Mesmo em um país com alta incidência solar ao longo do ano, como o Brasil, a deficiência de vitamina D é mais comum do que se imagina. A produção desse nutriente depende diretamente da exposição da pele à luz solar, mas fatores da rotina moderna, como longos períodos em ambientes fechados, uso frequente de protetor solar, trabalho em escritórios e a redução do tempo ao ar livre, podem comprometer a síntese adequada da vitamina pelo organismo.
A vitamina D desempenha funções essenciais que vão além da saúde óssea. Ela está envolvida no equilíbrio do sistema imunológico, no metabolismo, na saúde muscular e também na integridade da pele. Por isso, quando seus níveis estão abaixo do ideal, o corpo pode emitir sinais sutis, muitas vezes ignorados ou atribuídos a outras causas do cotidiano.
Alguns desses indícios se manifestam diretamente na aparência do rosto e da pele, tornando-se pistas importantes sobre o estado nutricional do organismo. Sites especializados em saúde, como o Healthline e o Silicon Canals, reuniram observações recorrentes que podem estar associadas à deficiência do nutriente.
Um dos sinais mais comuns é a presença de olheiras persistentes, mesmo após noites adequadas de sono. A vitamina D participa da regulação dos ciclos do descanso e influencia a saúde da pele. Quando há carência, o organismo pode ter dificuldade em manter o equilíbrio do sono reparador, refletindo na aparência cansada do rosto.
Outro indicativo que pode passar despercebido é o inchaço facial sem causa aparente, principalmente na região das bochechas. A vitamina atua no controle da retenção de líquidos e nos processos inflamatórios. Com níveis reduzidos, o corpo pode apresentar maior tendência ao acúmulo de líquidos, o que muitas vezes é confundido com excesso de sal na alimentação, alergias sazonais ou alterações hormonais.
A palidez excessiva da pele também pode ser um alerta. Embora o tom de pele varie naturalmente entre as pessoas, uma aparência opaca, sem brilho e com aspecto acinzentado pode indicar dificuldade na renovação celular. A vitamina D é fundamental para o reparo das células cutâneas e sua ausência favorece o acúmulo de células mortas na superfície da pele, prejudicando a vitalidade do rosto.
A região ao redor dos olhos, por ser mais fina e sensível, tende a reagir de forma mais evidente à deficiência do nutriente. Descamação, irritação leve e manchas nessa área podem estar associadas à dificuldade do organismo em manter a hidratação e a barreira protetora da pele.
De acordo com informações reunidas pela Healthline, a carência de vitamina D também está relacionada ao aumento do risco de problemas oculares, como olhos secos, retinopatia diabética, miopia e degeneração macular associada à idade. Isso ocorre porque o nutriente exerce papel relevante na saúde dos tecidos oculares.
A vermelhidão facial constante, especialmente nas bochechas e no nariz, pode ser outro indicativo. Em alguns casos, níveis baixos de vitamina D podem favorecer quadros leves de rosácea. A literatura médica também associa a deficiência do nutriente a condições como o lúpus, doença que pode apresentar a característica erupção cutânea em formato de borboleta no rosto.
A observação desses sinais não substitui avaliação clínica, mas pode servir como ponto de atenção. A confirmação da deficiência de vitamina D só pode ser feita por meio de exames laboratoriais e acompanhamento médico. A orientação profissional é fundamental para indicar reposição adequada, quando necessária, e ajustar hábitos de exposição solar e alimentação.
A vitamina D pode ser obtida principalmente pela exposição ao sol, mas também está presente em alguns alimentos, como peixes gordurosos, ovos e laticínios fortificados. No entanto, apenas a dieta raramente é suficiente para atingir níveis ideais, reforçando a importância do equilíbrio entre hábitos saudáveis e orientação médica.
Diante de sinais persistentes na pele e no rosto, a recomendação é procurar atendimento de saúde para investigação. Muitas vezes, o corpo manifesta silenciosamente desequilíbrios que podem ser corrigidos com medidas simples, desde que identificados precocemente.

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