Os 15 melhores livros escritos por brasileiros

Falar sobre os livros de escritores brasileiros não é nada fácil pois existem uma diversidade de livros incríveis brasileiros, que refletem não só no lado social e cultural do Brasil, mas também na complexidade dos brasileiros de várias formas. De poesias até prosas, dos romances aos teatros, o mundo literário brasileiros tem seu destaque por ser rico em temas, estilos e narrativas que conseguem captar cenários urbanos pulsantes e sertões áridos.

Sobre os livros escritos por brasileiros

“Grande Sertão: Veredas” por João Guimarães Rosa

“Grande Sertão: Veredas”, livro de Guimarães Rosa publicada em 1956, é uma narrativa épica e introspectiva que mergulha nas profundezas do sertão brasileiro através dos olhos de Riobaldo, um jagunço que relata suas aventuras, dilemas morais e conflitos existenciais. Ambientado nas veredas do interior de Minas Gerais, o livro transcende a mera descrição geográfica ao explorar temas universais como amor, violência, poder e a busca pela própria identidade. A linguagem singular de Guimarães Rosa, marcada por neologismos e regionalismos, enriquece a narrativa, tornando-a uma das obras mais complexas e fascinantes da literatura brasileira.

“Dom Casmurro” por Machado de Assis

“Dom Casmurro”, escrito por Machado de Assis e publicado em 1899, é um romance que se tornou um clássico da literatura brasileira. Narrado por Bento Santiago, apelidado de Dom Casmurro, o livro explora as memórias e reflexões do protagonista sobre seu passado, especialmente sua suspeita de que sua esposa, Capitu, o traiu com seu melhor amigo. A narrativa habilmente ambígua de Machado de Assis questiona a natureza da verdade, da memória e das relações humanas, oferecendo insights profundos sobre a psicologia dos personagens e da sociedade da época.

“Memórias Póstumas de Brás Cubas” por Machado de Assis

“Memórias Póstumas de Brás Cubas”, publicado por Machado de Assis em 1881, é um romance inovador que marca o início do Realismo no Brasil. Narrado por Brás Cubas, um defunto autor que conta sua vida após a morte, o livro é uma sátira mordaz da sociedade brasileira do século XIX. Através de uma prosa irônica e introspectiva, Machado de Assis aborda temas como a mortalidade, o egoísmo humano e as contradições sociais, desafiando as convenções literárias de sua época.

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“Vidas Secas” por Graciliano Ramos

“Vidas Secas”, lançado por Graciliano Ramos em 1938, é um retrato brutal e comovente da vida no sertão nordestino durante a seca. O romance segue a jornada de uma família de retirantes composta por Fabiano, Sinhá Vitória, seus dois filhos e a cachorra Baleia, lutando contra a fome, a sede e a opressão social. A prosa econômica e direta de Graciliano Ramos captura a desumanização enfrentada pela família, enquanto explora temas como a sobrevivência, a solidão e a busca por dignidade em um ambiente hostil e implacável.

“O Cortiço” por Aluísio Azevedo

“O Cortiço”, escrito por Aluísio Azevedo e publicado em 1890, é um romance naturalista que revela a vida em um cortiço no Rio de Janeiro do século XIX. Através de uma narrativa que mistura observação científica e crítica social, Azevedo apresenta a ascensão e a queda dos moradores do cortiço, destacando as lutas de classes, as paixões humanas e a influência do meio sobre o comportamento dos personagens. A obra é um retrato vívido e contundente das condições urbanas da época, explorando os dilemas éticos e sociais que moldam as vidas dos protagonistas.

“O Guarani” por José de Alencar

“O Guarani”, escrito por José de Alencar e publicado em 1857, é um romance indianista que se passa no Brasil colonial. A história gira em torno do amor impossível entre Peri, um jovem guerreiro indígena da tribo dos guaranis, e Cecília, uma jovem branca de origem portuguesa. Ambientado na exuberante natureza brasileira, o romance explora temas como as diferenças culturais, o conflito entre civilização e natureza selvagem, e a luta dos indígenas contra a colonização. José de Alencar utiliza uma linguagem poética e descritiva para retratar os costumes, paisagens e mitos que moldaram a identidade nacional brasileira durante o período colonial.

