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Desenterrado um impressionante tesouro milenar com milhares de moedas antigas em jarro de barro

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Arqueólogos identificaram, em um pequeno vilarejo da França, um conjunto significativo de jarros cerâmicos enterrados contendo milhares de moedas romanas de bronze e cobre, com cerca de 1.800 anos. A descoberta ocorreu durante escavações que revelaram um antigo bairro romano preservado sob sucessivas camadas de ocupação humana, incluindo vestígios de casas queimadas, pátios destruídos e estruturas reutilizadas ao longo dos séculos.

No interior desse contexto urbano, três grandes jarros chamaram a atenção dos pesquisadores por estarem completamente preenchidos com moedas datadas do século III depois de Cristo. Segundo os especialistas envolvidos na escavação, o achado está entre os maiores tesouros monetários já identificados na região e oferece elementos relevantes para a compreensão das práticas de poupança, da circulação de riqueza e das estratégias econômicas adotadas por populações locais em um período marcado por instabilidade política e econômica no fim do Império Romano.

A análise preliminar indica que os jarros não tinham apenas a função de esconder uma fortuna ocasional. As vasilhas foram enterradas de forma cuidadosa, com o corpo inserido no solo e o pescoço alinhado ao nível do piso das residências, permitindo acesso direto a partir do interior das casas. Esse posicionamento sugere que os recipientes funcionavam como depósitos de uso recorrente, integrados ao cotidiano doméstico dos habitantes do bairro romano.

Em pelo menos um dos jarros, o peso estimado se aproxima de 40 quilos, o que pode representar mais de 20 mil moedas de bronze e cobre. Parte significativa desse numerário está associada ao chamado Império Gálico, entidade política que surgiu no século III d.C. durante um período de fragmentação do poder romano no Ocidente. A presença dessas moedas reforça a importância da descoberta para o estudo das transformações monetárias e administrativas da época.

De acordo com os arqueólogos, a concentração de um volume tão elevado de moedas de pequeno valor aponta para uma intensa circulação monetária ligada a pagamentos diários e transações locais. Ao mesmo tempo, evidencia uma capacidade considerável de acumulação por parte dos moradores, que optaram por manter seus recursos dentro das próprias residências como forma de proteção patrimonial em tempos de crise.

O conjunto encontrado contribui para ampliar o conhecimento sobre a economia doméstica romana e sobre as respostas práticas adotadas por comunidades urbanas diante de períodos de instabilidade. As moedas e os jarros seguem em processo de catalogação e estudo, e os resultados detalhados deverão ser divulgados em publicações científicas futuras, aprofundando a compreensão sobre a vida econômica no final do Império Romano.

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