garrafa, cujos assobios podem atingir 163 decibéis a curta distância.
Esses dados mostram que o ambiente marinho concentra alguns dos sons mais intensos produzidos por animais. Em muitos casos, o volume elevado está diretamente ligado à necessidade de comunicação em grandes distâncias, à localização de presas e à defesa contra ameaças.
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Apaixonada pela literatura brasileira e internacional, Heloísa Montagner Veroneze é reatora de artigos locais e regionais, com experiência em temas diversos, especialmente sobre livros, arqueologia e curiosidades.
Nota Editorial: Este conteúdo faz parte da cobertura jornalística do Jornal da Fronteira, feito por humano com ajuda de ferramentas de inteligência artificial, sob revisão de editor humano.
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