“Capitães da Areia” por Jorge Amado

“Capitães da Areia”, publicado por Jorge Amado em 1937, é um romance que retrata a vida de um grupo de meninos de rua em Salvador, conhecidos como os Capitães da Areia. Liderados por Pedro Bala, esses meninos vivem à margem da sociedade, praticando pequenos furtos e enfrentando as dificuldades da vida nas ruas. O livro aborda temas como a infância abandonada, a solidariedade entre os marginalizados, e a luta pela sobrevivência em um ambiente urbano hostil. Com uma narrativa envolvente e personagens carismáticos, Jorge Amado captura a essência da vida na Bahia dos anos 1930, revelando as injustiças sociais e a resiliência humana.

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“Claro Enigma” por Carlos Drummond de Andrade

“Claro Enigma”, lançado por Carlos Drummond de Andrade em 1951, é uma coleção de poemas que reflete sobre a condição humana, o tempo, a memória e a complexidade das emoções. A obra abrange uma variedade de temas e experiências, desde reflexões filosóficas até observações do cotidiano, utilizando uma linguagem acessível e profundamente introspectiva. Drummond de Andrade explora as contradições da vida moderna e os mistérios da existência através de uma poesia que combina simplicidade formal com uma profunda densidade emocional e intelectual.

“O Quinze” por Rachel de Queiroz

“O Quinze”, lançado por Rachel de Queiroz em 1930, é um romance que aborda as consequências devastadoras da seca no Nordeste brasileiro durante os anos 1910. A obra narra as histórias entrelaçadas de duas famílias, os pais de Conceição e a família de Chico Bento, enfrentando a seca e suas consequências humanas e sociais. Rachel de Queiroz utiliza uma linguagem direta e uma narrativa realista para explorar temas como a luta pela sobrevivência, a solidariedade entre os mais vulneráveis e as injustiças sociais que perpetuam o ciclo de pobreza na região.

“Cidade de Deus” por Paulo Lins

“Cidade de Deus”, escrito por Paulo Lins e publicado em 1997, é um romance que mergulha na realidade das favelas do Rio de Janeiro. A obra retrata a vida de diversos personagens que habitam a Cidade de Deus, desde traficantes até moradores comuns, explorando suas esperanças, desafios e o ciclo de violência que permeia suas vidas. Lins utiliza uma narrativa crua e realista para mostrar as complexas dinâmicas sociais e econômicas das favelas cariocas, oferecendo um retrato contundente e humano das comunidades marginalizadas.

“A Hora da Estrela” por Clarice Lispector

“A Hora da Estrela”, lançado por Clarice Lispector em 1977, é um romance que narra a vida de Macabéa, uma jovem nordestina solitária e marginalizada que tenta encontrar seu lugar no Rio de Janeiro. A obra explora temas como identidade, existência, e a condição humana através da perspectiva introspectiva e profunda de Lispector. Com uma prosa intimista e sensível, o livro revela as contradições e complexidades das relações humanas e sociais na metrópole brasileira.

“O Alienista” por Machado de Assis

“O Alienista”, escrito por Machado de Assis e publicado em 1882, é um conto satírico que critica as pretensões científicas e os conceitos de normalidade na sociedade brasileira do século XIX. A história gira em torno do médico Simão Bacamarte, que decide estudar a natureza da loucura e acaba transformando a cidade de Itaguaí em um laboratório social. Machado de Assis utiliza humor e ironia para questionar as ideias de sanidade e normalidade, oferecendo uma reflexão profunda sobre as complexidades da mente humana e as arbitrariedades do poder.

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“O Auto da Compadecida” por Ariano Suassuna

“O Auto da Compadecida”, escrito por Ariano Suassuna em 1955, é uma peça teatral que se tornou um clássico da literatura brasileira. Ambientada no sertão nordestino, a obra mescla comédia e crítica social através das aventuras de João Grilo e Chicó, dois amigos espertos que se envolvem em situações absurdas enquanto enfrentam figuras autoritárias e hipócritas. Suassuna utiliza o humor e o regionalismo para explorar temas como religião, justiça e as contradições da moralidade humana.

