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PRF apreende ampolas de tirzepatida e maços de cabelo em ônibus na BR-277 no Paraná

PRF apreende ampolas de tirzepatida e maços de cabelo de origem estrangeira em bagagens de passageiras paraguaias durante fiscalização na BR-277.

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Paraná apreendeu, na manhã deste domingo (25), ampolas de tirzepatida, princípio ativo do medicamento conhecido comercialmente como Mounjaro, e maços de cabelo de origem estrangeira que estavam em bagagens de duas passageiras paraguaias. A fiscalização ocorreu no km 715 da BR-277, na região de Santa Terezinha de Itaipu.

Durante a inspeção no compartimento de bagagens de um ônibus de turismo, os agentes localizaram quatro malas pertencentes às passageiras, que residem em São Paulo. No interior das bagagens, foi encontrada grande quantidade de fios de cabelo, conforme informou a PRF em nota oficial.

Com uma das mulheres, os policiais encontraram ainda oito ampolas de tirzepatida escondidas dentro de dois rolos de adesivos infantis. Imagens divulgadas pela corporação mostram os agentes retirando maços de cabelo de dentro de roupas guardadas nas malas.

As passageiras informaram aos policiais que os produtos haviam sido adquiridos em Foz do Iguaçu e teriam como destino a capital paulista para fins comerciais. Elas foram encaminhadas, juntamente com o material apreendido, a um posto da Receita Federal.

Até o momento, a Receita Federal não se manifestou sobre a situação das envolvidas. A informação poderá ser atualizada em caso de posicionamento do órgão.

O caso ocorre na mesma semana em que repercutiu nacionalmente a internação de uma mulher após o uso de uma “caneta emagrecedora” de origem paraguaia. Segundo familiares, o medicamento teria sido vendido de forma irregular. Posteriormente, ela foi diagnosticada com síndrome de Guillain-Barré.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informa que nenhum medicamento pode ser comercializado no Brasil com orientações ou bula em língua estrangeira. Segundo a agência, a venda desses produtos representa riscos à saúde, como dificuldade de compreensão das instruções e possibilidade de erros na administração.

Medicamentos sem registro no país só podem ser importados em caráter excepcional e para uso exclusivamente pessoal, mediante prescrição médica e cumprimento de requisitos específicos. Em nota, a Anvisa ressaltou que casos de falsificação, adulteração ou circulação de produtos clandestinos fogem ao controle das autoridades brasileiras quando estão sob regulação de outros países.

PRF apreende ampolas de tirzepatida e maços de cabelo de origem estrangeira em bagagens de passageiras paraguaias durante fiscalização na BR-277.
Imagem gerada por IA
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