Qual é a forma certa de dormir?

Você já se perguntou qual é a forma correta de dormir? O padrão atual de um sono contínuo durante a noite nem sempre foi o habitual. Na verdade, registros históricos revelam que as pessoas costumavam ter um sono segmentado, com períodos de vigília no meio da noite. Neste artigo, vamos explorar o sono monofásico e polifásico, suas origens históricas e o debate sobre seus benefícios.

O Sono Segmentado na História:

Antes da Revolução Industrial, as pessoas não tinham a rotina de sono que conhecemos hoje. Em culturas pré-industriais ocidentais, acordar no meio da noite era comum. Isso se devia ao fato de que as atividades eram regidas pelo ciclo natural do sol, em vez de pelos relógios e luzes elétricas. As noites eram mais longas e incluíam dois períodos de sono interrompidos por um período de vigília.

Embora algumas pesquisas questionem essa ideia, os registros históricos sustentam que o sono segmentado era a norma em sociedades pré-industriais. Mas como isso se compara ao sono moderno? E será que existem benefícios nesse padrão de sono?

O que é o Sono Polifásico?

O sono polifásico, também conhecido como sono segmentado, envolve dois (bifásico) ou mais (polifásico) períodos de sono com períodos de vigília no meio. Esse padrão é observado em mais de 86% dos mamíferos, incluindo alguns animais surpreendentes, como cães, roedores e até mesmo algumas baleias.

Até recentemente, acreditava-se que os seres humanos eram estritamente monofásicos, ou seja, dormiam em um único período contínuo. No entanto, evidências históricas mostram que os humanos também praticaram o sono segmentado ao longo da história.

Razões Biológicas e Psicológicas para o Sono Polifásico:

Do ponto de vista fisiológico, o sono bifásico faz sentido. Os processos do sono, como o homeostático e o circadiano, podem ser mais eficazes se houver períodos de vigília entre eles. Isso permite que o corpo se ajuste naturalmente entre os ciclos de sono. Além disso, a vigília intermitente pode ter servido como uma função de sentinela em termos de sobrevivência, garantindo que sempre houvesse alguém acordado para proteger o grupo.

Algumas pessoas até tentam adotar o sono polifásico como uma forma de “biohackear” o corpo para prolongar as horas de vigília. No entanto, especialistas desencorajam essa prática, pois ela não é equivalente ao sono natural e bem descansado.

Debate sobre o Sono Polifásico:

Apesar das evidências históricas, o debate sobre o sono polifásico continua. Alguns argumentam que esse padrão de sono pode não ter sido universal em todas as sociedades pré-industriais. Pesquisas em sociedades modernas de caçadores-coletores sugerem que o sono monofásico pode ter sido predominante mesmo antes da Revolução Industrial.

Os dados variam de acordo com os estudos e as populações analisadas. Alguns cientistas acreditam que a adaptabilidade é a chave, e que não existe um único padrão de sono humano.

A forma correta de dormir é um tópico que continua a gerar discussões e pesquisas. O sono monofásico e polifásico têm raízes históricas e biológicas, mas o debate sobre qual padrão é o mais natural persiste. A verdade é que o sono é altamente influenciado pelo ambiente e pela sociedade, e as necessidades de sono de cada pessoa podem variar. O importante é garantir um sono de qualidade para promover a saúde e o bem-estar. Em última análise, a melhor forma de dormir é aquela que atende às necessidades individuais de descanso e recuperação.

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