“Quincas Borba” por Machado de Assis

“Quincas Borba”, escrito por Machado de Assis e publicado em 1891, é um romance que continua as reflexões sobre a natureza humana iniciadas em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. A história gira em torno de Rubião, um ingênuo professor interiorano que herda toda a fortuna de Quincas Borba, um filósofo excêntrico e supostamente louco. O livro explora temas como a obsessão pelo dinheiro, a ambição desenfreada e as teorias filosóficas de Borba, oferecendo uma visão irônica e profunda sobre as contradições da sociedade e do indivíduo brasileiro.

Sobre cada escritor

João Guimarães Rosa (1908-1967) foi um dos mais importantes escritores brasileiros do século XX, conhecido por sua prosa inovadora e linguagem única que captura a essência do sertão e da cultura brasileira. Além de “Grande Sertão: Veredas”, sua obra inclui contos e outros romances que exploram temas como o folclore, a identidade nacional e a complexidade humana. VER LIVROS

Machado de Assis (1839-1908) é amplamente considerado o maior escritor brasileiro de todos os tempos. Além de “Dom Casmurro” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, ele escreveu uma vasta obra que inclui romances, contos e poesias que exploram temas como a vida urbana, a condição humana e as complexidades da alma brasileira. VER LIVROS

Graciliano Ramos (1892-1953) foi um romancista, cronista e político brasileiro conhecido por sua escrita realista e crítica social. Além de “Vidas Secas”, sua obra inclui “Angústia” e “São Bernardo”, que abordam questões como a alienação humana, a desigualdade social e as contradições da sociedade brasileira. VER LIVROS

Aluísio Azevedo (1857-1913) foi um dos precursores do naturalismo no Brasil, influenciado pelas ideias de Émile Zola. Além de “O Cortiço”, ele escreveu obras como “O Mulato” e “Casa de Pensão”, que exploram as tensões sociais e os conflitos individuais na sociedade brasileira do século XIX. VER LIVROS

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José de Alencar (1829-1877) foi um dos mais importantes escritores brasileiros do século XIX, conhecido por suas obras que exploram os temas da formação da identidade nacional, os conflitos sociais e as relações interculturais no Brasil colonial. Além de “O Guarani”, suas obras mais conhecidas incluem “Iracema”, “Senhora” e “Lucíola”. VER LIVROS

Jorge Amado (1912-2001) foi um dos mais populares e prolíficos escritores brasileiros do século XX. Conhecido por suas obras que celebram a cultura e o povo da Bahia, Amado escreveu livros de romancecomo “Gabriela, Cravo e Canela”, “Dona Flor e Seus Dois Maridos” e “Tieta do Agreste”, que se destacam pelo estilo irreverente, humorístico e pela crítica social implícita. VER LIVROS

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) foi um dos mais importantes poetas brasileiros do século XX, conhecido por sua obra diversificada que abrange desde o modernismo até a poesia contemporânea. Além de “Claro Enigma”, seus poemas mais famosos incluem “A Rosa do Povo”, “Sentimento do Mundo” e “Quadrilha”, caracterizados por uma linguagem direta e uma sensibilidade única para os dilemas humanos. VER LIVROS

Rachel de Queiroz (1910-2003) foi uma das primeiras mulheres a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Além de “O Quinze”, seus livros inclui romances como “Memorial de Maria Moura” e “Dôra, Doralina”, que retratam a vida no Nordeste brasileiro e exploram temas como o papel da mulher na sociedade e as desigualdades regionais. VER LIVROS

Paulo Lins (1960-) é um escritor e roteirista brasileiro conhecido por sua abordagem honesta e profunda das questões sociais e urbanas do Rio de Janeiro. Além de “Cidade de Deus”, ele também é autor de “Desde que o Samba é Samba” e “Feijoada e Camarão”, consolidando-se como um dos grandes cronistas da vida nas favelas brasileiras. VER LIVROS

