A Secretaria reforça o alerta à população para os sinais e sintomas da hanseníase, doença que ainda exige atenção e diagnóstico precoce para evitar complicações.
A Secretaria de Saúde de Bom Jesus do Sul iniciou a campanha de conscientização sobre a hanseníase, doença infecciosa tratável e curável pelo SUS, mas que exige diagnóstico precoce para evitar sequelas irreversíveis como perda de sensibilidade e deformidades.
O alerta visa a população do município ,cerca de 4 mil habitantes na região de Fronteira Oeste com Santa Catarina, onde a transmissão ainda ocorre por contato prolongado com o bacilo de Hansen, apesar da baixa contagiosidade em ambientes ventilados.
Entre os principais sintomas destacados pela Secretaria estão manchas na pele – brancas, avermelhadas ou amarronzadas – acompanhadas de perda de sensibilidade ao calor, frio, dor ou toque, além de dormência, formigamento ou fisgadas nas mãos e pés, comuns em fases iniciais.
Outros indicadores incluem ferimentos e queimaduras indolores, diminuição de pelos e suor em áreas afetadas, nódulos pelo corpo e espessamento de nervos periféricos em braços e pernas, que podem evoluir para fraqueza muscular se não tratados.
A hanseníase acomete preferencialmente a pele e nervos periféricos, com período de incubação médio de 2 a 7 anos, e o diagnóstico clínico por exame dermatológico e neurológico é essencial para interromper a cadeia de transmissão familiar ou comunitária, especialmente em regiões rurais de difícil acesso como Bom Jesus do Sul.
O tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS, com combinação de medicamentos poliquimioterápicos que curam a doença em 6 a 12 meses, dependendo da classificação, prevenindo incapacidades físicas e reduzindo o estigma histórico associado à antiga lepra.
A Secretaria orienta procurar qualquer unidade de saúde ao primeiro sinal suspeito, com exame simples de sensibilidade cutânea e palpação nervosa, pois o diagnóstico precoce evita complicações graves e protege contatos domiciliares através de profilaxias.
Em 2026, com o Brasil ainda entre os líderes mundiais em casos novos, ações locais como essa em Bom Jesus do Sul fortalecem a vigilância epidemiológica, integrando-se a campanhas nacionais do Ministério da Saúde para eliminar a doença como problema de saúde pública até 2030.

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