Comandante do 9º CRPM aponta fronteira, efetivo reduzido e drogas como desafios para a segurança pública

Comandante do 9º CRPM aponta fronteira, efetivo reduzido e drogas como desafios para a segurança pública

Coronel Jailson Aurélio Franzen afirma que a Polícia Militar busca ampliar a eficiência das ações com os recursos disponíveis e reforça atuação integrada na região

O comandante do 9º Comando Regional de Polícia Militar de Fronteira, coronel Jailson Aurélio Franzen, afirmou que a Polícia Militar tem trabalhado para ampliar a eficiência das ações de segurança pública na região, mesmo diante de limitações de efetivo e das dificuldades impostas pela área de fronteira.

A declaração foi dada ao comentar a preocupação da comunidade com o aumento de furtos, roubos e outros crimes registrados principalmente na região atendida pelo 36º Batalhão da Polícia Militar, com sede em Dionísio Cerqueira. Franzen, que já comandou a unidade local, destacou que o problema é acompanhado pelo comando-geral da corporação e pelo Governo do Estado.

“Existe a intenção permanente de ampliar o número de policiais militares, mas a medida depende de planejamento e de capacidade orçamentária do Estado, se houvesse condições imediatas, tanto o governador quanto o comando-geral ampliariam significativamente o efetivo da Polícia Militar”, afirmou o coronel que ainda reconheceu que a estrutura atual ainda é reduzida para atender todas as demandas da região.

O comandante regional também ressaltou que a área de atuação do 36º Batalhão apresenta características específicas. De acordo com ele, a localização de Dionísio Cerqueira em uma região de fronteira internacional e de divisa com outro Estado dificulta o trabalho policial. Franzen explicou que, enquanto criminosos transitam sem respeitar limites territoriais, a atuação da Polícia Militar de Santa Catarina fica restrita ao território catarinense.

“Em relação à divisa com o Paraná há um intercâmbio produtivo com a Polícia Militar e com demais autoridades daquele Estado, já que através da cooperação as ações conjuntas e o compartilhamento de informações são facilitados. Já na fronteira com a Argentina, existem dificuldades legais e operacionais maiores, apesar do esforço das forças de segurança dos dois países para enfrentar problemas comuns”, destacou.

O comandante também relacionou parte da criminalidade a fatores sociais. Segundo ele, determinadas condições de vulnerabilidade podem favorecer o envolvimento de pessoas com práticas criminosas. Diante desse cenário, Franzen afirmou que a Polícia Militar busca utilizar os recursos disponíveis de forma mais eficiente, com planejamento, presença policial e integração entre comandos, sendo que o comando local mantém diálogo frequente com o comando regional para avaliar medidas e reforçar ações operacionais.

Entre as iniciativas citadas, o coronel mencionou a Operação Protetor, voltada ao reforço da fiscalização em áreas de fronteira e divisas. A intenção, conforme explicou, é utilizar o efetivo mobilizado pela operação para ampliar o controle sobre a circulação de pessoas e auxiliar na prevenção de crimes nos municípios da região.

“No que se refere aos furtos não podem ser analisados de forma isolada do problema das drogas, já que parte significativa dessas ocorrências está relacionada à dependência química, o que exige uma atuação permanente da Polícia Militar e o apoio de outros órgãos, e mesmo com limitações de estrutura e efetivo, a corporação busca atuar com mais eficiência e reforçar a presença policial nos pontos considerados mais sensíveis da região de fronteira”, finalizou o Coronel.

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