Santa Catarina registra menor dependência do Bolsa Família no Brasil, aponta IBGE

Santa Catarina registra menor dependência do Bolsa Família no Brasil, aponta IBGE

Santa Catarina voltou a liderar um indicador nacional positivo ao registrar o menor percentual de famílias atendidas pelo Bolsa Família.

Santa Catarina segue com o menor índice de dependência do programa Bolsa Família entre todos os estados brasileiros. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que, em 2025, apenas 3,9% dos domicílios catarinenses receberam o benefício federal, número inferior aos 4,3% registrados no ano anterior.

A redução mantém o estado na liderança nacional entre as unidades da federação com menor participação no programa social e reforça uma tendência observada nos últimos anos, associada principalmente ao desempenho do mercado de trabalho e ao crescimento da atividade econômica.

Segundo os dados, Santa Catarina também apresentou forte geração de empregos formais ao longo de 2025, com quase 59 mil novas vagas com carteira assinada. O estado ainda registra a menor taxa de desocupação do país, com índice de 2,2%, consolidando-se como uma das economias mais aquecidas do Brasil.

Santa Catarina registra menor dependência do Bolsa Família no Brasil, aponta IBGE

O governador Jorginho Mello afirmou que os indicadores refletem a política estadual de incentivo ao empreendedorismo, atração de investimentos e ampliação das oportunidades de trabalho.

No ranking nacional, atrás de Santa Catarina aparecem São Paulo, com 7,6% dos domicílios atendidos pelo programa, e Rio Grande do Sul, com 7,7%. Paraná aparece na sequência com 8%. A média nacional ficou em 17,2%, mostrando uma diferença significativa em relação ao cenário catarinense.

Além do Bolsa Família, Santa Catarina também registrou o menor índice nacional quando considerados todos os programas de transferência de renda. Em 2025, apenas 6,9% dos domicílios catarinenses receberam algum tipo de benefício social, incluindo o Benefício de Prestação Continuada (BPC). No cenário nacional, a média foi de 22,7%.

O secretário estadual de Indústria, Comércio e Serviços, Edgard Usuy, destacou que programas de qualificação profissional e incentivo à formação técnica têm contribuído para ampliar a inserção da população no mercado de trabalho, reduzindo gradualmente a necessidade de dependência de programas assistenciais.

Os números reforçam o cenário de crescimento econômico de Santa Catarina, com destaque para a combinação entre geração de empregos, incentivo ao empreendedorismo e investimentos em qualificação da mão de obra.

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