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Clarice Lispector (1920-1977) foi uma das mais importantes escritoras brasileiras do século XX, conhecida por sua prosa experimental e psicológica. Além de “A Hora da Estrela”, seus livros incluem “A Paixão Segundo G.H.”, “Perto do Coração Selvagem” e “Laços de Família”, que exploram temas como a identidade feminina, a solidão e a busca pela verdade interior. VER LIVROS

Ariano Suassuna (1927-2014) foi um dramaturgo, romancista e poeta brasileiro conhecido por sua defesa da cultura nordestina e por seu estilo literário que combina elementos do folclore, da tradição oral e da crítica social. Além de “O Auto da Compadecida”, seus livros incluem “O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta” e “A História de Amor de Romeu e Julieta”. VER LIVROS

Conclusão

Os livros escritos por brasileiros vão muito além de livros, eles estão carregados de cultura brasileira, do amor ao país. Desde os livros clássicos que exploram as complexidades da sociedade e da condição humana, até as narrativas contemporâneas que refletem as transformações sociais e os desafios do presente, a literatura brasileira continua a cativar leitores ao redor do mundo.

7 melhores clássicos da literatura brasileira para ler e reler sempre

A literatura universal é amplamente difundida pela sua elevada qualidade, temática atemporal e pela perpetuação de sua importância ao longo das gerações. E por aqui, no Jornal da Fronteira, já foi tema de muitas matérias, desde listas, bem como, também, de avaliações de obras específicas.

Mas a literatura brasileira tem uma qualidade muito elevada, também. Costumamos dizer por aqui que algum dos autores brasileiros deveriam ter sido contemplados com o Prêmio Nobel de Literatura. Nomes como Guimarães Rosa e Jorge Amado, tinham condições de receber esta distinção, mas, talvez, por fatores obscuros ao entendimento popular, foram ignorados pela Academia Sueca.

A literatura brasileira é rica em obras que transcendem o tempo e continuam a impactar gerações de leitores. Talvez por força de marketing, muitos destes autores não tem tido muitos leitores nos dias atuais. Mas, entre os inúmeros livros, alguns são memoráveis. Poderíamos relacionar pelo menos 20 excelentes livros da literatura brasileira, que se equivalem aos clássicos da literatura universal.

Entretanto, reduzimos a uma seleta lista de 7 melhores clássicos, que se destacam por sua profundidade, estilo único e relevância histórica e cultural.

Conheça agora os clássicos que merecem ser lidos e relidos sempre. Livros dignos de ter um lugar especial em sua estante.

Memórias Póstumas de Brás Cubas

Autor: Machado de Assis

Este livro esteve na mídia nos últimos tempos, após ser elogiado por uma influencer digital, nos Estados Unidos, que fizeram as vendas dispararem.

Machado de Assis é frequentemente considerado o maior escritor brasileiro, e este livro é uma de suas obras-primas – embora tenha escrito várias obras-primas.

Memórias Póstumas de Brás Cubas foi publicado originalmente em 1881, revolucionando a literatura nacional com seu estilo inovador e irônico.

Narrado por um defunto, Brás Cubas, o livro oferece uma visão crítica e sarcástica da sociedade brasileira do século XIX. A narrativa irreverente e a quebra da quarta parede (quando o autor fala direto com o leitor) fazem desta obra um marco literário indispensável.

O Tempo e o Vento – Trilogia

Autor: Érico Veríssimo

A trilogia O Tempo e o Vento, composta por O Continente, O Retrato e O Arquipélago, é uma das obras mais grandiosas da literatura brasileira.

O autor trabalhou arduamente por anos, entre 1949 e 1962, criando esta saga monumental, que narra a história da família Terra Cambará ao longo de duas centenas de anos, misturando ficção e fatos históricos do Rio Grande do Sul.

A riqueza dos personagens e a profundidade da trama fazem deste um épico imperdível. Interessante observar que, apesar de ser regionalista, O Tempo e o Vento se transformou em uma obra universal.

