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Arqueólogos identificam santuário pré-hispânico de 3,5 mil anos em Barranca, no Peru

Um grupo de arqueólogos identificou evidências de um possível santuário cerimonial no sítio arqueológico Cerro de la Horca, localizado na província de Barranca, no Peru.

As investigações preliminares apontam a presença de estruturas arquitetônicas e vestígios relacionados a práticas rituais desenvolvidas por antigas sociedades que ocuparam a costa central peruana.

Segundo os pesquisadores, as características do complexo arqueológico sustentam a hipótese de que o local tenha sido utilizado para funções religiosas e cerimoniais.

O arqueólogo José Luis Fuentes, diretor do projeto de pesquisa realizado no local, afirmou que os estudos seguem em andamento para aprofundar a análise sobre a ocupação histórica da área.

O sítio Cerro de la Horca está situado a aproximadamente quatro quilômetros ao norte de Paramonga, na altura do quilômetro 513 da rodovia Panamericana Norte. A região integra uma área considerada estratégica para o estudo das civilizações pré-hispânicas do Peru.

O novo registro arqueológico se soma a outras descobertas realizadas nos últimos anos na província de Barranca. Pesquisas em áreas próximas, como Cerro Colorado, permitiram identificar fardos funerários, estruturas monumentais e indícios de ocupação contínua ao longo de mais de 3,5 mil anos.

O arqueólogo Plinio Guillén, diretor do Programa de Pesquisa Arqueológica Los Valles de Barranca, já havia informado anteriormente que diversos cerros cerimoniais da região, incluindo Cerro de la Horca, faziam parte de um conjunto de espaços sagrados utilizados por antigas populações instaladas nos vales de Fortaleza entre os anos 900 e 1400 d.C.

Especialistas destacam que Barranca continua se consolidando como uma das regiões mais importantes para o estudo das civilizações antigas da costa peruana. A província abriga também Caral, considerada uma das cidades mais antigas das Américas.

Recentemente, pesquisadores da Zona Arqueológica Caral informaram a descoberta de uma estrutura associada a observações astronômicas no assentamento de Áspero, em Supe Puerto.

Os estudos apontam que a região reúne evidências relevantes sobre a organização social, as práticas religiosas e a continuidade cultural das populações que viveram no norte da atual região de Lima antes da expansão do Império Inca.

Especialistas em patrimônio cultural também alertaram para a necessidade de ampliar as medidas de proteção dos sítios arqueológicos diante do crescimento urbano e de atividades humanas que possam comprometer estruturas ainda não estudadas.

O Ministério da Cultura do Peru mantém protocolos específicos voltados à preservação e à pesquisa do patrimônio arqueológico do país.

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