"Senhor das baratas": Entomologista das Filipinas identifica 15 espécies de baratas

“Senhor das baratas”: Entomologista das Filipinas identifica 15 espécies de baratas

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Um pesquisador filipino tem chamado atenção da comunidade científica ao dedicar sua carreira ao estudo de um dos insetos mais rejeitados do planeta. Cristian Lucanas, entomologista da Universidade das Filipinas em Los Baños, já identificou 15 novas espécies de baratas e sustenta que esses animais desempenham papel essencial nos ecossistemas.

A trajetória do cientista começou há cerca de 12 anos, durante uma atividade acadêmica em uma caverna nas Filipinas. Ao observar diversas espécies que se alimentavam de matéria orgânica em decomposição, ele decidiu aprofundar os estudos sobre o grupo. Atualmente, é considerado o único especialista do país dedicado exclusivamente às baratas.

Segundo estimativas científicas, existem mais de 4.600 espécies catalogadas no mundo, mas o número real pode ser muito maior. Apenas nas Filipinas, arquipélago conhecido pela alta biodiversidade, já foram registradas cerca de 130 espécies, muitas delas endêmicas. O pesquisador acredita que outras centenas ainda aguardam descrição formal.

"Senhor das baratas": Entomologista das Filipinas identifica 15 espécies de baratas
Foto: AFP

De acordo com Lucanas, as baratas exercem função ecológica semelhante à de minhocas e besouros detritívoros, contribuindo para a decomposição de matéria orgânica e reciclagem de nutrientes. O desaparecimento desses insetos, afirma, poderia impactar cadeias alimentares e processos naturais do solo.

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O cientista também rebate mitos populares, como a ideia de que as baratas sobreviveriam a uma guerra nuclear. Segundo ele, a resistência à radiação não é exclusiva do grupo e não difere significativamente da de outros insetos.

Apesar de reconhecer que algumas espécies podem atuar como pragas urbanas e transmitir microrganismos, o pesquisador defende que a maioria é incompreendida. Ele segue ampliando os estudos e preparando novas publicações científicas, mesmo diante de limitações de financiamento para pesquisas na área.

Fonte: Revista Galileu

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