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Tesouro de ouro de 3.500 anos é descoberto em escavações em um ilha repleta de segredos

Um conjunto de joias de ouro com cerca de 3.500 anos foi identificado durante escavações arqueológicas no sítio de Kolona, localizado na ilha de Egina, na Grécia. A descoberta foi anunciada pelo Ministério da Cultura grego e amplia o conhecimento sobre a organização social, a riqueza e as redes comerciais da região do mar Egeu durante a Idade do Bronze Médio.

Os trabalhos foram conduzidos ao longo da temporada de escavações de 2025 por uma equipe vinculada à Universidade de Salzburgo, em cooperação com o Instituto Arqueológico Austríaco em Atenas.

A pesquisa foi liderada pelo professor Alexander Sokolicek, com supervisão da Eforia de Antiguidades de Pireu e Ilhas. O achado ocorreu durante a investigação de uma grande estrutura de pedra situada nas proximidades da muralha defensiva de um assentamento da Idade do Bronze Médio, em uma área descrita pelos pesquisadores como um “subúrbio interno”.

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No interior de uma trincheira aberta nessa estrutura, os arqueólogos localizaram um conjunto significativo de artefatos metálicos e ornamentais em bom estado de conservação.

O tesouro inclui oito pingentes discoides bipartidos de ouro, um pingente discoide adicional, sete contas bicônicas de ouro, uma conta cilíndrica e oito elementos decorativos produzidos em lâminas finas do mesmo metal. Entre os objetos também foram encontradas sete contas esféricas esculpidas em cornalina, material semiprecioso que contrasta com o ouro e indica diversidade de matérias-primas utilizadas.

De acordo com a equipe, os itens provavelmente integravam um único ornamento, possivelmente um colar ou adorno suspenso de caráter elaborado. Além das joias, foram identificados doze fragmentos de cobre, que podem corresponder a restos de ferramentas de pequeno porte, como lâminas, além de um objeto metálico interpretado como alfinete ou agulha.

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A análise cronológica posiciona os artefatos na primeira metade do segundo milênio antes de Cristo. Embora o solo onde os objetos foram encontrados apresente sinais de perturbação anterior, a preservação e a concentração dos materiais indicam que eles estavam originalmente associados a um contexto específico. Os pesquisadores consideram a hipótese de que o conjunto tenha sido utilizado como bem funerário, destinado a acompanhar um indivíduo de elevado status social. No entanto, não foram encontrados vestígios diretos de sepultamento, como restos humanos ou estruturas tumulares.

A ausência de um contexto funerário definido não é considerada incomum em escavações no mundo egeu, onde intervenções antigas ou atividades posteriores frequentemente alteram ou removem evidências de enterramentos. Diante disso, a interpretação do achado depende de análises comparativas com outros conjuntos arqueológicos da região.

Um dos aspectos mais relevantes da descoberta é a semelhança estilística entre as peças encontradas em Kolona e o chamado “Tesouro de Egina”, um conjunto de joias pré-históricas retirado da ilha no final do século XIX e atualmente preservado no Museu Britânico, em Londres. As características formais dos pingentes discoides, em especial, indicam possíveis vínculos culturais e artísticos entre os dois conjuntos.

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Essas semelhanças reforçam a hipótese de que Egina desempenhava papel relevante nas redes de intercâmbio da Idade do Bronze Médio. A presença de materiais como ouro e cornalina, que não são necessariamente de origem local, sugere a existência de rotas comerciais que conectavam a ilha a outras regiões do Egeu, incluindo a Grécia continental, as ilhas Cíclades e a Creta minoica.

O sítio arqueológico de Kolona está localizado na costa noroeste da ilha de Egina, próximo ao porto atual. O local é conhecido por sua longa ocupação histórica, que abrange desde assentamentos pré-históricos até períodos clássicos e bizantinos. Um dos marcos mais reconhecidos da área é o Templo de Apolo, datado do século VI a.C., cuja coluna remanescente se tornou referência visual da região.

As investigações em Kolona vêm sendo realizadas há décadas e já revelaram diferentes camadas de ocupação ao longo do tempo. A recente descoberta do conjunto de joias confirma que o local ainda possui potencial significativo para novas evidências arqueológicas. O achado contribui para aprofundar o entendimento sobre as dinâmicas sociais, econômicas e culturais do mundo egeu na Idade do Bronze.

Nota Editorial: Este conteúdo faz parte da cobertura jornalística do Jornal da Fronteira, feito por humano com ajuda de ferramentas de inteligência artificial, sob revisão de editor humano.

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