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Rejeição total: os filmes que alcançaram 0% de aprovação e viraram sinônimo de fracasso no cinema

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Receber avaliações negativas faz parte do jogo na indústria cinematográfica. Mesmo obras premiadas ou sucessos de bilheteria já enfrentaram resistência da crítica em algum momento. No entanto, existe um patamar extremo de rejeição que poucos filmes alcançam: a marca de 0% de aprovação no Rotten Tomatoes. Esse índice indica que nenhum crítico profissional listado pelo site considerou a obra digna de uma avaliação positiva, um consenso raro e contundente.

O Rotten Tomatoes é uma plataforma que reúne críticas publicadas por veículos especializados em cinema e televisão. A partir dessas análises, o site calcula um percentual de aprovação que serve como referência para o público. Quando um filme chega a 0%, significa que houve unanimidade entre os críticos quanto à baixa qualidade da produção. Não se trata apenas de um filme controverso ou mediano, mas de uma obra amplamente vista como problemática em vários aspectos.

Ao longo das décadas, diversos títulos conquistaram essa classificação extrema. Eles incluem comédias sem humor, thrillers confusos, filmes de ação genéricos e projetos ambiciosos que falharam na execução. Cada um deles se tornou um exemplo de como decisões criativas equivocadas, roteiros frágeis e direções pouco inspiradas podem comprometer completamente uma produção.

“The Last Days of American Crime” (2020)

Lançado pela Netflix. Ambientado em um futuro próximo no qual o governo pretende erradicar o crime por meio de controle mental, o filme despertou expectativa inicial por sua proposta distópica. No entanto, a recepção foi amplamente negativa. Críticos apontaram duração excessiva, atmosfera excessivamente sombria e uma narrativa arrastada que não conseguiu sustentar o interesse do público, apesar da premissa promissora.

“Olha Quem Está Falando Agora!” (1993)

Terceiro filme da franquia iniciada com bebês falantes. Nesta continuação, a ideia foi levada ainda mais longe, substituindo as vozes infantis por cachorros falantes. Para a crítica, o resultado foi um enredo previsível, piadas repetitivas e a confirmação de que a série havia esgotado completamente sua criatividade.

“Difícil de Matar” (2020)

Se destacou negativamente. Estrelado por Bruce Willis e lançado diretamente em vídeo, o longa foi criticado pelo roteiro reciclado, diálogos artificiais e pela percepção de desinteresse do elenco. Muitos críticos consideraram o filme um exemplo claro de produção feita apenas para cumprir contratos, sem cuidado artístico.

“Highlander II – A Ressurreição” (1991)

Também figura entre os mais rejeitados. A sequência abandonou a mitologia que havia conquistado fãs no filme original e introduziu uma trama confusa envolvendo ficção científica, alienígenas e questões ambientais. O resultado foi uma história desconexa que deixou tanto críticos quanto admiradores do primeiro filme perplexos.

“London Fields” (2018)

Já adaptação do romance de Martin Amis, enfrentou problemas desde a produção. Estrelado por Amber Heard, o filme sofreu com disputas criativas e anos de atraso até o lançamento. Quando finalmente chegou ao público, foi considerado incoerente, excessivamente autocentrado e prejudicado por uma edição desorganizada.

“O Pestinha” (1990)

Nem mesmo produções voltadas ao público familiar escaparam da rejeição total. Apesar do sucesso comercial, foi duramente criticado pelo humor considerado cruel e pelo tom desagradável. Para muitos críticos, o filme era cínico demais para crianças e superficial demais para adultos.

“Stratton – Forças Especiais” (2017)

Outros títulos frequentemente citados incluem , criticado por clichês e atuações rígidas; “Carga Preciosa” (2016), apontado como preguiçoso e previsível; e “Pinóquio” (2002), dirigido e estrelado por Roberto Benigni, que causou estranhamento ao escalar um homem adulto no papel do boneco infantil.

“As Mil Palavras” (2012)

Com Eddie Murphy, também entrou para a lista “As Mil Palavras” (2012). Apesar da ideia central curiosa, os críticos consideraram o filme excessivamente sentimental e mal executado. Já “O Quarto dos Esquecidos” (2016) foi descrito como um terror sem tensão, previsível e incapaz de criar atmosfera.

“Crimes Obscuros” (2016)

A lista de filmes com 0% inclui ainda “Crimes Obscuros” (2016), estrelado por Jim Carrey em um raro papel dramático, considerado sombrio e confuso; “Maré Negra” (2012), com Halle Berry, criticado por personagens rasos; e “Além da Escuridão” (2011), apontado como previsível e sem suspense.

“O Quebra-Nozes: A História Que Ninguém Contou” (2010)

Produções como “O Quebra-Nozes: A História Que Ninguém Contou” (2010) surpreenderam negativamente pelo tom sombrio e escolhas artísticas questionáveis. Já “Vidas Roubadas” (2009) e “Uma Chamada Perdida” (2008) foram acusados de confundir o público com tramas mal explicadas e uso excessivo de clichês.

“Bebês Geniais 2: Super Bebês” (2004)

Sequências desastrosas também aparecem com frequência, como “Bebês Geniais 2: Super Bebês” (2004), “De Volta à Lagoa Azul” (1991) e “Loucademia de Polícia 4” (1987), todas criticadas por repetirem fórmulas desgastadas. Entre os exemplos mais recentes, “Os 6 Ridículos” (2015), com Adam Sandler, foi considerado ofensivo e sem criatividade.

Apesar da rejeição absoluta da crítica, alguns desses filmes despertam curiosidade justamente por seu fracasso. Para parte do público, eles se tornam objetos de interesse histórico ou até entretenimento involuntário. Ainda assim, alcançar 0% no Rotten Tomatoes permanece como um dos sinais mais contundentes de insucesso artístico no cinema.

Essas produções funcionam como alertas sobre os riscos da indústria audiovisual. Elas mostram que orçamento elevado, nomes famosos ou ideias chamativas não garantem qualidade. Quando roteiro, direção e execução falham em conjunto, o resultado pode entrar para a história não pelo sucesso, mas pelo fracasso absoluto.

Rejeição total: os filmes que alcançaram 0% de aprovação e viraram sinônimo de fracasso no cinema

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