As personagens foram criadas mais humanas a ponto de transferir ao leitor as suas emoções. Por este motivo, muitos leitores voltam a reler O Tempo e o Vento, muitas vezes. É comum, inclusive, de tempos em tempos, os leitores deste clássico comprar edições mais atualizadas da obra, antes de retomar uma nova leitura.

Grande Sertão: Veredas

Autor: João Guimarães Rosa

Outra obra tão importante, que se perpetua na memória dos leitores, a ponto de reler e rever o livro a cada ano.

Aprovado pela crítica, Grande Sertão: Veredas foi publicado em 1956, se tornado, de imediato, um marco do regionalismo e do modernismo brasileiro.

A narrativa complexa e inovadora de João Guimarães Rosa é conduzida por Riobaldo, um ex-jagunço, que relembra suas aventuras pelo sertão mineiro.

A linguagem poética e a exploração dos dilemas existenciais fazem desta obra uma leitura desafiadora, mas profundamente recompensadora.

Auto da Compadecida

Autor: Ariano Suassuna

Muito conhecido pela produção cinematográfica, o Auto da Compadecida é uma das peças mais populares e queridas da literatura brasileira.

Escrita por Ariano Suassuna em 1955, a obra mistura elementos do teatro popular nordestino com a tradição católica, criando uma narrativa cômica e profunda sobre as aventuras de João Grilo e Chicó.

O humor afiado e a crítica social presentes no texto fazem desta peça uma leitura agradável e significativa. O leitor que se dedica a esta leitura, sempre volta a reler, com empolgante interesse.

Tenda dos Milagres

Autor: Jorge Amado

Segundo o próprio autor baiano, o seu melhor livro, e um dos melhores da literatura brasileira.

Jorge Amado foi considerado por muito tempo o maior nome da literatura brasileira e nesta obra, publicada em 1969, ele concentrou toda a sua sabedoria.

Tenda dos Milagres é um clássico que celebra a cultura afro-brasileira e aborda questões raciais e sociais de maneira profunda e envolvente.

A trama se passa em Salvador e gira em torno de Pedro Archanjo, um mulato autodidata que se torna uma figura central na luta contra o racismo e pela valorização da cultura afro-brasileira. A obra é uma ode à diversidade cultural do Brasil e à resistência de seu povo.

Dom Casmurro

Autor: Machado de Assis

O que dizer, estimado(a) leitor(a) do Jornal da Fronteira, desta obra incrível?

O livro Dom Casmurro tocou o mundo em 1899 e se fixou como um clássico incontornável de Machado de Assis.

A história de Bento Santiago e sua obsessão com a possível traição de sua esposa, Capitu, é narrada de forma tão ambígua que gera debates até hoje – e nunca terá um fim.

A maestria de Machado de Assis em explorar a psicologia dos personagens e criar uma trama cheia de nuances faz deste livro uma leitura essencial para qualquer amante da literatura.

A Academia Sueca teve sete anos para honrar Machado de Assis com um Prêmio Nobel de Literatura e não o fez. E esta talvez seja a maior das injustiças.

Vidas Secas

Autor: Graciliano Ramos

Desde sua publicação em 1938, Vidas Secas se tornou uma das obras mais importantes de Graciliano Ramos e da literatura brasileira.

O romance narra a vida de uma família de retirantes no sertão nordestino, explorando temas como a miséria, a seca e a opressão.

A linguagem direta e a estrutura fragmentada do livro refletem a dureza da vida no sertão, tornando-o um retrato poético e brutal da realidade brasileira.

A literatura brasileira é um tesouro de narrativas complexas, personagens inesquecíveis e reflexões profundas sobre a sociedade e a condição humana.

Os clássicos mencionados acima não são apenas marcos literários, mas também janelas para entender a diversidade e a riqueza cultural do Brasil.

Ler e reler essas obras é um convite para mergulhar nas profundezas da alma brasileira e se encantar com a genialidade de seus autores.

Esperamos que você leitor se aventure pelas páginas destes livros, e de outros livros, pois a leitura é o melhor jeito de melhorar a inteligência humana.

Ao contrário do ato mecânico de ficar navegando nas redes sociais, o ato mecânico de folhear um livro, acrescenta, de fato, conhecimento à sua mente!


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