A partir de fevereiro de 2025, os brasileiros já estão recebendo o novo salário mínimo, cujo valor, que já está em vigor desde 1º de janeiro, começa a ser pago no segundo mês do ano.
O reajuste repõe a inflação de 4,84%, medida pelo INPC até novembro de 2024 e também garante um ganho real de 2,5%. Isso significa mais dinheiro para quem depende desse valor para fechar as contas no fim do mês. Entretanto, com o aumento de preço, o trabalhador ainda considera insuficiente.
O novo salário mínimo será de R$ 1.518, um aumento de R$ 106 em relação a 2024. Esse ajuste de 7,5% é maior que a inflação e promete injetar R$ 81,5 bilhões na economia. Para quem vive com esse valor, pode parecer pouco, mas a soma desse dinheiro circulando por aí tem o potencial de movimentar mercados, aquecer o comércio e até gerar empregos. Afinal, quando o trabalhador tem mais dinheiro no bolso, ele consome mais, e isso é um combustível e tanto para a economia.
Mas o impacto vai além do bolso do trabalhador. O salário mínimo é a base para uma série de benefícios sociais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o abono salarial e o seguro-desemprego. Cerca de 59 milhões de brasileiros têm seus rendimentos atrelados a esse valor, incluindo 19 milhões de aposentados e pensionistas. Ou seja, o aumento não é só uma questão de justiça social, mas também de estímulo econômico.
E tem mais: o governo espera que o reajuste gere um ciclo virtuoso. Com mais dinheiro circulando, a arrecadação de impostos sobre o consumo deve aumentar em R$ 43,9 bilhões. Esse dinheiro pode ser reinvestido em políticas públicas, infraestrutura e serviços, criando um efeito dominó positivo.
A política de reajuste do salário mínimo está prevista para seguir até 2030, com ganhos reais que variam entre 0,6% e 2,5% ao ano. A ideia é garantir que o poder de compra dos trabalhadores não seja corroído pela inflação e, ao mesmo tempo, reduzir as desigualdades econômicas no país.
Enquanto isso, milhões de brasileiros aguardam ansiosos o dia em que o novo valor cair na conta. Para muitos, esse aumento pode significar a diferença entre passar o mês no aperto ou conseguir respirar um pouco mais aliviado. E, para a economia, é um sopro de esperança em tempos que pedem por mais consumo e mais movimento.