Produção sustentável é tema de programa da Secretária da Agricultura

Alinhada às demandas de preservação dos recursos naturais e do desenvolvimento rural sustentável, a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) destaca no Dia Mundial do Meio Ambiente, que acontece nesta quarta (5/6), compromissos nas áreas de desenvolvimento, extensão, pesquisa e defesa ambiental. As ações são realizadas de forma integrada com as empresas vinculadas:  Epagri, Cidasc e Ceasa.

Santa Catarina é detentor da maior cobertura vegetal nativa do sul do Brasil, tem mais de 38% do seu território coberto por florestas naturais e 10% de florestas plantadas. Os esforços se concentram no monitoramento da cobertura florestal, investindo na adoção de boas práticas agropecuárias, que protegem o solo e garantem a convivência humana, animal e vegetal.

As ações de proteção do solo, da água e das matas são promovidas pela SAR por meio do Programa Terra Boa; Programa Protegendo o Solo e Cultivando Água e o Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono ABC+SC.

O Programa Terra Boa incentiva o uso de práticas agrícolas sustentáveis, fornecendo aos agricultores insumos como calcário para corrigir a acidez do solo e sementes de milho de alta produtividade. Em 2023, foram distribuídas mais de 400 mil toneladas de calcário, beneficiando milhares de produtores rurais.

 No Programa Protegendo o Solo e Cultivando Água o foco é a conservação do solo e da água e já orientou a proteger mais de 100 mil hectares de terra contra a erosão. O Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono ABC+SC envolve conjunto de práticas como plantio direto, recuperação de pastagens degradadas e integração lavoura-pecuária-floresta. Busca tornar a agricultura catarinense mais sustentável, competitiva e adaptada às mudanças climáticas, consolidando o estado como referência em agropecuária de baixo carbono.

A SAR também orienta sobre manejo do solo e mata ciliar para garantir a conservação agrícola e prevenir a erosão. Desenvolve ações para recuperação de nascentes e regulação das florestas, que auxiliam no ciclo da água e absorvem os recursos hídricos e que garantem o abastecimento de mananciais e reservatórios subterrâneos. Incentiva produtores rurais na preservação do meio ambiente por meio de práticas conservacionistas do solo e da água, já foram recuperadas 10 mil nascentes no estado. Promove investimentos em captação, armazenamento, tratamento e distribuição de água para utilização na propriedade para dessedentação humana e animal e irrigação. Além da recuperação de mata ciliar, proteção e recuperação de nascentes, terraceamento e cobertura de solo no sistema de plantio direto.

Uma das grandes preocupações, nos últimos anos, são as ocorrências climáticas. O estudo das variações temporais do clima é fundamental para mitigação das implicações agronômicas. “As florestas protegem o solo da erosão e da perda de nutrientes, além de sequestrar e estocar carbono, atuando como regulador atmosférico. As práticas do uso, conservação e preservação do solo agrícola realizada pela SAR no estado, tem entre os objetivos principais, minimizar os processos erosivos existentes, melhorar a capacidade produtiva no campo e incentivar o desenvolvimento sustentável”, explica o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto.

Conforme o gerente de desenvolvimento sustentável e florestal da SAR, Tiago Mioto, as ações precisam ser conectadas. “Investir na produção no campo, da mesma maneira que se preserva os elementos da natureza, como a água, o solo e as matas, nos conecta de forma sustentável, esse é um dos principais papéis desenvolvidos pelos programas junto ao departamento de Desenvolvimento Sustentável e Florestal do estado”.

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