Pela primeira vez em quase oito séculos, os restos mortais de São Francisco de Assis são exibidos na Basílica de Assis, na Itália, atraindo milhares de peregrinos e reforçando o significado histórico e religioso do santo para a Igreja Católica.

Restos mortais de São Francisco de Assis são expostos ao público na Itália pela primeira vez

Pela primeira vez em quase oito séculos, os restos mortais de São Francisco de Assis são exibidos na Basílica de Assis, na Itália, atraindo milhares de peregrinos e reforçando o significado histórico e religioso do santo para a Igreja Católica.

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Os restos mortais de São Francisco de Assis foram expostos ao público neste domingo (22), na Basílica de São Francisco de Assis, localizada na cidade de Assis, na região central da Itália. A abertura ao público ocorre pela primeira vez em quase oito séculos e integra as celebrações pelos 800 anos da morte do santo. A exposição permanecerá disponível até o dia 22 de março, segundo informações da Ordem Franciscana.

De acordo com os organizadores, aproximadamente 400 mil pessoas de diferentes países já se inscreveram para visitar os restos mortais. No sábado anterior à abertura oficial, o caixão foi transferido em cerimônia da cripta para a área principal da basílica. O esqueleto está exposto na igreja inferior, protegido por uma estrutura de vidro espesso e resistente a impactos.

O acesso ao local é controlado. Os visitantes passam por detectores de metal antes de ingressar na igreja inferior, e grupos de cerca de 750 pessoas são autorizados a entrar a cada 30 minutos. Durante o primeiro dia de visitação, formou-se uma fila extensa de peregrinos e turistas do lado de fora da basílica. Até então, os restos mortais haviam sido exibidos publicamente apenas uma vez, em 1978, por período limitado e a um público restrito. Outras exumações ocorreram apenas para inspeções e estudos científicos.

São Francisco de Assis nasceu por volta de 1181 e é reconhecido como fundador da Ordem dos Frades Menores. Filho de família abastada, renunciou aos bens materiais para dedicar-se à vida religiosa e ao auxílio aos pobres. Após sua morte, ocorrida em 1226, o corpo foi sepultado em local mantido em sigilo. Em 1818, o papa Pio VII autorizou a abertura do túmulo, e uma nova cripta foi construída na igreja inferior da basílica para abrigar o sarcófago.

A iniciativa atual, segundo os organizadores, busca proporcionar aos peregrinos uma experiência de maior proximidade com a memória histórica e religiosa do santo. Na Itália, São Francisco de Assis é considerado padroeiro do país. O dia 4 de outubro, data tradicionalmente associada à sua morte, é celebrado como feriado nacional.

A cidade de Assis é um dos principais destinos de peregrinação cristã no mundo. Com cerca de 27.500 habitantes, recebe anualmente milhões de visitantes interessados em conhecer o túmulo do santo e a basílica erguida sobre ele. O complexo religioso é conhecido também por seus afrescos atribuídos a Giotto di Bondone, que retratam episódios da vida de Francisco e representam importante patrimônio artístico do período medieval.

Nas proximidades da basílica está localizada a Igreja de Santa Maria Maggiore, onde se encontra o túmulo de Carlo Acutis. O jovem italiano faleceu em 2006, aos 15 anos, vítima de leucemia. Após ser canonizado no ano passado pelo papa Leão 14, passou a ser amplamente conhecido como o primeiro “santo da internet”, em razão de seu trabalho de evangelização por meio de recursos digitais.

As celebrações relacionadas ao 800º aniversário da morte de São Francisco de Assis devem prosseguir na Itália ao longo do ano, com eventos religiosos e culturais programados em diversas cidades. A exposição dos restos mortais reforça o significado histórico, espiritual e simbólico do santo para a Igreja Católica e para milhões de fiéis ao redor do mundo.

Pela primeira vez em quase oito séculos, os restos mortais de São Francisco de Assis são exibidos na Basílica de Assis, na Itália, atraindo milhares de peregrinos e reforçando o significado histórico e religioso do santo para a Igreja Católica.
Foto: Reprodução
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