Uma descoberta arqueológica chamou atenção de pesquisadores na Noruega após a localização de um grande tesouro medieval escondido sob um campo na região de Mørstad, no sul do país. O achado reúne 4.772 moedas de prata que estavam enterradas há cerca de mil anos e pode ajudar especialistas a compreender melhor o comércio, a economia e a vida rural na Escandinávia durante o período medieval.
As moedas foram localizadas após detectoristas encontrarem as primeiras peças de prata na área. A partir disso, arqueólogos iniciaram uma investigação mais ampla, revelando um dos maiores tesouros monetários já encontrados na região nos últimos anos.
Descoberta arqueológica surpreende especialistas na Noruega
Segundo pesquisadores envolvidos na escavação, as moedas provavelmente foram enterradas por volta de 1050 d.C., período de transição entre o fim da Era Viking e o início da consolidação medieval no território norueguês.
O local onde o tesouro foi encontrado intrigou os arqueólogos. Pesquisas realizadas com radar de penetração no solo não identificaram sinais de antigas fazendas, construções ou assentamentos vikings nas proximidades.
A ausência de estruturas antigas reforçou a hipótese de que o tesouro foi escondido propositalmente em um ponto isolado, distante das áreas habitadas.

Campo agrícola pode esconder ligação com o comércio de ferro
Especialistas acreditam que a área era utilizada para agricultura durante a Idade Média. O arqueólogo Kjetil Loftsgarden, do Museu de História Cultural da Noruega, explicou que a região também possuía forte atividade ligada à produção de ferro.
Na época, o metal era extremamente valioso e essencial para ferramentas agrícolas, construção de embarcações, fabricação de armas e utensílios domésticos.
A hipótese levantada pelos pesquisadores é que o proprietário do tesouro poderia estar envolvido no comércio de ferro, uma das atividades econômicas mais lucrativas da Escandinávia medieval.
Outro detalhe que chamou atenção dos pesquisadores foi a geografia da região. Estudos feitos pelo Instituto Norueguês de Pesquisa do Patrimônio Cultural indicam que o curso do rio próximo ao campo mudou ao longo dos séculos.
Os arqueólogos acreditam que, há cerca de mil anos, o local poderia funcionar como uma pequena ilha cercada por água durante determinados períodos do ano.
Isso teria transformado a área em um esconderijo estratégico para proteger riquezas em tempos de instabilidade política, guerras ou ameaças de saqueadores.
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Apaixonada pela literatura brasileira e internacional, Heloísa Montagner Veroneze é reatora de artigos locais e regionais, com experiência em temas diversos, especialmente sobre livros, arqueologia e curiosidades.
Nota Editorial: Este conteúdo faz parte da cobertura jornalística do Jornal da Fronteira, feito por humano com ajuda de ferramentas de inteligência artificial, sob revisão de editor humano.
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